Friendly Fires faz dançar
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ficha técnica
Nota: 3.9 / 5
Ano: 2008
Selo: XL Recordings
Estilos: Pop, Disco, Indie Rock
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Friendly Fires faz dançar
Saiba porque a estréia dos ingleses é o melhor álbum de indie rock do ano
01.12.08 16:50
Vamos ser francos: não há nada mais repetitivo que o indie rock inglês. É só uma banda fazer sucesso apostando em um mistura nova (ou fora do radar há alguns anos), que dois minutos depois uma chuva de skinny jeans e calças de couro soarão exatamente como elas. Vamos ser franco mais uma vez: ninguém faz indie rock como os ingleses. Os americanos são influenciados pelo barulho das outras gerações, enquanto os ingleses pelo pop. E por mais atemporal e cheia de conteúdo que a música dos yankees possa soar, não há nada como a mistura das guitarras dançantes com melodias redondas.

Dito isso, o Friendly Fires fez o melhor álbum de indie rock do ano. Simples assim. Porque apesar de ainda ter aquela cara que só bandas inglesas conseguem ter, buscaram influências diferentes da tríade do pós-punk NME (Clash, Cure/Smiths e Buzzcocks/Gang of Four) e conseguiram fazer hits tão grandes e grudentos quanto seus conterrâneos nos anos anteriores, sem soar como nada que se toca no momento.

Friendly Fires

Primeira grande diferença: os sintetizadores. Nunca tomam a frente da música, é verdade, mas ajudam a construir melodias quase inéditas para o tipo de música que nasceu nas guitarras. O único modo de um solo eletrônico, como o de "Lovesick", aparecer em uma música de indie rock é se ela estiver remixada. Isso sem contar o sintetizador que acompanha o mega-hit "Paris" em quase sua totalidade ou aquele que deixa a levada de "Skeleton Boy" muito mais gostosa e fácil de acompanhar com a cintura.

Outro fator que deixa o Friendly Fires mais dançante que toda a classe de 2008 é o modo como a percussão conversa com a bateria. Dez segundos dentro da primeira faixa do álbum, "Jump In The Pool", já dá para ficar espantado com a eficácia dos batuques. E mesmo sendo mais espaçados e menos imediatos em "In The Hospital" e "On Board", outra vez mostra seu frescor e agilidade.

Mas não em entenda mal, as guitarras meio funk, meio disco, são grandes responsáveis por mudar a cara do álbum de uma mistura eletrônica mal sucedido para um coeso álbum de rock dançante."On Board" não seria tão emocionante sem os grandes riffs de guitarra espalhado por ela, do mesmo jeito que o refrão de "Lovesick" ficaria vazio demais e "Skeleton Boy" não teria aquele ar de funk setentista radiofônico.

BOMB THE BASS
No entanto, sintetizadores, guitarra e percussão não são as estrelas do álbum. A base fundamental de todas as dez faixas presentes na estréia, é o incrível baixo do Friendly Fires. Não há uma música que ele não se destaque, mesmo se não estiver fazendo papel de instrumento principal. Às vezes rebolativo como Prince, às vezes mecânico como Franz Ferdinand, mas sempre dançante.

Com o instrumental bem acabado e internacional, o vocal de Ed Macfarlane é o que finalmente os entrega como ingleses. Nada agressivo, bem melódico e com bom controle de sua voz, Ed quando não está cantando como um Datarock menos impactante está sendo auxiliado pelo resto da banda para criar corais prontos para serem repetidos em estádios.

Friendly Fires é aquele tipo de álbum que não apresenta nenhum novidade para ratos da disco e do funk, mas presta um ótimo serviço para quem está busca de um novidades comerciais e hits imediatos que são pólvora de qualquer festa. E quando o mainstream apresenta um resposta tão boa a música fora das rádios, o underground não tem nada a fazer a não ser se render a essa força pop.

Flash Content
Friendly Fires - Jump In The Pool (mp3)

Flash Content
Friendly Fires - Paris (mp3)

Flash Content
Friendly Fires - On Board (mp3)

Flash Content
Friendly Fires - White Diamonds (mp3)

Flash Content
Friendly Fires - Photobooth (mp3)

Raphael Caffarena
Raphael Caffarena
www.imyouare.com
comentários
5 comentários
zack w.
zack w.(03.12.08)
0AprovadoQueima
Fabio, bem lembrado...Spleen United vem fortissimo como um dos melhores do ano.
IGOR MOREIRA
IGOR MOREIRA(03.12.08)
0AprovadoQueima
ON BOARD eh total hit! Discão pra dançar.
Fabio Martins
Fabio Martins(02.12.08)
1AprovadoQueima
bela resenha! realmente o disco em questão é MUITO bom! Tá na minha lista de melhores do ano, junto de Golden Bug, The Whip, The Presets e Spleen United - só pra ficar nestalinha de som. O resto é fogo de palha...
Gaía Passarelli
o FF é o mesmo que fez uma cover LINDA de Your Love do Frankie Knucles. procurem na rede.
zack w.
zack w.(02.12.08)
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realmente esse disco é redondo...aliás é um prato cheio para os remixers de plantão.