White Lies - To Lose My Life
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ficha técnica
Nota: 2.5 / 5
Ano: 2009
Selo: Fiction
Estilos: dark,rock,indie
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White Lies - To Lose My Life
Nova geração dark faz mistura agridoce de referências dos anos 70 e 80
20.08.09 10:05
Na já tradicional lista de "promessas para o próximo ano" que da BBC o trio londrino White Lies ficou em segundo lugar, atrás somente da compatriota Little Boots. A banda, que há anos se chamava Fear of Flying é formada por Harry McVeigh (vocalista e guitarrista), Charles Cave (baixista) e Jack Lawrence-Brown (baterista) e lançou em 2009 o seu debut, batizado To Lose My Life. O disco confirmou as expectativas, alcançando primeiro lugar da parada de álbuns na Inglaterra.
 
Você pode confiar ou não em listas como a da BBC, sempre tendo em mente que nem todas as apostas vingam - como o The Twang (quem?) em 2007. As referências do White Lies são expressas por bandas que os membros devem ter ouvido durante toda a vida: Duran Duran, Cure e Joy Division. To Lose My Life foca em um som completamente sombrio, assombrado por sentimentos de negatividade como medo, desilusões e depressão.

Esse desespero de almas perdidas fica claro no nome da primeira música: "Death", que é pomposa, com um refrão marcante e batida forte.



A densa "Fifty On Our Foreheads" possui algumas das melodias mais alegres do repertório. McVeigh incorpora Ian Curtis e prossegue a morbidez na faixa título que é uma mistura de riffs de baixo com sintetizadores e tem toda pinta de música de trabalho do álbum:



"Unfinished Business" e "Farewell To The Fairground" são rocks mais fervorosos, bastante radiofônicos e marcados por guitarras mais rápidas, acompanhadas por teclados bastante óbvios.

Flash Content




As últimas "Nothing To Give" e "The Price Of Love" são chatas e esquecíveis experiências na tentativa de se fazer um grande final épico, lembra muito a atual fase do The Killers ao "querer ser mais U2 do que o próprio U2 é", com aquelas canções longas e arrastadas, que não levam a lugar nenhum e não deixam saudades.
 
O White Liestem material para dividir opiniões. Se fosse lançado no começo da década poderia ter sido um grande catalisador da nova geração dark, só que em 2009 isso parece uma fórmula e exaustivamente tentada por Interpol, She Wants Revenge ou Editors - sem contar esforços menos óbvios e mais bem-sucedidos artisticamente como o Horrors. A maioria das faixas do disco tem força para tocar nas rádios por serem canções de sabor pop agridoce e pela semelhança com outras bandas como . Em geral, a sonoridade é interessante por ser uma mistura de todas essas referências e pode criar expectativa para um próximo álbum: será que eles serão previsíveis ao ponto de cantar novamente sobre dores do mundo, noites mal dormidas e desesperança?

Jean Garnier
Jean Garnier
comentários
1 comentários
Fabio Martins
Fabio Martins(21.08.09)
2AprovadoQueima
O EP era bem melhor, mas o disco "cheio" não convence. Pra mim, a melhor coisa do White Lies continua sendo o remix do Filthy Dukes para a faixa-título. Na boa, é fogo de palha, assim como foi o Editors. OO Interpol ao menos sempre demonstrou consistência musical e acredito que vá perdurar, enquanto que o She Wants Revenge ainda produz música legal mas temo que se perca por aí em meio a novos hypes. Nessa onda de "neo dark" ou qualquer coisa que o valha, prefiro o Mt Sims, cujo disco "Happily ever after" é um dos mais fodas de 2009 e desde 2002 eles fazem um som nessa linha mas que ainda não foram hypados por ninguém. Ah, se for pra citar "dark de verdade", fico com o "Dead Pop" (sensacional), dos cearenses do Plastique Noir.