Mês passado
o rraurl falou sobre King Night, primeiro álbum do trio americano
Salem. A música deles chamava atenção pela densidade e por sua capacidade de criar atmosferas aterrorizantes com pouco: teclado, bateria eletrônica e efeitos de distorção. "Drag" ou "witch house" são alguns dos termos usados para descrever o som dos caras.
E à medida que eles repercutem, ganham espaço e até capa de revista, jovens produtores de estética semelhante adquirem mais relevância. Caso deste oOoOO, criado por um americano anônimo nascido em São Francisco, cheio de ideias assustadoras dentro da cabeça (a começar pela capa do disco).
Mas que porra de nome é esse? Outra manifestação de sua excentricidade, a sequência de "o"s me fez lembrar o som de um lamento fantasmagórico quando li sobre ele pela primeira vez (culpa, quem sabe,
do Ultima Online). O oOoOO, depois de ser captado por blogs caçadores de bandas novas, já assinou remixes para a dupla inglesa
The Big Pink além de uma versão para a ótima "Asia", do Salem.
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oOoOO - mumbai (mp3)
Este EP auto-intitulado tem seis faixas, e poupa o trabalho de buscar faixas soltas pela web. Com timbres que lembram uma cítara, os dois breves minutos de "Mumbai" funcionam como sinistra introdução. Na sequência vem "Burnout Eyess", cujos bumbos, de tão distorcidos, reduzem-se a um pulso grave e sincopado (ela também aparece num remix feito pela dupla londrina Visions Of Trees.)
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oOoOO - burnout eyess (mp3)
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oOoOO - burnout eyess (visions of trees rmx) (mp3)
Polidas e bem produzidas, as canções contam com vocais femininos e texturas sussurrantes. Em faixas como "Sedsumting", o oOoOO oferece uma morbidez dançante, perfeita para festejos à meia-noite, junto a cadáveres-bailarinos. "Hearts" inclui teclados afetados e uma linha bem marcada de baixo enquanto "Plains Is Hot", encerrando o pacote, garante um trecho de suave (e grotesca) contemplação. Gostou da witch house? Então ouça este disco.
Abraços.