CocoRosie - Grey Oceans
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ficha técnica
Nota: 3.6 / 5
Ano: 2010
Selo: SubPop
Estilos: Dream-pop
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CocoRosie - Grey Oceans
Irmãs americanas voltam com som lo-fi em quarto álbum, primeiro pela SubPop
30.03.10 09:15
Rostos delicados (pintados com bigodes e barbas), arranjos insanos que não se deixam prever, barulhinhos etéreos. Essas características, que tornam as irmãs do CocoRosie tão encantadoras, voltam no quarto álbum das americanas - primeiro delas a ser lançado pela prestigiosa gravadora SubPop. E com uma capa que chega a doer.

Morando atualmente no Novo México (elas começaram a compor juntas em Paris, sete anos atrás), Sierra e Bianca passaram por quatro cidades durante a feitura do álbum: Buenos Aires, Melbourne, Nova York e Paris.

Grey Oceans é acessível e tem acabamento sofisticado em comparação a outros momentos de sua discografia - a exemplo de sua estreia La Maison de Mon Rêve (2004). Não que isso sugira um disco que se domestique na primeira audição. Há muitas camadas e elementos movediços, viagens formais, etc. Mas, no conjunto, o trabalho está mais polido e coeso.

As onze músicas passam por baladas abafadas, de bateria pequenina e melodias inspiradas. Aveludados, os vocais se enroscam com notas de piano e de teclado sintetizador - como na belíssima faixa de abertura, "Trinity's Crying". (Ao fundo, sons da floresta completam a sensação de estranhamento.)

Em seguida vêm os tambores e flautas de "Smokey Taboo" - um cântico silvano ritmado por percussão hipnótica. Sem dúvidas, uma das canções mais inspiradas na carreira das CocoRosie, e perfeita para tardes nubladas pelo ócio.

Fazendo dupla, vocais e pianos embalam quase todas outras composições. (Com adição de xilofone, brinquedos eletrônicos, samples não-identificáveis...) Não espere por caminhos previsíveis: Sierra e Bianca fazem música de uma maneira tão particular que fica impossível adivinhar como soará o próximo compasso.

"R.I.P. Burn Face" tem notas saídas de algum Casio usado, metidas junto a incontáveis timbres dissonantes e ruídos invisíveis. Outros momentos inspirados: "Undertaker", cujos vocais devem ter sido captados nalgum gravador de pilha; "Fairy Paradise", com teclados vacilando entre o lado esquerdo e direito do fone; e a assustadora "The Moon Asked the Crow" - que poderia servir de trilha numa animação de Tim Burton.

Grey Oceans é um daqueles trabalhos surrealistas que vencem pela capacidade de se desprender do usual. Quantas cabeças seriam capazes de misturar tantos elementos desconexos e tirar disso algo interessante?
MP3
Flash Content
CocoRosie - Fairy Paradise (mp3)

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CocoRosie - Smokey Taboo (mp3)

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CocoRosie - Trinity's Crying (mp3)

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CocoRosie - Undertaker (mp3)


Marcus Vinícius Brasil
Marcus Vinícius Brasil
twitter.com/marcvs
comentários
5 comentários
M.P
M.P(17.09.10)
0AprovadoQueima
Lindo..
desde o "noah`s ark" que não ouço nada delas. grande meo velho! vou agora ouvir esse disco porque dessas freaks sai coisa boa sempre. 1O pela escolha da resenha
Thiago V. R. Cunha
1AprovadoQueima
Simpático!
Thiago V. R. Cunha
1AprovadoQueima
Simpático!
 Markan
Markan (31.03.10)
2AprovadoQueima
Nada mal!