Problemas estruturais do Estudio Emme atrapalharam quarta edição do pocket festival.
O hype em torno da vinda do
Miike Snow ao Brasil foi grande: além da apresentação em São Paulo, promovida pelo festival
Popload Gig, do jornalista
Lúcio Ribeiro, o grupo acabou indo parar no Rio de Janeiro, após um
esforço coletivo dos fãs cariocas para trazer a banda para a cidade.
Com toda essa expectativa, o Miike Snow, banda que tem
apenas um álbum no currículo, realmente precisou se esforçar para surpreender a plateia que lotou o
Estúdio Emme na noite desta quarta-feira (22). É difícil julgar com propriedade a performance de uma banda tão nova, até pelo repertório restrito. Mesmo assim, o show mostrou que o trio é formado por instrumentistas afiados, com uma ótima presença de palco e um feeling apurado na hora de escolher a ordem das músicas, fazendo a alegria dos casais agarradinhos no começo da apresentação e promovendo uma micareta indie (com direito a bexigas) no fim da noite.
No palco, o Miike Snow é pura energia: mesmo que o grupo tenha deixado de lado uma interação mais próxima com os fãs - sem falar muito entre as músicas e abandonando o palco antes do bis -, Andrew Wyatt, Christian Karlsson e Pontus Winnberg mostraram que o palco é um local onde a banda se sente à vontade, recriando seus hits com segurança e sem mudanças muito acentuadas.
No repertório, o grupo trouxe músicas como "Cult Logic", "Silvia", "The Rabbit", "Burial", "Black & Blue" e "Plastic Jungle", que grudou na cabeça de muita gente após virar tema da série
Gossip Girl.
Embora a apresentação da banda tenha sido boa, ficou um gostinho de quero mais - e uma curiosidade para ver outra faceta de dois integrantes do grupo, que formam o bombado
Bloodshy & Avant (responsáveis pela produção de hits como Toxic, de Britney Spears).
PROBLEMASAssim como o show do duo Lemonade semana passada, o Miike Snow também foi bastante prejudicado pela acústica do
Estúdio Emme, embolado e estourado em vários momentos. Para compensar, a banda apostou em uma apresentação enérgica. A falta de ar-condicionado também foi notada: com a casa lotada, o show virou uma sauna.
Na saída, problemas mais sérios: quem utilizou o vallet da casa - anunciado no serviço do show - amargou espera incomum para reaver o carro. Em alguns casos de mais de uma hora e meia. O excesso de gente esperando nas calçadas acabou tomando a rua e atrapalhando o trânsito de carros na Pedroso de Moraes. Mais tarde a polícia foi chamada por gente que simplesmente não conseguia reaver seu veículo.
Quando a casa não tem um serviço adequado para sua capacidade, não vale mais a pena incentivar que o público vá e volte de táxi? Entendemos que o Emme é relativamente novo e tem coisas a acertar na estrutura de som e bar, mas não dá para descuidar dos bens de seus clientes. O estresse na saída foi tamanho que no dia seguinte havia mais comentários no twitter sobre os problemas do que sobre o bom show do Miike Snow. Não parece um bom saldo final.
fotos: camom.tea@gmail.com
3 shows (com muitos problemas) depois, e tenho a certeza que só uma banda muito boa me fará voltar ao Emme, uma pena.
Vai ser complicado se tiverem outros shows desse porte lá!
Espero que a banda não fique com má impressão de São Paulo!