Laurel Halo - Quarantine
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ficha técnica
Nota: 4.1 / 5
Ano: 2012
Selo: Hyperdub
Estilos: eletrônico
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Laurel Halo - Quarantine
Norte-americana lança primeiro disco depois um tempo fazendo o seu nome na cena eletrônica
04.07.12 12:35
Depois de alguns anos fazendo algum barulho na cena eletrônica norte-americana, Laurel Halo assinou com o selo Hyperdub - responsável por colocar na praça álbuns de Burial, King Midas Sound e Darkstar - para lançar o seu primeiro disco propriamente dito, Quarantine. Antes ela havia lançado apenas alguns EPs.



Laurel é claramente uma estudiosa da música. Cita Steve Reich como referência em entrevistas e diz que aquelas canções que não a surpreendem são chatas. Surpresa não é um problema em Quarantine. Logo na segunda faixa, "Years", Laurel surge cantando propositalmente alto e sem efeito nenhum "limpando" a sua voz, de maneira a causar desconforto no ouvinte, frases como: "I'll never see you again" e "You're mad because I'll never leave you alone". A decisão de colocar vocais em suas músicas (as de seus EPs anteriores eram apenas instrumentais) é sábia, pois Quarantine ganha em sentimento - e até em dramaticidade às vezes -, da maneira como ela quer.

No entanto, a força - e até mesmo a poesia - do álbum está na ambiência. Os climas lembram o Fennesz do disco clássico, Endless Summer, só que ao contrário do sabor de verão daquele álbum, Quarantine, de Laurel Halo, tem uma sombra escura que paira sobre todas as músicas. Títulos como "Carcass" (Carcaça) ou "Tumor" dão uma ideia da temática das canções, que mesmo com a "doença" são esperançosas. "Wow" e a própria "Carcass", que vem na sequência, são um exemplo disso.

Laurel Halo já falou também sobre o seu interesse pela cena tecno de Detroit - e artistas como Model 500 e Underground Resistance -, mas Quarantine é mais sobre climas, sobre imagens cinematográficas criadas por meio do som, do que sobre dançar. Mesmo com os sintetizadores e com todo o talento para criar batidas "de pista", Laurel faz um disco mais pessoal, com letras confessionais e estruturas que a deixam esposta, mais ou menos como as meninas da arte da capa, bastante colorida e trágica ao mesmo tempo.

Ciro Hamen
Ciro Hamen
comentários
3 comentários
pul
pul(27.04.13)
0AprovadoQueima
Legal
samer
samer(02.11.12)
0AprovadoQueima
wow nice

google
Esse álbum definitivamente não é destinado para a pista de dança. Faz muito sentido ela falar que só gosta de música que a surpreende. A música é completamente desconstruida, com batidas muito sincopadas e harmonização descolada (me surpreendeu que a maior parte do álbum é 4/4). o vocal aparece destoando, com a voz limpa como vc comentou, ou com a voz modificada e bem aguda (Carcass). Só acho que a letra não é muito importante pro álbum. Ela é minimalista e, na minha opinião, tem a função de compor o ambiental do álbum (eu acho que as músicas teriam o mesmo efeito com outro significado das letras).