Jesse Rose não quer cair no esquecimento em 2009, afinal está lançando seu álbum de estréia, disco esperado há mais de dois anos desde que bombou com a coletânea
Body Language Vol. 3. O single "Forget My Name", em parceria com seus recentes amigos do Hot Chip, não vai te deixar esquecer o nome do inglês tão cedo.
O hit absoluto, sexy até o caroço, conta com as deliciosas brincadeiras vocais de Joe e Alexis, falsete e tenor do Hot Chip. A palavra R-O-S-E, soletrada e intercalada over-and-over-and-over na letra, gruda sem dó ao longo dos 11 minutos de apetitosa lavagem cerebral.
Flash Content
Jesse Rose - Forget My Name (Feat. Hot Chip) (mp3)
Se logo na faixa de abertura de
What do You do If You Don't? você não consegue perceber porque não está dando pra controlar ombros e cintura, atente-se ao subgrave. É lá que o safado deixou a cozinha dos tambores e baixo com discreto
wobbly bass. Isso que o efeito sonoro, marca do dubstep, ferve mesmo na baixaria de "A-Sided". O Hot Chip também figura na melancólica "Day Is Done", um belo downtempo que o
Telefon Tel Aviv gostaria de ter assinado.
Toda a brincadeira teve co-produção do parceirão Switch, que o lançou pelo seu selo Dubsided, cujo nome diz tudo, né? Mas se a bombada Dubsided de hoje tem abraçado o fidget maximal de gente como Croockers e Nadastrom, o disco de Rose foi para outro caminho: o rumo que fez ele e o próprio Switch criar o termo fidget há cerca de cinco anos: a boa e velha (e divertida!) house music.
Enquanto que seu parceiro tem experimentado caminhos mais barulhentos do pós-electro-rock, Jesse não perdeu de vista a inspiração dos anos em que começou a despontar com seu fidget house. As cômicas e cheias de suingue "Well Now" e "Night At The Dogs" parecem ter saído de algum disco pré-fidget de malucos como os do
Greens Keepers entre 2002 e 2004, fase fértil quando a funk house rolava forte na Europa sob a batuta freaky, chegando no Brasil como jamanta.
Se o desafio que Jesse sempre teve em mente era emplacar mundialmente um revival cool da house americana, o álbum é uma tremenda realização. Foram três anos em estúdio, com direito a apagar e começar de novo, como ele revelou ao
Jonty aqui. Durante o período, pode apostar que Jesse teve tempo pra pensar, repensar e projetar sua carreira, objetivando a meta da grande audiência.

Ainda bem que tanta pretensão nunca afetou tanto seu som. Na verdade, "Touch My Horn" beira uma linha tênue da caretice comercial. Um electro-house baba, quase genérico, que se salva com poucos timbres autorais e sacadinhas próprias que justificam a inserção da faixa na unidade do todo. Coisa de quem quer tocar nas FMs, mas não deseja perder o respeito dos que acompanham nos inferninhos.
Em outro hit pegajoso, "Miss Taker", Jesse Rose é só sorrisos, contemplando a
polêmica hip house com as rimas do ótimo expoente David E Sugar. Um prato cheio pra quem já tinha curtido o seu remix de "Beatbox", para Ben Mono com o MC Capitol A.
Este álbum é ótima peça para se conhecer de uma vez só as diversas características do produtor em ascensão máxima. O dono da
Made To Play dá a cara à tapa e até seu lado mais deep e sério, fazendo a vez da new deep germânica, não passou em branco - vide as intimistas "Wine Gum" e "Never Ending". Mas
What do You do If You Don't? peca ao deixar de fora a recente
parceria com Deize Tigrona e Oliver $, uma vez que ele também revela seu apreço por etnias globais em "Heavy Still".
Sou fã de Asided, atual até hj, poucos basses como esse. Aliás de bass ele já mostrou q saca tudo, e de irreverência tbm...
No som dele só dispenso os rótulos, até pq por mais q se procure ñ se encontra nada realmente parecido por aí..