TIM Festival Rio (sexta)
Matt Berninger (The National)
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ficha técnica
Nota: 4 / 5
Ano: 2008
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TIM Festival Rio (sexta)
MGMT sofre por conta do som. The National conquista espaço e agradece a internet.
25.10.08 16:15
A segunda noite do TIM Festival 2008 no Rio de Janeiro (a abertura foi na quinta feira com Sonny Rollings e Rosa Passos) levou à Marina da Gloria um publico muito variado. E a noite estava bonita, muito embora teimasse em ficar nublado vez na Marina da Glória com sua vista prometia ser palco de alguns bons shows neste dia de TIM no Rio. Kanye West para um lado, The National e MGMT para outro, as "senhoritas sofisticadas" do Jazz em outro ponto e o coletivo Instituto na meiuca para fazer um bailão.

O espaço a beira mar da Marina da Glória recebeu estrutura idêntica a da edição passada do evento (três tendas, bares e um palco montado no meio do pátio externo) mas não foi castigado pela chuva como em 2007. Logo na chegada a organização das filas e das entradas foi uma grata tranqüilidade, até os seguranças estavam bem humorados e tinham a educação como norma de tratamento para com o público. Porém, nos bares o suplício para conseguir bebida levava mais de dez minutos, com a cerveja quente. Já por toda a tenda não havia problemas de locomoção e era possível ir e vir para todos os lados. Vamos aos shows.


THE NATIONAL
PONTE BROOKLYN
A SURPRESA DA NOITE: MELANCOLIA DAS MÚSICAS É A FELICIDAE DOS BLOGGERS
(por Catarina Liarth)
Nota: 4.5

O show começou com 40 minutos de atraso, mas nem por isso a banda de Nova Iorque se preocupou em diminuir seu tempo no palco, apresentando músicas tranqüilas (um apanhado de seus dois últimos trabalhos, Alligator e Boxer) e esbanjou simpatia. Matt Berninger, tem voz semelhante a de Andrew Eldritch (Sisters Of Mercy) e mostrou ser um gigante no palco. O National chegou de mansinho abrindo com a bela "Start a War," que lembra algumas músicas do REM na fase Up, sendo seguida por "Brainy" (ambas de Boxer).

A banda enfrentou problemas de som que os acompanharam por todo o show, impedindo a audição do violino em alguns momentos, por exemplo. Mas isso não esfriou a animação da banda, nem mesmo quando no meio de "Slow Show," o tal problema de som explodiu em uma poderosa microfonia e momentos depois, já com a banda retomando a música, falhou o microfone do vocalista.

THANKS, INTERNET!
"Abel" é o momento Pixies do banda e lembra mesmo algo do álbum Doolittle da banda de Frank Black pela potência, força e refrão gritado. Aliás Matt Berninger nem agüenta gritar tanto assim e fica visível seu cansaço após um tempo, mas ele continuou cantando ainda assim e sob ovação do público foi calorosamente aplaudido.

A interação público/artista foi uma constante. Visivelmente emocionado com a recepção de parte do público em "Apartment Story", ele vai para galera, literalemnte! Parte do público que não conhecia a banda não agüentou ficar por lá muito tempo, e os mais interessados além dos fãs eram os bloggers. O que arrancou de Matt uma confisão e agradecimento, "nós nunca pensávamos de, alguma vez, estar tocando no Brasil! Obrigado! Obrigado internet!" Assim dito, os bloggers brasileiros ficarem rindo À toa. E no hit "Fake Empire," quem sabia cantou em alto e bom som.

SETLIST
Start a War
Brainy
Secret Meeting
Baby, We'll Be Fine
Slow Show
Suqalor Victoria
Abel
Race Like a Pro
Mistaken for Strangers
Ada
Daughters of the Soho Riots
Apartment Story
Fake Empire
Mr. November



MGMT
PONTE BROOKLYN
PROBLEMAS DE SOM E PSICODELIA POP NÃO CONVECEM MUITO
(por Catarina Liarth)
Nota: 3.6

A partir do atraso de 40 minutos do National a coisa virou uma avalanche: com a montagem do palco, a afinação dos instrumentos e a pinta dada pelo batalhão de roadies do MGMT, acrescente aí mais uma hora de atraso para o início do show da banda americana. Assim, tudo se atrasou quae duas horas!

Parece urucubaca, mas o som foi a maior lástima do palco Ponte Brooklyn. O problema, no caso do MGMT, de início foi um mau contato que tirou os graves dos alto-falantes do lado direito do palco, e tal problema não foi resolvido até metade do show. Mas a banda não estava nem aí. Quando se resolveu surgiu outra zica, muito maior que o anterior: a equalização da mesa de som e/ou show. O lado esquerdo era mais claro para se ouvir que o lado direito e o show era para ser ouvido à distância. O que era uma pena!

Ben Goldwasser e Andrew VanWyngarden são bem introsados entre si, mas nem tanto com o público. Embora olhares, gracejos e algumas palavras de descontração façam parte de seu repertório, ambos parecem tímidos e procuram se concentar na música. Em palco, após as músicas perdem muito tempo afinando os instrumentos e, nem sempre, soam tão bem como no álbum.

