Na lista de apostas para 2010, a banda inglesa sai na frente e em um disco reúne dez faixas repletas de referências
Vários veículos especializados em música apontaram o trio inglês
Delphic como
uma das bandas que vão despontar no universo musical em 2010. A chave para alavancar a carreira dos ingleses de Manchestet Richard Boardman, Matthew Cocksedge e James Cook foram suas apresentações em pequenos clubes da Inglaterra e nos festivais T in the Park, Reading e Leeds Festivals, Creamfields e Bestival, além do single "Counterpoint", lançado em abril de 2009.
Agora, com o álbum de estréia
Acolyte, que tem como produtor o talentoso
Ewan Pearson, os meninos comprovam que pode sim ter feito um dos discos que entram para a lista de favoritos de muita gente no final do ano. Apesar da faixa abre estar mais para uma barulhenta experimentação trance, a próxima, "Clarion Call", explode com deliciosos sintetizadores e emocionante harmonia. E assim segue com a já conhecida "Counterpoint".
O vocal no inicio de "Doubt" e a construção quebrada do restante da música entrega que Hot Chip é uma das inspirações da banda. Levadas de guitarras e sonoridades eletrônicas misturadas lá no meio dão tom oitentista. Também pudera, eles não poderiam deixar de fora referências do
New Order, seus conterrâneos, que ainda influênciaram o trio relembrando a fase
Get Ready na faixa "Remain".
"Halcyon" é a melhor do disco. Cheia de energia, ela viaja em intensas variações de batidas colocando também o teclado, guitarra e sintetizador em constantes mudanças. É um caos que dá certo. Outros destaques ficam para as ótimas "Red Lights" e "Submission".
E dai que eles estão se apegando demais em referências? E daí que eles estão fazendo coisas que já fizeram antes?
Acolyte não vai revolucionar a música, mas o que importa é que ganhamos mais um álbum dos bons para ouvir no inicio de 2010.