Tributo ao The Cure tem bandas como Dandy Warhols em meio a nomes desconhecidos.
Bob Smith

Tributos eletrônicos/alternativos à artistas consagrados no mainstream não são nenhuma novidade. Algumas vezes eles dão certo, apresentando versões interessantes e novas leituras de clássicos conhecidos. Outras vezes, são um verdadeiro tiro n'água.
Veja o exemplo da bem sucedida coletânea
Life Beyond Mars, que trazia artistas como Carl Craig, Joakim, Au Revoir Simone e Matthew Dear reverenciando o "deus" David Bowie em versões no mínimo interessantes e bem feitas.
Ou então a irregular série
Virgin Voices, que trazia nomes como Sigue Sigue Sputnik, Dead Or Alive, KMFDM, Front Line Assembly e Information Society fazendo versões de ninguém menos que... Madonna!
Agora é a vez de uma das bandas mais importantes dos anos 80 ganharem o devido tributo: o The Cure.
Perfect as Cats cai bem no meio termo entre a primeira categoria de discos tributos que acertam o ponto, tanto pela sua escolha dos artistas envolvidos quanto no trabalho apresentado pela maioria deles, e as coletâneas meia-boca, num escorregão causado principalmente por algumas covers que pendem demais para o lado sombrio e optam por não investir mais no lado divertido e descompromissado da banda.
Perfect As Cats é uma coletânea dupla que inclui 34 faixas exclusivas de nomes conhecidos (Dandy Warhol, Bat For Lashes, Kaki King) em meio a outros nem tanto, e parte dos lucros das vendas vão para a instituição de caridade
Invisible Children, que cuida de crianças que vivem em meio à guerras e violência em vários países.
THE LOVECATSO disco abre com três faixas que, de tão parecidas, acabam soando como complemento uma da outra. Tanto os americanos
Xu Xu Fang e
Hecuba quanto os ingleses do
Bat For Lashes transformaram respectivamente "Fascination Street", "Killing an Arab" e "A Forest" em melodias gótico-chic, com sabor meio portisheadiano e denso.
Flash Content
Xu Xu Fang - Fascination Street (mp3)
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Bat For Lashes - A Forest (mp3)
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Hecuba - Killing An Arab (mp3)
We Are The World pega o funk maluco de "Why Can't I Be You" e o leva para o mundo da IDM, bem tecnológica e experimental, fazendo uma das versões mais originais do álbum. Já o
Black Black faz "In Between Days" soar como se estivesse sendo tocada por um Devo com vocais femininos.
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We Are The World - Why Can't I Be You (mp3)
Kaki King

"Close to Me" ganha uma versão fofa da
Kaki King, só no violãozinho. É daquelas faixas que você ouve batendo o pé no chão. Na mesma linha,
Sarabeth Tucek começa "Three Imaginary Boys" com cítaras indianas mas logo despenca para o pop rock vibrante com vocais a la Siouxsie Sioux. Outras duas cantoras,
Katrine Ottosen ("The Love Cats") e
Tara Busch ("Let's Go to Bed") também produzem versões interessantes, pegando duas faixas bem dançantes do Cure e tornando-as lentas e com cara de canção de ninar para maiores.
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Kaki King - Close To Me (mp3)
Entre os pontos fracos, os esquisitos
Indian Jewelry acabam tirando toda a graça de "The Walk" fazendo um industrial sem personalidade, que acaba sendo melhor executado pelas mãos do
Geneva Jacuzzi - mas mesmo assim meio farofento.
Astrid Quay faz um cover de "Caterpillar" que, apesar de não ser um desastre, nos faz lembrar de bandas como o Nouvelle Vague - que talvez teria feito uma versão menos certinha e mais motivante. Já o
Dandy Warhols acaba chovendo no molhado com "Primary".
Gangi incorpora Patti Smith e deixa "Fire in Cairo" mais melódica e lenta - nada de mais ai - a não ser algumas passagens que acabam lembrando demais o 10,000 Maniacs.
Les Byciclettes Blanches se sai bem melhor com uma versão bluesy contagiante de "Hot Hot Hot". E essa é a melhor forma de encarar esse tributo: uma nova forma de enxergar os clássicos do The Cure sob um novo prisma.
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Les Bicyclettes Blanches - Hot Hot Hot!!! (mp3)
4:13 DREAM - O NOVO ÁLBUM

4:13 saiu no final de outubro deste ano e é o 13o álbum de estúdio do The Cure, originalmente planejado para ser um álbum duplo. Algumas faixas são reciclagens de trabalhos antigos do grupo, como a faixa "Sleep When I'm Dead" que era pra ter saído no disco The Head On The Door (1985). O álbum recebeu críticas divididas da mídia, mas em sua maioria foram bem positivas. Pouco antes, a banda lançou o EP de remixes Hypnagogic States, que trazia faixas remixadas por nomes como o 30 Seconds To Mars, Jade Puget e 65daysofstatic.
Bom demaissssssssssssssssss
ty
em outras vozes tbm...