Beirut - Live at the Music Hall of Williamsburg
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ficha técnica
Nota: 4 / 5
Ano: 2009
Estilos: indie, live, etcnico
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Beirut - Live at the Music Hall of Williamsburg
Caminho arriscado agrada em registro ao vivo
07.07.09 06:55
No Brasil os shows do Beirut acontecem no início de setembro, no Via Funchal (SP, dia 11 de setembro) e no Festival PercPan no Rio de Janeiro (dias 8 ou 9 no Teatro Oi Casa Grande) e em Salvador (dias 4 ou 5 no Teatro Castro Alves). Outras cidades ainda devem ser confirmadas pela produção da tour.
"East Harlem" abre mais um passo à consagração do Beirut, que, nesse disco, mostra estar longe de ser uma banda de um hit só. Noveleiros, decepcionem; Admiradores apenas de grandes singles, nem ousem baixar esse concerto. Aqui, "Elephant Gun", "Nantes", "Postcards From Italy" e a maioria dos sucessos massivos de Zach Condon não têm vez.

Em Live at the Music Hall of Williamsburg, gravado em fevereiro de 2009 em Nova York, Zach escolhe testar os fãs e, por isso, aposta em canções menos populares. O caminho é arriscado, mas o resultado agrada com a prova real de que o Beirut soa genial em qualquer lugar, com qualquer canção, seja como for.

"Mimizan" é uma música descritiva, que trás certa sensação de nostalgia em suas letras. A faixa fica marcada por usar um fundo vocal incomum à banda e por fazer parte da coletânea Dark Was The Night, da Red Hot Organization, que promove a luta contra a AIDS através da cultura pop.

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Beirut - Mimizan (mp3)

Em destaque no álbum estão as músicas lançadas entre janeiro e fevereiro no EP duplo March of the Zapotec/Holland, que aparece com excelentes canções. Uma de suas melhores é "My Night With The Prostitute from Marseille", que também maca o registro ao vivo. Um pouco mais acelerada do que em sua versão original, a música é carregada com muita energia, sendo toda ela transmitida para o público.

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Beirut - My Night With The Prostitute From Marseille (mp3)

"The Akara", também do EP, é cansativa, levada arrastada no instrumental - uma péssima escolha que se contrasta com suas colegas de estreia, "The Concubine" e "The Shrew", pérolas de March of the Zapotec e Holland.

"Gulag Orkestar" é a única representante do primeiro álbum da banda, sendo apresentada como uma lullaby, uma canção de ninar, mas não é bem isso que acontece. A marcha fúnebre precede o primeiro e único bis do show, que vem muito bem recheado com "Forks and Knives (La Fête)" e "Brazil".

Entre as músicas autorais, a festa de "Forks and Knives" é a mais popular dessa apresentação, mas o maior sucesso mesmo é "Brazil", versão em inglês da composição que eternizou a luso-brasileira Carmen Miranda. A releitura é impecável e fica como uma mensagem aos tupiniquins: "Brasil, estamos chegando", a banda parece dizer com o ritmo tropicalista.

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Beirut - Brazil (mp3)

O som do gypsy folk também se destorce em um outro cover, o clássico francês "La Javanaise", de Serge Gainsbourg (que já ganhou uma outra versão maravilhosa na voz de Madeleine Peyroux). Quem não imaginava que Condon poderia soar mais adorável se surpreendeu: é lindíssimo ouvir o cara cantando em francês, ainda mais uma valsa vienense.

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Beirut - La Javanaise (mp3)

Jogando tudo na balança, o resultado, claro, é mais que positivo. Depois de passar por um hiato que deixou todo mundo de perna bamba, o Beirut se gaba por estar pronto para novas turnês, inclusive no Brasil (veja box).

Alex Correa
Alex Correa
www.movethatjukebox.com
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