Álbum reúne o lado ambient e viajandão do grupo e tem lançamento exclusivo digitalmente.

A julgar pelo título,
Cinematic Shades (The Slow Songs) nos traz de volta à memória aqueles bailinhos e matinées que íamos quando adolescentes onde, a certa altura da festa, o DJ começava a tocar uma sessão de lentas para deleite dos futuros casaizinhos de namorados. Quem tinha ido na festa a fim de uma pegação básica adorava essa hora, mas quem tinha que ficar encostado na parede de braços cruzados sem fazer nada odiava tudo, é claro.
O
Booka Shade é uma banda que é praticamente sinônimo de festa, de pista de dança. Faixas como
"Mandarine Girl",
"In White Rooms" e
"Body Language" ainda ecoam na cabeça de muita gente.
Cinematic Shades representa esta temida parte da festa dos Bookas quando o DJ para tudo e toca só música pra dançar de rosto colado. Se você estiver no clima, funciona que é uma beleza. Já se o seu humor estiver diferente, vai ficar meio "olhando pro teto".
O Booka Shade sempre incluiu momentos mais relaxantes e viajandões em seus trabalhos, mas convenhamos, ninguém prestava lá muita atenção neles. O que interessava mesmo era a forma com que a dupla produzia algo que girava em torno da electro-house sem se prender muito ao rótulo, e que sempre garantia ótimos momentos nas pistas.
Cinematic Shades vem com a missão de dar o devido destaque às composições mais lentas e ambient da dupla, num álbum que é feito especialmente para quem é muito fã - ou pra ser ouvido enquanto você está fazendo uma aula de ioga ou coisa do tipo.
A VIAGEM DOS BOOKAS
Como um todo,
Cinematic Shades não é um álbum ruim, é apenas mediano. Veja bem, quatro ou cinco músicas valem o disco inteiro, enquanto as outras oito são legais apenas nas primeiras audições e depois acabam enjoando, pois saem viajando meio sem rumo até se perderem por completo.
Uma faixa que resume bem o disco é "Night Falls", que deixa de ser eletrônica e com um bass pesadão e aparece sendo executada por instrumentos de corda clássicos, não deixando quase nenhum traço da original. É interessante ver o contraste que ambas versões tem, algo que nos lembra aquelas versões divertidas (e completamente diferentes) que o Señor Coconut fez dos
clássicos do Kraftwerk em seu disco
El Baile Alemán.
A única faixa inédita, "Paper Plane", tem climão de filme que permeia todo o disco, justificando o título do mesmo - todas as faixas possuem uma veia cinematográfica que evoca viagens solitárias por paisagens vagas e desertos misteriosos. Bem chique, pra dizer bem a verdade.
Ainda há espaço para alguns últimos respingos de batidas compassadas, como em "Vertigo" e em "Outskirts" (essa que ganha também um remix de Trentmoller) e que dão aquela acordada rápida na gente.
Cinematic Shades é um disco para fãs da banda que querem conhecer um pouco melhor essa faceta mais cool da dupla. Caso você não seja um destes, é melhor buscar outros discos, como os ótimos
Movement (2006) e o mais recente
The Sun & the Neon Light(2008).
Já vi ao vivo em 2 oportunidades e não gostei, mas as produções são legais...
gosto muito deste disco e a mão dos caras para este tipo de som mais "slow" mais uma vez mandou bem.
Esse album eu escuto sempre que quero "relaxar" e ficar de "boa", produçao fudida e sonoriade "viajante"
http://rraurl.uol.com.br/cena/6016/Relaxando_com_o_Booka_Shade
A-Ha-Za, Göthz!
:D