Arctic Monkeys - Humbug
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ficha técnica
Nota: 4.7 / 5
Ano: 20098
Estilos: indie rock, pós punk revival, psicodélico
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Arctic Monkeys - Humbug
Apesar de ter algumas faixas produzidas por James Ford, disco carrega mais influências da produção de Josh Homme, líder do Queens of the Stone Age
04.08.09 05:15
Quem conhece e gosta do trabalho de Josh Homme sabe bem do que ele é capaz. Não é a toa que após a divulgação de sua participação como produtor no terceiro álbum da banda de Sheffield - Humbug (http://en.wikipedia.org/wiki/Humbug_(album) ) -, os fãs de Arctic Monkeys e também de Queens of the Stone Age mal podiam esperar para ouvir o resultado final. Mas foi só na quarta-feira passada que o disco vazou inteiro, apenas um dia antes da transmissão de um show com cinco faixas novas pelo site da banda.

Entre as músicas que eles tocavam nos vídeos, estava "Red Right Hand", cover de Nick Cave and the Bad Seeds. Prova que, nesse disco, os Monkeys estão muito mais sombrios.

Arctic Monkeys - Red Right Hand (web transmission)


Muito se falou a respeito da produção de Humbug, até porque a banda gravou 12 músicas com Josh Homme e outra dúzia com o produtor do disco anterior, James Ford, mas ninguém sabia ao certo quais iriam parar no CD. Eles acabaram escolhendo para o álbum sete de Homme e apenas três de Ford.

Logo de cara você percebe que aquele Alex Turner acelerado dos dois primeiros álbuns não está lá. O senso de urgência na voz parece ter ido embora para dar lugar a timbres mais calmos e calculados, quase irreconhecíveis. É o caso da climática "My Propeller", que parece trilha de um filme de suspense e tem uma guitarra com uns efeitinhos. Provavelmente fruto da experiência do vocalista como parte do duo The Last Shaddow Puppets, que formou com Miles Kane, frontman da banda The Rascals, no ano passado.

Quem também fundou um projeto paralelo, o Mongrel, foi o baterista Matt Helders, junto ao ex-baixista do Monkeys, Andy Nicholson, além de integrantes das bandas Reverend and the Makers e Babyshambles.

E isso, para os Monkeys, é inédito. Desde que a banda lançou o primeiro disco, Whatever People Say I Am, That's What I'm Not (2006), não parou mais de trabalhar. O resultado disso é que o segundo disco, Favourite Worst Nightmare (2007), soa bem parecido com o primeiro, quase uma continuação.

E foi exatamente esse contato com integrantes de outras bandas durante os quase dois anos de intervalo entre Favourite... e Humbug (2009), além da presença de dois produtores, que enriqueceu o som da banda. Na primeira audição, você percebe que a coisa do pós punk ainda está lá, mas com um quê psicodélico.

Arctic Monkeys - Potion Approaching (web transmission)


A influência de Josh Homme é notável para quem conhece o trabalho do músico além do Queens of the Stone Age. Não pelo peso, mas pelo tom "viajado" do som. Quem já ouviu a série Desert Sessions, que Homme promovia no estúdio dele em Joshua Tree, no deserto californiano, sabe do que estou falando.

Homme de fato trancou os rapazes de Sheffield no deserto. Mas não foi só o clima do deserto que influenciou o resultado final. No geral, todos parecem mais munidos de referências agora do que nos dois primeiros trabalhos. Assim conseguiram produzir um álbum bastante coeso

Na verdade, as músicas produzidas por Homme são tão características que fica difícil não saber quais foram produzidas por James Ford, como "Secret Door" e "Cornerstone". São as que mais se assemelham a alguns momentos do segundo álbum, como nas músicas "505" e "If You Were There Beware".

É também no primeiro single, "Crying Lightning", que conseguimos reconhecer algumas características da banda, como a linha de baixo.



"Fire and the Thud" é mais uma dessas canções super climáticas, com "oooh's" no fundo e um Alex cantando tão baixo às vezes que é quase um sussurro.

Já "Pretty Visitors" é a mais acelerada do disco, mas com uma bateria um pouco mais frenética do que o normal da banda e um coro meio sombrio no refrão.

* os áudios do álbum foram retirados a pedido da banda. (!)

Carol Nogueira
Carol Nogueira
twitter.com/carolnogueira
comentários
3 comentários
Victor Hugo
Victor Hugo(13.08.09)
-2AprovadoQueima
Ah, cansei de Arctic Monkeys!
João Samam
João Samam(06.08.09)
2AprovadoQueima
Como sempre, vale muito a pena ouvir Artic Monkeys e, tratando-se de um disco novo, é perceptível a evolução sonora e musical dos caras.
nicolas
nicolas(04.08.09)
1AprovadoQueima
Falar que o álbum agora tem um tom "viajado" e um quê psicodélico é beirar o "clichêismo".