
Filmes sobre shows e álbuns ao vivo são sempre uma delícia. Quer dizer, não são tão legais quanto assistir a sua banda preferida ao vivo e a cores, sentindo cada batida ou riff de guitarra percorrendo todo seu corpo, mas eles sempre servem ou como uma ótima lembrança de um concerto onde você estava presente e testemunhou tudo, ou como uma forma de você se redimir (e se contentar) por não ter ido.
Um dos grandes méritos do duo francês Justice foi ter conseguido montar um show (ou um live act, como preferem dizer os mais xiitas) à altura de um grande show de rock - principal obstáculo de maioria dos artistas de música eletrônica. Há de se convir que presenciar um Iggy Pop pulando e se jogando de um lado à outro como se estive ligado numa corrente de 220v é uma experiência difícil de ser batida, ainda mais por artistas que em sua maioria só ficam presos atrás de uma muralha de aparelhos eletrônicos apertando botões (
ou não).
Daí o que resta mesmo para estes artistas é recorrer ao poder que sua música irradia e a efeitos especiais/pantomimas no palco. É o exemplo do Kraftwerk, que consegue deixar todo mundo de boca aberta enquanto se apresenta, mesmo que seus cinco integrantes nem ao mesmo saiam do lugar - e são até mesmo substituídos por robôs à certa altura do show. Outro ótimo exemplo é o Daft Punk, que promove shows absolutamente inesquecíveis, e sequer mostram suas caras.
Vida de Estrela
Sim, o Justice ainda tem um longo caminho à percorrer pra chegar aos pés de Daft Punk e Kraftwerk, mas não há como negar que suas apresentações ao vivo são uma experiência única - bem ao estilo ame ou odeie. Em
A Cross The Universe, o pacote que inclui um álbum ao vivo e um documentário sobre o duo na estrada, vemos um público indo à loucura com um som que sai de uma bateria eletrônica e dois músicos que sequer abrem a boca, permanecendo boa parte do tempo atrás de uma enorme muralha eletrônica. E mais: foi lançado justamente na mesma semana em que uma
foto mostrando o Justice tocando com seus equipamentos aparentemente desligados circulou pela web. Será que além de tudo eles nem ao menos ligam seus equipamentos ou seria tudo um grande engano? Bem, o mundo do rock também é recheado de histórias estranhas e mitos sem explicação, então porque a eletrônica ficaria fora disso?
A CRUZ DO JUSTICEUm ótimo exemplo do
poder do Justice ao vivo é ver o coro em uma só voz durante a música "We Are Your Friends", ou a mini-versão de "Just One Fix" dos noise-rockers Ministry causando uma verdadeira catarse na pista. "Waters of Nazareth" e "Stress" clima um certo clima de rock de arena misturado com show de punk rock. É possível pogar e fazer mosh em show de música eletrônica? Sim, aqui isso é possível.
Around the World
Mas o documentário, dirigido por Romain Gavras (conhecido diretor de clipes incluindo o polêmico
"Stress" do Justice), não foca exclusivamente a potência sonora da banda em cima do palco e é recheado por aquelas cenas sempre presentes neste tipo de filme que mostram todas as trapalhadas e conversinhas que rolam nos bastidores antes e depois dos shows.
São cenas bobas e engraçadas, como Xavier tentando cantar "Under the Bridge" para o Anthony Kiedis (Red Hot Chilli Peppers), que não consegue esconder sua vergonha-alheia. Ou uma sessão de fotos do duo francês com as peitudas garçonetes do Hooters - e desta vez são eles que aparentam um certo embaraço.
Justice - Under the Bridge
Neste sentido, o álbum com as faixas devidamente entrelaçadas com os gritos da platéia em alto e bom som acaba se saindo melhor que o DVD. Mas nada que uma boa tigela de pipoca e amigos reunidos na sala não resolva.
(Pra quem for baixar o filme via torrent, um aviso: ele é inteiro falado em francês, o que significa que você talvez tenha que sair à caça das legendas em sites especializados!)
0% informação, 5% música, 95% traquinagem e um final muito do duvidoso.
Não sou averso ao espírito de porco em documentários do gênero, mas acredito em maneiras bem melhores de faze-lo.
..será q cada um ve realmente de um jeito ou eu q entendi q era MESMO só pra mostrar a TOUR deles [le-se porres, palas, surtos, gracinhas, eles em festival [tipo aquele q deve ser RUIM alias, Coachella - as 'wannabe groupie'zinha americana ...
Ah gente vai, juro !
SIM, ca-laaaaaaro q faltou isso no dvd, mas devem ter pensado [o tal romain, busy p e so-me] 'bom, aqui vão só as gracinhas, só as imagens mesmo ... e aqui vão as musicas
Ah bom, sei la, eu adorei, ja assisti sabendo q ia ser só isso .. ! sabe? ó como eles sao tratados la fora, povo flipa, claro q eles iam filmar aquele bando de louco [pra zuar?, SEI LA, vai saber ne?] mas ficou engraçadinho vai?
ps: o driver é o mais meu, LOWEST VOCAL NOTE, sabe?
hahahahaha
ah meu, eu me diverti vendo o kavinsky bebasso no festival com eles, o mehdi pelado, o busy p pedindo pra mocinha levar ele pra ver o bairro do Eminem ..:D