Islands - Vapours
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ficha técnica
Nota: 2.8 / 5
Ano: 2009
Selo: Anti
Estilos: Indie, Rock, Electro
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Islands - Vapours
Banda volta menos pretensiosa e cheia de boas canções
19.10.09 09:25
Desde que foi criado, em 2005, o grupo canadense de electro-rock Islands mudou muito. Nascida do rompimento dos Unicorns, a banda acaba de lançar seu terceiro álbum, Vapours, com os dois membros originais reunidos. Jaime Thompson esteve afastado da produção do segundo disco, o bom Arm's Way (2008), mas agora volta a fazer dupla com Nicholas Thorburn. Ainda que soe à procura de uma identidade, Vapours deve agradar a quem goste de sonoridades leves e confortáveis.

Ficou para trás a grandiosidade de faixas como "The Arm", lançada em Arm's Way. Em seu novo trabalho, não há mais crescendos de violinos ou coros exagerados. Thorburn e Thompson voltaram ao simples. Seus arranjos estão próximos aos de bandas nova-iorquinas como o MGMT, com uma doce mistura de guitarras e teclados sintetizadores. O vocal manso de Nicholas acompanha o conjunto de um jeito preguiçoso, encantando mais pelo jeito com que ele coloca sua voz que pelos seus timbres (que são meio esquisitos, pra falar a verdade).

Islands

Os momentos mais agradáveis são aqueles em que a banda assume seu lado solar - caso da faixa-título, que capricha nos metais. Ao ouvir a música, não demoram a saltar palmeiras frondosas na imaginação, sacudidas por uma leve e refrescante lufada de vapores marinhos. Boa para ser ouvida com sandálias de borracha. Graças aos teclados etéreos e à bateria desacelerada, "On Foreigner" poderia musicar uma tarde em que o mormaço já deixou seu corpo todo mole, vítima de uma vagarosa insolação.

"Disarming the Car Bomb" é outro desses trechos. O riff de guitarra levemente distorcido, combinado com teclas de piano e assovios, cria uma atmosfera de sossego plácido. Chega a ser boba, por isso é melhor ouvi-la sem muita pressa. O mesmo vale para "EOL", com seus uivos sussurrados bem pertinho do microfone. Se há um bom sentimento/sensação para descrever todas essas músicas, seria o de letargia.

Essa ausência de impacto pode tornar as audições de Vapours um pouco tediosas. As canções não chegam a empolgar, emocionar ou inspirar viagens transcendentais. São mornas por convicção, como se ouve desde "Switched On", que abre o álbum. Os teclados vêm embalados por uma profunda malemolência, junto a estalos que parecem ser de dedos tamborilando sobre uma caixa de fósforos. Ainda assim, há alguma diversão preguiçosa em ouvir "No You Don't" deitado, olhando para o ar. E talvez seja essa a melhor posição para encarar o álbum, do começo ao fim.
MP3
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Islands - EOL (mp3)

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Islands - On Foreigner (mp3)

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Islands - Switched On (mp3)

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Islands - Vapours (mp3)


Marcus Vinícius Brasil
Marcus Vinícius Brasil
twitter.com/marcvs
comentários
4 comentários
Fábio Prado
Fábio Prado(20.10.09)
1AprovadoQueima
mas se voce quiser ouvir esse novo albúm na saleta da sua casa na melhor companhia dos seus amigos...com uma luz baixa e indireta...tomando uma drink...e blá blá blá...na conversinha agradável...vai funcionar...confie em mim!!
Fábio Prado
Fábio Prado(20.10.09)
1AprovadoQueima
Isso pq ela ainda não ouviu vc tocar...será!?!?!?
Pedro Zopelar
Pedro Zopelar(19.10.09)
2AprovadoQueima
bom... ia comentar... mas depois desse comentário aqui em baixo nao preciso dizer nada né... só que concordo em todos os aspectos e tb partilho atualmente do momento "musicas pra ouvir deitado". mt bom!
infatuation
infatuation(19.10.09)
0AprovadoQueima
não sei se é pela idade ou pela real falta de frescor no mundo de horizontes estreitos das pistas (eletronica/rock) mas o etéreo, melancólico e o "deitado" tem sido meu tipo preferido de música a um certo tempo.
num mundo onde a tecnologia superou a criatividade, o easylistening soa como música de verdade enquanto a chatisse das pistas soa como err... masturbação tecnológica sem alma alguma proporcionando uma ressaca jamais vista em relação a timbres exageradamente sintéticos.
apesar de tbm soar como algo que já ouvimos antes (ou se inspirar no antigo) o islands vai na contra-mão do óbvio e agrada sem afetação ou frivolidades estéticas que hoje parecem dizer mais que a música.
parabéns ivi.