Orbital x Kaballah: festival de atitude
A pista do palco Kaballah, lotada pela manhã
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ficha técnica

Ano: 2010
Selo: No Limits
Estilos: techno, trance, electro, pop
fotos
Orbital + Kaballah 2010
22.03.10 13:20
Orbital + Kaballah 2010
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Orbital x Kaballah: festival de atitude
Público foi de cerca de 20.000 pessoas
22.03.10 13:15
Após as mais de 15 horas de uma deliciosa e entediante mistura de trabalho e diversão, a gente conta como foi o festival que reuniu quase 20 mil pessoas no sábado (20/03/2010), na Arena Maeda (Itu/SP), com a fórmula aparentemente simples de unir as forças pela música.

Aparentemente simples, mas um tanto complexa, já que se trata de unir dois núcleos distintos (e concorrentes diretos), o que gerou polêmica suficiente para atrair a atenção do público e da mídia especializada. No entanto, a união foi muito bem-vinda e trouxe como resultado um festival de formato inédito, que soube dosar os conceitos de underground e mainstream de forma sutil e inteligente.

O festival começou por volta das nove horas da noite, com alguns minutos de atraso e muita chuva pra estrear as três pistas de dança e deixar os organizadores de pernas para o ar com os eventuais problemas que tanta água poderia causar - a chuva com vento chegou a molhar equipamentos no palco Kaballah e prejudicou a iluminação do palco Orbital, chegando também a molhar parte do painel de LEDs deste palco. Mas por sorte, São Pedro resolveu dar uma trégua e o festival correu tão bem que teve até sol pela manhã do domingo.

Dois palcos principais interligados por um confortável backstage e uma tenda assinada pelo badalado selo alemão Cocoon formavam o corpo do festival, num formato inédito, que agradou pela proximidade dos espaços e facilidade de locomoção entre eles, sem que o som de um atrapalhasse o do outro.

De um lado, a temática UFO da Orbital, festa que comemorou oito anos com campanha baseada no filme Sinais. E de outro, o colorido conceito da Kaballah - que deixou a classificação de rave para adotar o posicionamento de festival mais conceituado do Brasil desde 2009. Dois palcos principais que permaneceram lotados praticamente o tempo todo, com uma vibração fora do comum, que deixou todos os envolvidos pra lá de contentes.

"Pra que fazer diferente se podemos fazer algo deste tamanho?", comemorou Marcelo Arditti, um dos sócios da Kaballah, enquanto esperava o helicóptero para levar o sueco Style Of Eye dar uma voltinha antes de seu aguardado set de encerramento no palco Kaballah.

Eskimo só faltou pular na galera
Eskimo só faltou pular na galera
Entre as mais de 30 atrações, o line-up compreendeu diferentes estilos, como o micro-house do Minilogue (representado por um DJ set de Sebastian Mullaert) e o full on "levanta-defunto" do animadérrimo inglês Eskimo, que, embora muito criticado por alguns, ainda é garantia de momentos de êxtase em qualquer aparição em celebrações open air no Brasil. Durante sua apresentação, Junya não se contentou e subiu no praticável pra agitar a galera. "Eu não aguento, é mais forte do que eu", comentou ele, enxugando o suor do rosto após sua apresentação, estrelada por dois remixes de Prodigy: "Invaders Must Die" e "No Good (Start The Dance)".

A Skyy Vodka, parceira recém-anunciada do rraurl.com e da No Limits, produtora do festival, também marcou presença no evento, com um belo lounge, uma tenda super moderna que servia como ponto-de-encontro, além de opção de sombra e abrigo da chuva, com brindes para o público.

Lounge Skyy


Paralelamente, artistas como Popof, Style Of Eye, Neelix, Riktam & Bansi, Jay Haze, 1200 Mics e Joachim Garraud causaram impacto semelhante, apoiando-se unicamente no importante quesito conteúdo musical, ou seja, sem grandes apelações performáticas - se bem que talvez Joachim Garraud seja aqui uma exceção, já que o francês também contou com distribuição de máscaras de ET para distribuir ao público. Mas que atire a primeira pedra quem não gosta de ganhar um brindezinho na pista. Os brasileiros Felguk seguiram caminho parecido e presentearam a plateia com camisetas.

Ainda havia tempo para os espanhóis Amo & Navas incendiarem a multidão no palco Kaballah e tempo para ver a estreia do projeto maximalista Under Construction em formato audiovisual no palco Orbital, que após quase um mês de noites mal dormidas, deu uma cara "headliner" ao trabalho de Xangaii em parceria com o VJ Axell. Os bootlegs de Michael Jackson, The Gossip e Ghostland Observatory ganharam panos de fundo dinâmicos e modernos.

Rother


Outros destaques foram as apresentações do uruguaio Gustavo Bravetti e do alemão Anthony Rother (foto acima), que não poupou clássicos como "Big Boys", "Back Home" e "Father", tune executado duas vezes, uma no meio do set e outra pra encerrar sua apresentação - que não foi o encerramento do palco Orbital, como estava previsto.Uma alteração na logística fez com que o projeto Shpongle fosse remanejado para o final.

Raja Ram, beirando 70 anos, descansa antes da segunda apresentação no festival
Raja Ram, beirando 70 anos, descansa antes da segunda apresentação no festival
E aos quase 70 anos de idade, Raja Ram é um exemplo: boa praça e diferente de artistas que se acham os donos do mundo, o vovô do trance fez um set excêntrico, recheado de sons da natureza, flauta e uma sonoridade psicodélica que segurou muita gente no palco da Orbital até meio-dia.

A partir dali, as pessoas se dirigiram para ver o encerramento de Style Of Eye no palco da Kaballah e, posteriormente, o encerramento apoteótico da tenda Cocoon, que ficou a cargo de um inesperado back to back, orquestrado por Renato Ratier e Sis (artista da Cocoon), que já haviam se apresentado individualmente no espaço, mas que não resistiram ao ótimo clima do festival. As atividades se encerraram por volta de uma da tarde. Neste momento, palco e pista já eram uma coisa só... Que a ideia de união continue sendo levada a sério.



Texto: Guigo Monfrinato / Fotos: William Diares

Equipe rraurl.com
Equipe rraurl.com
comentários
3 comentários
Matheus Kawakami
0AprovadoQueima
quem curte musica eletronica estou deixando meu twitter para da um ligo na montagem de musicas que estou fazendo @methias_2011 Vamo se unir, o som eletronico é para ser aclamado e escutado com muito prazer. Abraço a todos. Viva las raves e musica eletronica.
Motor
Motor (23.03.10)
2AprovadoQueima
É... existem raves e existem as Kaballahs...
CAio C B
CAio C B(23.03.10)
1AprovadoQueima
Faz 4 anos que nao vou em uma festa rave, e sempre que tem kaballah fico com uma enorme vontade de ir, todas as kaballah que eu fui foram lokas, som, iluminaçao e decoração, tomara que esse festival se torne melhor a cada ano, mas para isso ta na hora de tirar os "mesmos djs" de todo ano.