STONES
O show é permeado de intervenções e muito improviso psicodélico, bem como longas passagens instrumentais, como a de "Pieces of What" e "Weekend Wars," música esta que lembra as dos Rolling Stones ao final da década de 60. Inclusive a voz meio esganiçada e um tanto andrógina de Andrew VanWyngarden remetem em momentos a de Mick Jagger em seus melhores anos.

O ponto alto do show foram os hits mais dançantes, "Electric Feel," "The Handshake" e "Time to Pretend", que levantaram o público com direito a palmas, pulos e refrão cantado juntinho com eles. E no auge da pancação "rocker" fechando a noite, "Kids, " soou um tanto curta. Uma rápida despedida e o público ovaciona a banda, mas há uma parte do pessoal que os desdenha por completo. Boa ou não, a banda soa muito melhor em estúdio que ao vivo. Nas sábias palavras de Chuck D., "Don't believe the hype!"

SETLIST
Weekend Wars
Pieces of What
Time to Pretend
The Handshake
Of Moons, Birds and Monsters
Electric Feel
The Youth
Kids


KANYE WEST
BRILHANDO NO ESCURO
IGUAL, MAS DIFERENTE. LUZES, LUZES E SURPRESA NO FINAL.
(por Henrique Sauer)
Nota: 3.9

As 21h30, horário marcado para o inicio da apresentação no Palco 1, a tenda ainda estava com menos de dois terços da sua capacidade. Com o passar do tempo o local foi enchendo e era possível observar uma grande mistura de estilos. Na verdade, esta é uma característica comum nos eventos de grande porte no Rio, foi interessante ver indies, periguetes, manos, leques...

BAITA ESPETÁCULO
Com uma hora e vinte de atraso (demais até para os padrões do tradicional hábito carioca) as luzes se apagaram e os quase três mil presentes (público que permitia ver o show e dançar com certa liberdade) se viraram para a grande produção montada para "a estrela mais brilhante do universo", segundo o computador Jane.

O show correu como na edição paulista do festival. Durante quase duas horas, Kanye segue recitando e cantando sucessos de sua carreira quase sem parar. O fôlego também impressiona ao levarmos em consideração o calor dentro da tenda (ainda mais com aquele tanto de roupa). Mesmo set list, mesma pirotecnia, alguns erros normais para uma estrutura desse tamanho (num certo momento os lança chamas do lado esquerdo do palco não funcionaram. Kanye olhou para o lado e mandou um "who's in charge of this fire"?), telões espetaculares (um amigo disse "cara, estou me sentindo no VMA"), e o monstro/dragão "parintinesco".

JÁ O SOM...
O que aparentemente não conseguiu ser bem reproduzido foi o som. Após os elogios à capacidade sonora do show em São Paulo, os cariocas tiveram que aturar graves muito altos que acabavam "mastigando" todo o resto, inclusive a voz de Mr West, rapper este que também não estavam nos seus melhores dias. Por muitas vezes parecia cansado e econômico na interação com o público.

Mesmo assim, ele foi seguido do inicio ao fim a cada "hey! ho!", a cada bracinho pro alto, a cada "roof on fire". Alguns momentos memoráveis em "Diamonds", "Good Life", "Jesus Walks", mas nada chegou perto de "Stronger". A música levantou todos os presentes e mesmo os que insistiam em não pular eram carregados e catapultados pelo piso de madeira que mais parecia uma gangorra.

Daí para o final, Kanye imendou sua já esperada seqüência explosiva com "Homecoming" e "Touch The Sky". E veio a surpresa. Quando todos já se preparavam para aquele momento burocrático do bis, provavelmente fechando com "Love Lockdown", Kanye West volta para o palco ao som de "American Boy", hit indiscutível do primeiro CD da cantora inglesa Estelle e que conta com a participação de Kanye. O público delirou e seguiu cantando junto a cada verso. De arrepiar.

Fotos: Domingos Guimaraens, Marcus Schaefer, Marcia Feitosa e Nina Lima (FOTOCOM.NET)

Catarina Liarth
Catarina Liarth
A vida é feita de altos-e-baixos...
Henrique Sauer
Henrique Sauer
comentários
5 comentários
Catarina Liarth
Catarina Liarth(27.10.08)
0AprovadoQueima
Ten razão, meu caro, tens razão! My mistake, q bom podemos contar com o apoio do povo, não é? ;] Obrigada! Bjks.
Rodrigo Ferreira
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Cara, o Matt foi pra galera em Mr. November. Em Apartment Story ele ficou quietinho no palco. Bom, ficou 'quietinho'. Show foda, banda foda, quero mais.
Catarina Liarth
Catarina Liarth(26.10.08)
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Gibran lá no segundo parágrafo do texto é comentado de maeneira BEM econômica, mas tá lá, sim. Foi horrível, neam?
Bjks.
ico matias
ico matias(26.10.08)
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MGMT foi boring.
poo, nem falou do bar de quinta do ponte brooklyn... isso conseugiu ser píor que o show em si, que, relamente, deixou a desejar. A relação cd-show do MGMT é inversamente proporcional ao do Vive la Fête, show recente que quebrou tudo aqui no Rio.