Twilight Sad - Forget the Night Ahead
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ficha técnica
Nota: 4.5 / 5
Ano: 2009
Selo: Fat Cat Records
Estilos: indie, rock, shoegaze
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Twilight Sad - Forget the Night Ahead
Música para dias sombrios
15.09.09 13:45
Quem nunca descarregou suas emoções na música que atire a primeira pedra. Quando estamos felizes uma música brilhante e alegre com refrão cantarolável vai muito bem. Em momentos tristes, uma melodia melancólica com letras de fazer chorar pode ser a melhor opção para se encolher no canto. Existe uma explicação para isso. A música é um canal direto entre as emoções que passam pelo nosso coração, capaz de fazê-las transbordar pelo corpo inteiro em sensações únicas, indescritíveis, aflorando sentimentos "à flor da pele" tanto em quem ouve como em quem faz.
 
Os escoceses do Twilight Sad sabem disso, e usam esse fator como mote de suas músicas desde o elogiado primeiro álbum Fourteen Autumns & Fifteen Winters (2007), que, apesar de mostrar uma sonoridade interessante, era um pouco desconexo e "barulhento", o que podia causar estranheza a ouvidos desavisados. Com o segundo trabalho, Forget the Night Ahead, que tem lançamento oficial no dia 21 de setembro, a banda prova que pode fazer mais do que barulho.
 
Forget... é um álbum obscuro, com letras e melodias melancólicas, distorções intermináveis das guitarras de Andy MacFarlane e o sotaque estranho de James Graham, mas coeso e mais bem trabalhado do que o primeiro. Com esse segundo disco, esses carinhas de Glasgow - terra de ótimas bandas como Belle & Sebastian, Camera Obscura, Franz Ferdinand e Mogwai - mostram que evoluíram musicalmente e reafirmam sua posição como uma das bandas que ainda devem chamar muita atenção.
 
Dessa vez, as músicas não têm estruturas lineares ou sequer são semelhantes entre si, apostando mais em melodias do que barulho. Para isso valeu experimentar de tudo: violino de Laura MacFarlane, do My Latest Novel, alguns toques a mais de piano e extintores de incêndio. O resultado é bem interessante. O som ficou também um pouquinho mais sujo, ajudando a criar essas diferentes sensações que as músicas te proporcionam, vagueando entre a mais pura melancolia e a agressividade. Um bom exemplo é "That Birthday Present" (uma das que tem Laura no violino), a mais suja e barulhenta do disco, que mesmo assim não chega perto de qualquer faixa do antecessor.
 
As letras também estão mais bem trabalhadas. Segundo o vocalista James Graham, elas falam sobre "coisas que aconteceram comigo durante os últimos dois anos, que tem a ver principalmente com perder pessoas e não estar nada orgulhoso ou feliz comigo mesmo ou com meu comportamento e as situações em que me encontrava".
 
"I Became a Prostitute", o primeiro single, é a música mais acessível que o Twilight já fez até hoje. Estrutura linear, com melodia e barulho na medida certa e uma letra interessante. Segundo Graham, a música "é uma metáfora para se tornar algo que você não quer ser e você vê acontecendo, mas não há nada que possa fazer a respeito". A julgar pelo novo disco da banda, acho que ele não está falando da própria carreira...

 

"That Room" é uma daquelas músicas com melodia e voz extremamente agoniantes, desesperadas, e "Floorboards Under the Bed" segue a mesma linha. Começa só com voz, aí vem um pouco de distorção e piano. É daquelas músicas que vão "crescendo", mas só no instrumental.
 
Outro destaque do álbum é "At the Burnside", que você pensa que vão ser uma das músicas mais calmas do disco. Até o 01:35, ela é só voz e piano, bem calminha. Depois entram guitarras distorcidas e muito, muito barulho. E ela termina calma de novo.
MP3
Flash Content
The Twilight Sad - At the Burnside (mp3)

Flash Content
The Twilight Sad - Seven Years of Letters (mp3)

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The Twilight Sad - That Birthday Present (mp3)

Flash Content
The Twilight Sad - That Room (mp3)


Carol Nogueira
Carol Nogueira
twitter.com/carolnogueira
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