Jeff Mills - The Power
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ficha técnica
Nota: 5 / 5
Ano: 2011
Selo: Axis
Estilos: Techno
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Jeff Mills - The Power
Continuando sua viagem pelos confins do espaço, O Mago segue nos enviando as mensagens produzidas a partir de suas experiências extraterrenas.
18.08.11 13:10


Desde que partiu de Detroit (ou do Japão, se preferirem) em sua jornada pelo cosmos, Jeff Mills periodicamente entra em contato com sua manifestação física para que este nos mostre o que ele vem codificando em forma de música.

Ano passado o álbum The ocurrence cumpriu o papel de trazer à terra esses vislumbres, missão agora cumprida por The power (também em edição limitada), mais recente incursão de Mills ao obscuro e pouco explorado universo onde o techno e a ficção científica são a mesma e híbrida criatura.

Nas mãos de seu criador essa criatura musical permanece como nasceu: hipnótica e cerebral, capaz de levar a mente humana a conhecer alguns de seus limites; e expondo nossos corpos à diferentes e variáveis radiações de energia, da contemplação ao êxtase.

O disco começa e termina da mesma maneira - apesar dos formatos diferentes - com duas abstrações que podem ser lidas como decolagem e pouso. Durante a jornada, há mais algumas pausas para abastecimento, mas na maioria do tempo a velocidade é mantida com propulsores 4X4 gerando techno minimalista e sensorial.



Divagações a parte, em The power os beats estão contidos; as oscilações de áudio à Silver Apples e o transe sci-fi em cada uma de suas faixas o põe a anos-luz de distância da euforia acelerada dos tempos de "The bells", por exemplo. As raízes ainda estão em Detroit, mas o tempo e essa imersão em estranhas realidades (sair dos EUA para o Japão - e de lá para a vida extraterrestre) causaram efeito no toque do mago em seus controles, evocando mais Kraftwerk que anfetaminas.

Jeff Mills, meio que como um Major Tom high tech, narra sem palavras a viagem (com ou sem volta) de quem se perdeu no tão misterioso e escuro quanto fascinante vácuo espacial; e dentro de um gênero desgastado produz mais uma vez música com seu jeito, feita sob medida para acompanhar tanto luzes estroboscópicas quanto a leitura de Philip K. Dick.

Fábio Bridges
Fábio Bridges
www.pequenosclassicosperdidos.wordpress.com
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