Boys Noize - Power
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ficha técnica
Nota: 4.8 / 5
Ano: 2009
Selo: Boys Noize Records
Estilos: Techno, Electro, Maximal
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Boys Noize - Power
No segundo álbum, Alex Ridha mostra que amadureceu sua fórmula barulhenta
08.09.09 07:20
Quando lançou Oi Oi Oi (2007), álbum de estreia do projeto Boys Noize, o produtor alemão Alex Ridha parecia embriagado pela sua capacidade de fazer barulho. Em faixas como "& Down" e "Lava Lava", ele tentou mostrar que não havia limites para o uso da distorção. Dois anos depois, Alex volta com Power - mais maduro, o segundo álbum brilha por deixar melodia e groove emergirem por trás de sua barulheira característica.

O primeiro mérito de Ridha é o de não ter abandonado a assinatura que o tornou alguém na eletrônica. O segundo é ter conseguido fazê-la evoluir. Ele, que encontrou sucesso através de remixes para a cantora canadense Feist ("My Moon My Man", de The Reminder) e o grupo inglês Bloc Party ("Banquet", de Silent Alarm), compôs seu novo trabalho sem participações de outros músicos. O que se ouve é Alex Ridha e seus teclados irrequietos.

noize

As composições estão mais ousadas, e em alguns momentos lembram o tipo de som imprevisível que consagrou a gravadora Warp nos anos 1990. Em "Jeffer", Ridha extrai música de um pulso descontrolado de sintetizador, subjugando-o sob a força de uma bateria imperiosa. É como se o maximal tivesse se encontrado com a eletrônica esquizofrênica do inglês Squarepusher.

NARCO-MAXIMAL
Mesmo quando Power se aproxima de Oi Oi Oi, como na ruidosa "Starter", o que se ouve não é barulho puro (ou burro). Desde a introdução maliciosa, com batidas quebradas, nota-se que houve uma escolha consciente de timbres (que mudam sem aviso e com agilidade) para compor o arranjo esmagador. A excelente "Drummer" segue pela mesma direção, numa sublime mostra de como é possível se destacar sem abrir mão de um estilo próprio.

Em "Kontact Me", "Nerve" e (na brilhante) "Rozz Box", o alemão mostra que também é versado em sonoridades acinzentadas, de ares entorpecentes - e que consegue passar por elas sem deixar de lado suas idiossincrasias. É essa combinação que deve fazer com que Power seja lembrado como exemplar do melhor tipo de techno produzido nos anos 2000.
MP3
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Boys Noize - Drummer (mp3)

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Boys Noize - Jeffer (mp3)

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Boys Noize - Kontact Me (mp3)

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Boys Noize - Starter (mp3)


Marcus Vinícius Brasil
Marcus Vinícius Brasil
twitter.com/marcvs
comentários
6 comentários
Thiago Freitas
Thiago Freitas(05.10.09)
Acho drummer a mais chata do disco. Maaaaas.... incontestável o cuidado absurdo do cara. Ouvindo o disco lembrei da novela do boys noize no twitter com o HD do computador danificado... imagino a sensação do cara de ter perdido totalmente o minucioso trabalho em automações infinitamente complexas. As 5 primeiras faixas do disco arrebentam. Muito mais sofisticado do que ele havia feito em qualquer remix ou trabalho prévio.
Gostei muito mesmo de alguns momentos! : D
Rogério Brandão
-3AprovadoQueima
achei chatésimas as músicas postadas (com exceção de Jeffer, que é só legalzinha). nem vou me dar ao trabalho de ouvir o resto. kkkkkkk

SMD e Boys Noize descendo a ladeira nos respectivos segundos álbuns. quero saber se depois da ressaca maximal haverá algum sobrevivente. será que Justice ainda vai dar no couro?
Fabio Martins
Fabio Martins(09.09.09)
0AprovadoQueima
Sugar Bounce: "'Drummer' lembra musicas do Daft Punk que eu costumava dar um skip no cd" - matou a charada, kkkkkkkkk!!! Tive impressão parecida. Já havia comentado em outro review aqui no rraurl sobre este disco e a má impressão inicial não se dissipou. É bom ouvir o Boys Noize procrando novos caminhos além do primeiro e bombado disco, mas achei o disco confuso, realmente parecido com demos desperdiçadas do Daft Punk ou faixas rejeitadas pelo Bloody Beetroots (que achei fraco o disco deles). O Boys Noize tá rendendo mais nos remixes para terceiros atualmente...
Sugar Bounce
Sugar Bounce(08.09.09)
1AprovadoQueima
Putz !lendo o texto fiquei com água na boca, mas ouvindo as tracks, com exceção de 'Jeffer' (que já tinha ouvido adorado), não gostei das outras. 'Drummer' lembra musicas do Daft Punk que eu costumava dar um skip no cd. 'Kontact me' poderia ser do Bloody Beetroots e 'Starter' do
Wolfgang Gartner. Acho que o título de "melhor techno da década vai ficar para depois"