2009 está sendo generoso para os amantes de música, e para fãs de eletrônica também. Depois de nomes grandes como Fatboy Slim, Pet Shop Boys e Prodigy mostrarem novos trabalhos, agora é a vez da chamada "resposta americana" a todos eles: o Crystal Method lançou
Divided by Night.
Os anos 1990 continuam presentes, o que faz com que o álbum tenha uma necessária, agradável e excelente utilização de distorções do começo ao fim. Mas Ken Jordan e Scott Kirkland também prepararam algo diferente agora: a variedade das participações como a cantora folk
Meiko, o raggaeman
Matisyahu, o baixista
Peter Hook, a vocalista
Emily Haines (Metric), os rappers do
LMFAO,
Jason Lytle (Grandaddy), Justin Warfield (
She Wants Revenge) e sua mulher, Stefanie King Warfield.
O resultado dessas colaborações é diversificação e canções perfeitamente cobertas por essa mistura variada de vocais, nas quais cada faixa é característica dos respectivos colaboradores.
O disco inicia com a enérgica "Divided by Night", com batidas e grooves que se misturam a um baixo eletrônico. "Dirty Thirty" com Peter Hook é uma das poucas derrapadas e não empolga muito. O músico compensa em "Blunts and Robots", deixando sua marca com o seu pesado baixo, fazendo lembrar os bons tempos de New Order. "Sine Language" é hip hop com batidas eletrônicas, mixada com poemas e os vocais do duo LMFAO.
"Drown in the Now" é uma canção hipnótica e exótica, com Matisyahu começando com um assombro vocal. "Slipstream" é bela e tem um enorme potencial para se tornar um hit. "Smile" é puramente instrumental e "Black Rainbows" deixa a sensação do início do grupo, principalmente da época do disco "Vegas", de 1997.
Há uma influência industrial em "Double Down Under". "Kling to the Wreckage" é uma vibe divertida com rock moderno. "Come Back Clean" é agradável e caracterizada com vocais surpreendentes de Emily Haines. No final, "Falling Hard" é uma canção de amor com a voz sedutora da Meiko, sem dúvida uma das melhores faixas.
Depois de ouvir, fica a sensação de não ser uma obra-prima, mas que o Crystal sabe o que está fazendo, e o faz muito bem. O que se tem é o mais atrativo e inventivo sobre um enorme esforço para expandir os seus territórios, amparado pela inovação e a flexibilidade. É agradável e pronto para conquistar novos fãs.
Para aqueles que criticaram esse álbum ousa de novo e compare com o que tem saido ultimamente.