Matt & Kim e No Age foram destaques da noite de sábado; domingo foi frio de público e clima
Foi nesse polar início de junho a primeira edição paulistana do Popload Gig, festival assinado pelo jornalista Lúcio Ribeiro e pela produtora Manifesta, no Clash Club, em São Paulo. Com atrações aproveitadas do festival gaúcho
Coca-Cola PARC como Matt & Kim e The View, o Popload se dividiu em dois dias dos mais frios do ano por aqui.
O sábado abriu com Holger, No Age e Matt & Kim. A banda brasileira pegou um club ainda vazio, começando a rolar, enquanto o pop/noise/experimental agradou justamente quem não gostou tanto do Matt & Kim - quem queria mais música e menos gracinha gostou das guitarras distorcidas da dupla californiana e embarcou no show. Mesmo assim, das três atrações a mais esperada, pelo menos entre as meninas de franja preta e calçando Converse, ela a dupla e seus semi-hits como "Daylight" (que tocou!) e "Lessons Learned" (que não tocou, buh). Tirando não cantarem o "da da da da" eles não desapontaram, com a energia infantil de sempre, a felicidade estampada no rosto e muita pilha - não tivesse o espaço entre palco e público, a galera teria invadido o palco (e teria sido ótimo).
Domingo foi frio, de clima e de público, para receber os jovenzinhos do Mickey Gang - super hypados via internet, foi a primeira apresentação de verdade (já tinha rolado um DJ set e um "show secreto") dos adolescentes de Colatina/ES em São Paulo. E deixou a desejar - tirando alguns óbvios e poucos fãs dispostos a cantar junto na platéia, o "próximo CSS" fez um show morno e tímido, sem a arrogância ou energia esperada de um grupo de teens dispostos a subir no palco e cantar boas faixas próprias como "I Was Born in the 90s" e um cover do Blink-182. Depois do intervalo foi a vez do The View - que teve mais segurança no palco e mereceu público maior e mais afim do "cover do Artic Monkeys", mas ainda distante e com boa parte beirando a indiferença:
A próxima edição do Popload Gig está prometida
para 15 (RJ) e 17 (SP) de agosto, com o
Friendly Fires e mais duas bandas a serem anunciadas, uma nacional e uma gringa.
Se podemos palpitar - hey, o rraurl gosta de shows, ainda mais com boas bandas que morremos de vontade de ver ao vivo! - achamos que os pontos a acertar são: horário (muito cedo) e a falta do que fazer entre os shows. Galera gosta de festa, não de passar pra ver umas bandas antes de ir fazer outra coisa. Então podia bem começar mais tarde (horário de festa, pô) e colocar um monte de DJs legais pra tocar entre as bandas (não faltam bons nomes) e deixa rolar.
(veja outros vídeos no
http://www.lucioribeiro.com.br)