Hurts - Happiness
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ficha técnica
Nota: 4 / 5
Ano: 2010
Selo: Sony/RCA
Estilos: synthpop, electronic, pop
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Hurts - Happiness
Androginia, sintetizadores e climão
27.09.10 12:00
Pelo barulho que a dupla inglesa Hurts fez com a canção "Wonderful Life" no meio do ano passado, era batata que iria pesar sobre eles a pressão de corresponder às apostas de um contrato assinado com a major Sony e o quarto lugar no ranking do exercício de futurologia que é o BBC Sound Of 2010. Já que os exageros dos mais exaltados sobre o Hurts incluiam a definição "novo Pet Shop Boys" e "Wonderful Life" veio numa embalagem de tons granulado-escurecidos num vídeo em preto e branco supostamente dirigido por Anton Corbijn (Depeche Mode, U2) e que ganhou status cult no Youtube, não custava nada monitorar os passos de Theo Hutchcraft (vocais) e Adam Anderson (sintetizadores).



Dessas músicas que surgem como clássicos instantâneos, "Wonderful Life" trata de uma reflexão sobre amor e esperança a partir de uma tentativa de suicídio. A aparente banalidade temática contrasta com uma construção melódica ampla, onde a sonoridade traz amostras de sax, guitarra e teclados grandiosos valorizando a voz competente de Hutchcraft. Lançada como single em agosto desse ano, a faixa ganhou alguns remixes - como uma versão house comportada do Freemasons e dois electro-funks respeitáveis: um do veterano Arthur Baker e o outro recheado de TR-808 pelo Mantronix (aquele). Um vídeo mais sofisticado também foi providenciado, mas com o mesmo ar de tédio profundo e calculado do primeiro:

Dá pra situar o Hurts num mundo pop que Marc Almond (Soft Cell) certa vez definiu como o formato clássico de duo technopop: o cantor teatral e o tecladista silencioso - ainda que alguns sorrisos irônicos e as sobrancelhas levantadas nos vídeos não caracterizem exatamente Theo Hutchcraft como um vocalista performático. Segundo Almond, muitos exploraram o formato depois do Soft Cell. Associates, Pet Shop Boys, Erasure... pode escolher. Adicione a isso o look de cabelos cuidadosamente gomalinados de Hutchcraft, ternos bem cortados, postura fria/distante e canções com forte apelo dramático, e voilà: temos a cartilha básica do gênero trazida pra 2010.

A androginia - outra característica familiar ao synthpop dos 80 e largamente utilizada por nomes como Eurythmics e Depeche Mode - é perversamente retratada no vídeo de "Better Than Love", o primeiro single extraído de Happiness. Talvez a faixa mais dançante e acessível do Hurts, "Better Than Love" é ao mesmo tempo fluída e misteriosa, simplória e sedutora.



Uma das coisas que impressionam em Happiness é a coragem da dupla em edificar verdadeiros hinos eletrônicos épico-sentimentais em grande parte do disco, e soar honesta em sua proposta. São baladas ao piano de congelar a espinha ("Water"), arranjos luxuosos de cordas ("Unspoken") e côros celestiais onipresentes ("Silver Lining", "Stay"). As poucas exceções são a escorregadia "Blood, Tears & Gold", um clichê açucarado que lembra um momento pouco inspirado do Spandau Ballet e a faixa escondida no final do álbum chamada "Verona", que exagera na pomposidade.

Flash Content
Hurts - Silver Lining (mp3)

Até quando a música do Hurts fica a um passo do cafona, como no dueto de Theo Hutchcraft com Kylie Minogue na linda "Devotion", os arranjos soam suaves e elegantes, não melosos ou grandiloqüentes. Aqui o Hurts assume sua influência disco-carcamana de nomes como Savage e Gazebo, artistas vistos pelos (de)formadores de opinião anos atrás como fabricantes de hits com data de validade estipulada - felizmente reavaliados com a distância segura do tempo.

Flash Content
Hurts - Devotion (mp3)

Happiness entrou na parada inglesa direto em 4º lugar, na Alemanha estreou em 2º e está no Top 10 de vários países europeus. Além disso, a dupla teve ingressos esgotados para sua tour no Reino Unido que começa em Outubro. Se artistas pop buscam retorno comercial e reconhecimento artístico, o Hurts começa a fazer jus às expectativas. Com toda justiça.



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comentários
6 comentários
Carlinhos
Carlinhos (31.10.10)
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Thadeu, a palavra "datado" não existe mais no pop 2010. Não existe mais nada - e faz tempo - de absolutamente original na música. Existe, isso sim, música boa e música ruim. Felizmente o Hurts está confortavelmente encaixado na primeira categoria. Que diferença faz se emula um certo período se a música é fantástica?
Tati Oldfield
Tati Oldfield(29.09.10)
0AprovadoQueima
E o Hurts vai abrir os shows do Scissor Sisters no Reino Unido também.
Jorgeeeeenho
Jorgeeeeenho(29.09.10)
3AprovadoQueima
O clipe de Wonderful Life é um dos meus favoritos deste ano. É lindo demais! Já perdi a conta de quantas vezes assisti.
Tati Oldfield
Tati Oldfield(28.09.10)
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Os ecos de synthpop me agradam muito,pelo menos dá uma quebrada naquele R'nB que anda assolando as paradas inglesas.
Douglas Fiorotto
2AprovadoQueima
eu nao ouvi o album ainda, mas tenho o single 7" da wonderful life e adoro.