Brian Jonestown Massacre - Who Killed Sgt. Pepper?
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ficha técnica
Nota: 4 / 5
Ano: 2010
Selo: A. Records
Estilos: indie, rock, crossover
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Brian Jonestown Massacre - Who Killed Sgt. Pepper?
22.11.10 15:45
Seria Anton Newcombe o último dinossauro do indie rock noventista? Desde 1990 à frente do Brian Jonestown Massacre como seu vocalista e guitarrista, o californiano vem ao longo desses 20 anos reinventando a banda que fundou. Homenageando tanto no nome do grupo (Brian Jones foi o primeiro e lendário guitarrista dos Rolling Stones, morto sob circunstâncias suspeitas) quanto nos nomes dos álbuns (Their Satanic Majesties Second Request, de 1996, faz outra alusão aos Stones, dessa vez ao álbum Their Satanic Majesties Request; My Bloody Underground, de 2008, cruza duas influências do BJM, My Bloody Valentine e Velvet Underground), a banda já caminhou pelo folk, pela psicodelia, pelo shoegaze e pelo garage rock.

BMJ


Nessas duas décadas muita gente passou pelo Brian Jonestown Massacre, e o mezzo hippie/mezzo punk Newcombe permanece como o ponto de (des)equilíbrio do grupo. Arruaceiro, bêbado, drogado e extremamente roqueiro, ele - que pelo que consta anda sóbrio e mais calmo agora - é o protagonista do premiado documentário Dig! (de 2003), e agora em 2010 presta um novo ‘tributo' e se reinventa mais uma vez com o disco Who Killed Sgt. Pepper?.

Começando pela capa, o último trabalho do BJM mostra que a banda continua provocativa e irônica. No que tange à música, o álbum deixa claro que Anton Newcombe e cia. (Matt Hollywood, baixista e co-fundador retornou, e vários convidados estão presentes: da vocalista Unnur Andrea Einarsdottir ao homem-banda Felix Bondareff, aka The Amazing Electronic Talking Cave) apontam novos caminhos à sonoridade letárgica e chapada característica dos discos anteriores. Batidas dançantes se fundem à guitarras distorcidas, e dizer que Who Killed soa como se estivéssemos em 1991 não é exagero.

BMJ


Se nas treze faixas presentes podemos ouvir alguns momentos do Brian Jonestown Massacre bem conhecido de todos - e aí entram "Super Fucked e "Our Time", dois shoegaze quase escondidos no álbum e a garageira "Tunger Hnifur"- em outros tantos o clima varia de Happy Mondays a Primal Scream e New Order, com muitas e servidas pitadas de dance music indo de encontro aos miados das guitarras à Loveless, por vezes privilegiando muito os beats (a baggy "Tempo 116.7 (Reaching For Dangerous Levels Of Sobriety", o house (!) "This Is the First of Your Last Warning (Icelandic)" e "Feel It") em detrenimento das cordas.

As homenagens estão na área, claro. "This Is the One Thing We Did Not Want To Have Happen" abre idêntica à "She's Lost Control", clássico do Joy Division - e é também uma música de respeito, pós-punk até os ossos; "Felt Tipped Pictures Of UFOs" soa como The Orb sampleando John Lennon na infame fala ‘somos maiores que Jesus', fechando Who Killed Sgt. Pepper como se este fosse Screamadelica.



Outras tracks híbridas, como "Let's Go Fucking Mental" - com uma escaleta de dub em meio ao turbilhão quase big beat; a new wave obscura "One", "Someplace Else Unknown" e a exótica (mesmo) "Detka!Detka!Detka!" atestam que estes são tempos de mudança para a banda.



Se essas mudanças vieram para ficar só o tempo e os próximos álbuns irão dizer. Mas é certo que Newcombe e seu Brian Jonestown Massacre continuarão seguindo à risca a máxima do Sonic Youth: kill your idols!

BMJ

MP3
Flash Content
The Brian Jonestown Massacre - Tempo 116.7 (Reaching For Dangerous Levels Of Sobriety) (mp3)

Flash Content
The Brian Jonestown Massacre - This Is The One Thing We Did Not Want To Have Happen (mp3)

Flash Content
The Brian Jonestown Massacre - Our Time (mp3)


Fábio Bridges
Fábio Bridges
www.pequenosclassicosperdidos.wordpress.com
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