Perfect As Cats - The Cure Tribute
Tributo ao The Cure
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ficha técnica
Nota: 3.7 / 5
Ano: 2008
Estilos: eletronica
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Perfect As Cats - The Cure Tribute
Tributo ao The Cure tem bandas como Dandy Warhols em meio a nomes desconhecidos.
13.11.08 11:10
Bob Smith
Bob Smith
Tributos eletrônicos/alternativos à artistas consagrados no mainstream não são nenhuma novidade. Algumas vezes eles dão certo, apresentando versões interessantes e novas leituras de clássicos conhecidos. Outras vezes, são um verdadeiro tiro n'água.

Veja o exemplo da bem sucedida coletânea Life Beyond Mars, que trazia artistas como Carl Craig, Joakim, Au Revoir Simone e Matthew Dear reverenciando o "deus" David Bowie em versões no mínimo interessantes e bem feitas.

Ou então a irregular série Virgin Voices, que trazia nomes como Sigue Sigue Sputnik, Dead Or Alive, KMFDM, Front Line Assembly e Information Society fazendo versões de ninguém menos que... Madonna!

Agora é a vez de uma das bandas mais importantes dos anos 80 ganharem o devido tributo: o The Cure. Perfect as Cats cai bem no meio termo entre a primeira categoria de discos tributos que acertam o ponto, tanto pela sua escolha dos artistas envolvidos quanto no trabalho apresentado pela maioria deles, e as coletâneas meia-boca, num escorregão causado principalmente por algumas covers que pendem demais para o lado sombrio e optam por não investir mais no lado divertido e descompromissado da banda.

Perfect As Cats é uma coletânea dupla que inclui 34 faixas exclusivas de nomes conhecidos (Dandy Warhol, Bat For Lashes, Kaki King) em meio a outros nem tanto, e parte dos lucros das vendas vão para a instituição de caridade Invisible Children, que cuida de crianças que vivem em meio à guerras e violência em vários países.

THE LOVECATS
O disco abre com três faixas que, de tão parecidas, acabam soando como complemento uma da outra. Tanto os americanos Xu Xu Fang e Hecuba quanto os ingleses do Bat For Lashes transformaram respectivamente "Fascination Street", "Killing an Arab" e "A Forest" em melodias gótico-chic, com sabor meio portisheadiano e denso.

Flash Content
Xu Xu Fang - Fascination Street (mp3)

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Bat For Lashes - A Forest (mp3)

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Hecuba - Killing An Arab (mp3)


We Are The World pega o funk maluco de "Why Can't I Be You" e o leva para o mundo da IDM, bem tecnológica e experimental, fazendo uma das versões mais originais do álbum. Já o Black Black faz "In Between Days" soar como se estivesse sendo tocada por um Devo com vocais femininos.

Flash Content
We Are The World - Why Can't I Be You (mp3)

Kaki King
Kaki King
"Close to Me" ganha uma versão fofa da Kaki King, só no violãozinho. É daquelas faixas que você ouve batendo o pé no chão. Na mesma linha, Sarabeth Tucek começa "Three Imaginary Boys" com cítaras indianas mas logo despenca para o pop rock vibrante com vocais a la Siouxsie Sioux. Outras duas cantoras, Katrine Ottosen ("The Love Cats") e Tara Busch ("Let's Go to Bed") também produzem versões interessantes, pegando duas faixas bem dançantes do Cure e tornando-as lentas e com cara de canção de ninar para maiores.

Flash Content
Kaki King - Close To Me (mp3)

Entre os pontos fracos, os esquisitos Indian Jewelry acabam tirando toda a graça de "The Walk" fazendo um industrial sem personalidade, que acaba sendo melhor executado pelas mãos do Geneva Jacuzzi - mas mesmo assim meio farofento. Astrid Quay faz um cover de "Caterpillar" que, apesar de não ser um desastre, nos faz lembrar de bandas como o Nouvelle Vague - que talvez teria feito uma versão menos certinha e mais motivante. Já o Dandy Warhols acaba chovendo no molhado com "Primary".

Gangi incorpora Patti Smith e deixa "Fire in Cairo" mais melódica e lenta - nada de mais ai - a não ser algumas passagens que acabam lembrando demais o 10,000 Maniacs. Les Byciclettes Blanches se sai bem melhor com uma versão bluesy contagiante de "Hot Hot Hot". E essa é a melhor forma de encarar esse tributo: uma nova forma de enxergar os clássicos do The Cure sob um novo prisma.

Flash Content
Les Bicyclettes Blanches - Hot Hot Hot!!! (mp3)

4:13 DREAM - O NOVO ÁLBUM
cure
4:13 saiu no final de outubro deste ano e é o 13o álbum de estúdio do The Cure, originalmente planejado para ser um álbum duplo. Algumas faixas são reciclagens de trabalhos antigos do grupo, como a faixa "Sleep When I'm Dead" que era pra ter saído no disco The Head On The Door (1985). O álbum recebeu críticas divididas da mídia, mas em sua maioria foram bem positivas. Pouco antes, a banda lançou o EP de remixes Hypnagogic States, que trazia faixas remixadas por nomes como o 30 Seconds To Mars, Jade Puget e 65daysofstatic.

Alisson Gøthz
Alisson Gøthz
www.twitter.com/alissongothzzzz
comentários
7 comentários
SL
SL(19.11.08)
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Nossa.
Bom demaissssssssssssssssss
ty
Jade Augusto Gola
canção forte = HITAÇO
Fabio Martins
Fabio Martins(17.11.08)
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Ainda estou digerindo este tributo, mas como sempre ocorre em discos assim, tem coisa boa e cuisa muito ruim. Já o disco novo do Cure propriamente dito eu achei legalzinho, mas sem músicas que tenham uma força logo à primeira ouvida. Falo isso como um fã do Cure desde os anos 80, mas tenho que manter um senso crítico quanto a uma das bandas de minha vida. Na boa, acho que o Cure não lança um disco realmente bom desde o "Wish"..."Bloodflowers" até tinha uma sonoridade muito legal, mas volto a bater na tecla da falta de canções fortes.
ZEZE
ZEZE(15.11.08)
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xik!
Sarah Rocha
Sarah Rocha(14.11.08)
1AprovadoQueima
The Cure nunca é demais...
em outras vozes tbm...