Maxïmo Park - Quicken The Heart
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ficha técnica
Nota: 3.1 / 5
Ano: 2009
Estilos: pop punk, post punk, indie, pop
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Maxïmo Park - Quicken The Heart
Três álbuns sob a mesma fórmula faz com que novo lançamento não impressione
19.05.09 12:30
Há regras que você não precisa seguir para ser bem sucedido. Você não precisa ser bonito, não precisa fazer o jogo das gravadoras e mídia em geral e não precisa fazer o som esperado pelas pessoas. Mas uma vez que o seu som escolhido é de alma pop, há algo imprecindível ao seu sucesso: a frequência.

Por isso, uma banda como os ingleses do Maxïmo Park já lançaram três álbuns desde sua estreia em 2005 - sem contar um de b-sides e um DVD ao vivo. Infelizmente isso tem sua consequência, os três álbuns de estúdio do grupo demostram uma evolução minúscula, quase inexistente - e às vezes até soam como uma versão cansada de si mesmo.

Se as guitarras aceleradas de riffs angulares de A Certain Trigger se mostraram mais comportadas em Our Earthly Pleasures, o ápice criativo da banda, elas tentam não percorrer o mesmo caminho ao mesmo tempo que não procuram por outro em Quicken The Heart. É menos confuso do que parece, a banda tenta não se repetir no novo álbum se valendo do mesmo som tocado pelos mesmos instrumentos - não deixe a sirene de "Wraithlike", primeiro single, te enganar.



MESMO DO MESMO
"Wraithlike" é o típico hit pop do Maxïmo Park, com uma diferença (além das sirenes, claro). Ele é mais escuro e pesado e, de alguma forma, mais desesperado. "The Penultimate Clinch" perde o desespero, mas ainda se mantém densa. É só com "The Kids Are Sick Again" que o charme antigo da banda volta a dar as caras: os sintetizadores enterrados entre baixo, guitarra e bateria e o ótimo refrão pegajoso.

"A Cloud Of Mystery" e "Calm" são boas, mas um tanto apagadas chegando a lembrar b-sides antigos da banda. Sorte que "In Another World (You'd Have Found Yourself By Now)" abre a melhor sequência do álbum, onde o lado mais energético da banda domina ainda sem a efervescencia do debut. "Let's Get Clinical" continua com a melhor melodia e apresentando a melhor perfomance vocal de Paul Smith, enquanto "Roller Disco Dreams" é boa em tudo: guitarra, sintetizadores e letras a la Morrissey.

De novidade nas quatro faixas restantes só o sintetizador harmônico de "Tanned" e a influência de ‘60s garage de "Overland, West Of Suez" que aparece somente após o refrão. Ambas interessantes, mas pouco exploradas e presentes no álbum.

No final, Quicken The Heart é um álbum sólido de uma banda acima da média. Porém que já foi considerado "antigo" assim que lançado - Paul Smith, o líder e vocalista da banda, por exemplo, já deu entrevista dizendo que no próximo álbum eles iram experimentar mais.

E por serem constantes e criadores de hits, a banda conquistou um grande número de seguidores, que mais uma vez os colocou no topo dos mais vendidos (6º lugar na Inglaterra). Infelizmente, o público fiel sempre anseia pelo som "típico" e isso pode cortar de vez o processo criativo de uma das melhores bandas ingleses contemporâneas. É torcer para que eles se libertem no próximo lançamento e surpreendam novamente.
MP3
Flash Content
Maxïmo Park - Wraithlike (mp3)

Flash Content
Maxïmo Park - The Kids Are Sick Again (mp3)

Flash Content
Maxïmo Park - In Another World (You'd Have Found Yourself By Now) (mp3)

Flash Content
Maxïmo Park - Let's Get Clinical (mp3)

Flash Content
Maxïmo Park - Roller Disco Dreams (mp3)


Raphael Caffarena
Raphael Caffarena
www.imyouare.com
comentários
1 comentários
Fabio Martins
Fabio Martins(20.05.09)
1AprovadoQueima
"No final, Quicken The Heart é um álbum sólido de uma banda acima da média."

disse tudo!

Mas nada me tira da cabeça que um dos grandes álbuns de 2009 é o mais novo do Autokratz, que está MUITO foda!