Jovem DJ revelação é americano e celebra a epopéia clubber da vida em Berlim; conheça
19.02.10 06:35
Conheça Seth Troxler, um artista em seu melhor momento. Este americano de apenas 24 anos encontrou a fama como produtor e, principalmente, como DJ, ápice marcado pelo lançamento de seu Boogy Bites este mês, a bem cotada compilação do selo Bpitch Control.
Oriundo de Kalamazoo, cidadezinha de 70 mil habitantes perto de Detroit, Troxler hoje é um residente em Berlim e, apesar de ser originário da seminal região de Detroit, foi na capital alemã que o rapaz encontrou a fama e a epopéia do lifestyle da dance music. Logo, a compilação é uma homenagem aos som local e também um bom exemplo da eletrônica deep soul de Michigan em encontro com a objetividade do techno germânico.
Produtor há um bom par de anos, Troxler já lançou faixas e remixes por selos como Crosstown Rebels, Wagon Repair e Spectral Sound, mas é por seus sets que ele ficou conhecido, principalmente em Berlim. A mistura de techno, minimal, boa house music, mix de muitos vocais femininos e algum apelo pop fez de seus sets uma referência por lá, tendo o Resident Advisor elegido o rapaz como 8º melhor DJ do mundo em 2009. O posto veio cheio de elogios ao bom humor e sensualidade de Troxler, características de fato encontradas em seus sets, seus sites, fotos e, claro, na compilação do Bpitch, selo que nunca lançou nada seu, mas sacou como este seria um bom nome a ser escalado. Ponto para o tino empresarial de Ellen Allien e seu selo.
Sets no DEMF 2009, residência no Club der Visionäre, tour no Brasil... Troxler não para!
O disco começa com duas intros cheias de discursos sobre o nightlife e suas características - "it's about clubs / people and places / things that define us / our ideology...". À frente da alcunha The Royal We, Troxler e seu parceiro Shaun Reeves soltam a divertida "Party Guilt", em que um rapaz e uma guria discutem sobre ser pretensioso na vida clubber. Claro que a moça ganha a retórica, ironizando que ele deveria deixar de tentar bancar o espertão e apenas dançar, já que "todo mundo sabe que você joga videogame" em casa. Para quem entende inglês, é bem divertido, o tipo de discussão que existe não só no roteiro afterparty de Berlim, mas em qualquer clube mundo afora.
Um bom DJ é objetivo, não tem muito segredo: aplica com boa técnica seu bom repertório e destila o feeling para onde está tocando. Troxler é um deles, e seus sets ganham um sabor a mais pelo sabor 4x4 deep que é obviamente oriundo de Detroit. Ainda mais em Berlim, o rapaz sabe que, por suas origens, pode usar e abusar dessa característica sem parecer artifical. Um bom exemplo é a faixa 4 da coletânea, a deliciosa parceria entre Craig Smith e The Revenge em "The Soul Part II", um house de 2009 que, apesar de sério, é sensual e expansivo. Ou seja, você vai dançar.
Ao listar Craig/Revenge e outras pérolas deep como Baeka - "Right It" e Nicolas Jaar - "Time for Us", Troxler se encaixa ao lado de Cobblestone Jazz, Motor City Drum Ensemble e Linkwood and House of Traps no novo panteão de DJs que celebram a house music não como revival ou elemento vintage, mas sim como referência universal. São músicos que personificam a busca por música dançantes mais humana e cheias de alma. Como exemplo, é só perceber também que a disco music não voltou à toa.
DAS BERLINER Na seara germânica, Troxler celebra basicamente Bpitch Control e a M_nus. Edit de Richie Hawtin para o Spektrum, remix para a ótima "Signs" do Heartthrob e ponto alto no encerramento com "Camera Obscura" de Kiki vão agradar os amantes do minimal e do 4x4 tubular, tudo sempre costurado em momentos com o lado mais negro da força, a house music. Há ainda duas curiosas tentativas pop: um remix esquisito de Troxler para "Seven", da Fever Ray, que só prova que apenas o Rex the Dog consegue remixar bem Fever Ray/The Knife. E tem a grandiosa "Fables and Fairytales", dos desconhecidos N/A feat. Rosina, típica faixa prog de levada pop que vira sucesso em coletâneas, como aquele incansável remix do Ewan Pearson para "Don't Let Stars Keep Us Tangled Up", da Cortney Tidwell.
Black e germânico, house e techno, Berlim e Detroit, o jovem Seth Troxler personifica com humor e bom feeling a eterna dualidade entre Estados Unidos e Europa, tão comum e essencial à música eletrônica. E ele quebra o aforismo de que "nem todo bom produtor é bom DJ", ao tocar, remixar e criar boa música. Só nos resta saber o quanto durará seu sucesso e se ele resultará em boa música, em bons sets. Então seja muito bem vindo à fama, Mr. Seth Troxler!
bem isso markan, um "som fresco"! alem disso ama mto a noite, é uma simpatia. ontem no Garage, ele nao consegui fazer apenas o warm up para Livio & Roby, voltou para a cabine apos o set da dupla, e os 3 fizeram uma bagunca boa! ate o club fechar. assim, mostrou que merece uma noite inteira só dele!
Coloquei pra escutar, achei muito foda o som, "groovão" envolvente, vocais bem encaixados e no ritmo, fiquei com vontade de escutar LIVE, esse live ai esta sensacional. Agora sim entendo o motivo da boa indicação do RA.
alem disso ama mto a noite, é uma simpatia. ontem no Garage, ele nao consegui fazer apenas o warm up para Livio & Roby, voltou para a cabine apos o set da dupla, e os 3 fizeram uma bagunca boa! ate o club fechar. assim, mostrou que merece uma noite inteira só dele!
Agora sim entendo o motivo da boa indicação do RA.