Mark Ronson & The Business Intl - Record Collection
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ficha técnica
Nota: 3 / 5
Ano: 2010
Selo: Columbia
Estilos: crossover, pop, 80s
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Mark Ronson & The Business Intl - Record Collection
Produtor tenta reinventar identidade em primeiro álbum solo
24.09.10 12:10
Recentemente, Amy Winehouse resolveu soltar os demônios e reclamar da postura de Mark Ronson - a cantora mandou seu ex-produtor para o inferno e afirmou que ele está morto para ela, após uma entrevista na qual Ronson afirma ser responsável pelo sucesso de Back to Black, álbum que impulsionou Amy para o estrelato.

Até que ponto o produtor influenciou no som vintage e na aura atormentada e extremamente criativa do álbum, é difícil afirmar. Mas uma coisa é certa: a personalidade forte de Ronson acaba deixando uma marca característica em cada um de seus trabalhos. Talvez por isso, o lançamento de seu terceiro álbum próprio, Record Collection, tenha despertado tanta expectativa não só em seus fãs como em várias pessoas que nunca haviam prestado atenção em seu trabalho.

Como produtor, Ronson é conhecido por sua predileção por sonoridades dos anos 60. Como DJ, a identidade já é mais difusa: embora já tenha feito sets muito inspirados, ele também erra a mão com facilidade e se perde em meio a influências diversas e repertório muito irregular. Um exemplo disso é o seu histórico em São Paulo: enquanto que sua passagem pelo Club Royal, em 2007 - quando fez um longo set que costurou Radiohead, Coldplay, Lily Allen e Rage Against The Machine - foi muito elogiada, a apresentação deste ano no Creators Project foi uma amostra de tudo que pode dar errado em um set com tempo reduzido e repertório descalibrado.

Em seu terceiro álbum, Mark Ronson precisou desviar a atenção das pessoas de todas essas concepções prévias para criar um trabalho novo. Enquanto que em seu álbum anterior, Version, o músico optou por um repertório formado inteiramente por covers, desta vez a pegada foi autoral. Record Collection foi produzido e composto por Ronson (com diversas colaborações), e é um esforço grande do músico em fazer um trabalho com uma nova identidade.



Embora Mark Ronson arrisque nos vocais em algumas faixas (sem sucesso, diga-se de passagem), ele deixa os holofotes para seus convidados especiais, como Q-Tip, Ghostface Killah, Kyle Falconer, Andrew Wyatt (do Miike Snow), D'Angelo, Spank Rock, Theophilus London e a cereja do bolo, Boy George.

Mesmo com (e talvez por isso) tanta gente famosa nos créditos, o álbum não decola. A escolha de fazer um trabalho baseado em sintetizadores foi ótima, mas Mark Ronson acabou não conseguindo fazer com que as faixas fossem além da possibilidade - todas elas prenunciam uma qualidade de repertório que acaba não sendo concretizado. O álbum é divertido, mas falta intensidade a essa empreitada nova de Mark Ronson.

Algumas exceções são a deliciosa "Bang Bang Bang", com Q-Tip e MNDR, Lose It (In The End), com Ghostface Killah, e a emocionante Somebody To Love, com os vocais inspiradíssimos de Boy George. Só essa música já vale o álbum todo.



O álbum deixa uma pulga atrás da orelha que é difícil de resolver: será que Mark Ronson consegue emplacar um próximo álbum apoiado em repertório próprio que consiga resolver esses problemas ou o futuro do produtor é mesmo recriar covers?

Stefanie Gaspar
Stefanie Gaspar
comentários
1 comentários
Tati Oldfield
Tati Oldfield(28.09.10)
0AprovadoQueima
Bang Bang Bang é uma música deliciosa,Circuit Breaker é bacaninha,mas o atual single de trabalho na Inglaterra,The Bike Song,não tem o punch de Bang Bang Bang.

Tive a chance de vê-lo tocando com banda no festival Lovebox em Londres em julho passado,e ele se mostrou bastante esforçado,mas ainda está buscando uma identidade própria,seja no novo disco quanto ao vivo.