Neon Neon exibe arte e hits em show morno. Klaxons mostra vigor em apresentação pulsante
Depois de um dia quente, São Paulo presenteou o começo de noite com uma chuva torrencial e rápida de verão, assustando quem tinha que se deslocar até o não muito central Parque do Ibirapuera.
Gruff Rhys: elegante

Debaixo de uma garoa forte a gigantesca Arena de Eventos montada pelo festival (capacidade - 4000 ingressos) estava com cerca de 200 pessoas lá pelas 21h, hora que começaria o show do coletivo Neon Neon. Apesar do conforto, dava um misto de dó e preocupação o fato de que pelo menos a primeira banda tocaria para uma pequena galera - não faltaram os comentários de como a produção distribuiu convite VIP a rodo, esse tipo de coisa.
Mas já na terceira música o Neon Neon agrupou um público abastado para o alcance de sua música, não muito conhecida por essas bandas. E no Klaxons, não tão cheio quanto o Kanye, viu-se na arena talvez o provável melhor show de rock do festival (a noite teria sido inesquecível se o Gossip tivesse encerrado). Vazio e caro, sim, mas dizer que o TIM foi um flop, não dá. O show do Klaxons está aí para provar, confira as resenhas.
NEON NEONA MÚSICA É BOA, O CD INCRÍVEL. MAS AO VIVO, É NECESSÁRIO MAIS GÁS(por Jade Gola)
Nota: 3.1Foi o TIM vazio ou a maturidade exagerada do projeto Neon Neon que fez a apresentação do coletivo comandado por Gruff Rhys e Boom Bip ter sido morna? Na verdade a impressão é outra: ouvir o CD do grupo é uma experiência muito mais cristalina e espontânea do que o show. É mais completa.
Não que isso seja uma acusação definitiva, mas é que esses músicos narradores da história de John DeLorean (
saiba mais), conseguiram criar em
Stainless Style um dos CDs mais coesos e bem contados do ano. Ao vivo, o clima é sério demais, um pouco universitário. Parece uma turma de estudantes de arte que criou uma banda temática para o TCC, e apresentam o show para a banca.
Boom Bip, Gruff Rhys e Cate Le Bon

O começo foi assim: com as intros "Neon Theme", "Dream Cars", e o primeiro hit, "I Told Her on Alderaan", a faixa mais Men at Work que o vocal de Gruff consegue alcançar (nessa mesma linha faltou no setlist a baladinha "Steel Your Girl").
As músicas eram apresentadas por uma voz misteriosa explicando a banda em português macarrônico (lembrou a Jane do Kanye): "esta é a biografia de John DeLorean"; "esta música é sobre Raquel Welch", que introduziu a ótima "Raquel", bem tocada com lindas e saudosas imagens da atriz americana no telão.
A tenda encheu um pouco e o clima melhorou com o hit "I Lust U", em que a meiga Cate Le Bon evidenciou pelo gogó o que eu já afirmei: o Neon Neon em CD é impecável. Ao vivo...
Mas tudo muda abruptamente quando aparece a pessoa por trás da voz de apresentador. Era o esquisito Har Mar Superstar, cantor americano que é uma entidade do indie rock na Inglaterra. Espécie de
Mini-Me do
Danny de Vitto, réplica em miniatura de
Ron Jeremy. Cheio de rebolado e jogando sexualidade para o público, ele é o MC de "Trick for Treat", ponto alto do show.
Flash Content
Neon Neon - Trick For Treat (mp3)
Seguiu-se mais um combo de electro-rock ("Michael Douglas") e club rap ("Sweat Shop'), até o encerramento com "Stainless Style", a tratar da morte de DeLorean, que virou um samba do criolo doido comandado por Boom Bip. O elegante Gruff parecia lutar com o microfone e o
Todo o charme de Har Mar

retorno, até que a música virou um techno gordo e bombante enquanto a banda saía sem muita firula, Gruff berrando. O Neon Neon é atraente e de fato um coletivo de arte. Mas ao vivo ainda é necessário injetar mais gás para que esse neon brilhe forte.
SETLIST"Neon Theme"
"Dream Cars"
"I Told Her on Alderaan"
"Raquel"
"I Lust U"
"Trick for Treat"
"Michael Douglas"
"Sweat Shop"
"Stainless Style"
KLAXONSF*CK NEW RAVE: OS CAVALEIROS DO FUTURO SÓ QUEREM SABER DE MÚSICA BOA.(por Alisson Göthz)
Nota: 4.5
Era de se esperar que toda a nação electro-rock-disco-punk-fashionista estivesse presente ao show do Klaxons ontem, mas o que se viu mesmo foi um enorme galpão com apenas um terço de sua ocupação e um público mais no estilo jeans e camiseta do que cores neon e glowsticks (isso é muito 2007!). Claro que a culpa não era deles; a chuva torrencial que caiu no fim da tarde na cidade e os já famosos preços altos dos ingressos foram os culpados. Mas há males que vem pra bem, e assistir ao show sem ser pisoteado por galochas e com espaço de sobra pra dançar à vontade, ir ao bar comprar bebida rapidinho e ainda voltar pro lugar onde você estava foi algo delicioso.
A banda abriu o show com a barulhenta "Bouncer" e engatou em seguida seu já clássico hit "Atlantis to Interzone". Estas duas deram a tônica do resto da apresentação, que foi embalada por um disco punk jovem e energético, bom pra pular, dar mosh, gritar e dançar muito. No palco, o Klaxons parecia um grupo de quatro retardados (no bom sentido) que só queriam mesmo é se divertir - e fazer com que os outros se divertissem também. E nada garante mais um bom show de rock do que quatro moleques que gostam de fazer barulho.
TAMBÉM SOU BANDAOutra coisa fundamental é o carisma, e nisso os quatro tinham de sobra. O tecladista/vocalista James Righton com sua blusa manga-morcego e o baixista Simon Taylor com um casaco dourado brincavam com a platéia (e entre si) o tempo todo, mas nada tinham a ver com bandinhas de pastiche fashionista na linha
Também Sou Hype. Tocando quase todas as músicas de seu primeiro e único álbum
Myths of the Near Future (2007), o som era totalmente visceral, e as músicas vinham como uma porrada atrás da outra.
"Totem on the Timeline" e "Golden Skans" colocaram todos pra dançar. "Moonhead", faixa nova do próximo disco da banda, abriu caminho para uma seqüencia de hits que trouxe "As Above, So Below", "Two Receivers" e "Magick" - todas cantadas quase que em uníssono pela pista. Outra nova, "Calm Trees" também serviu de introdução para a ótima "Gravity's Rainbow". Ficou evidente que as duas inéditas estão bem abaixo das faixas do primeiro álbum, e não empolgaram tanto."Isle of Her" encerrou o bloco.
O baterista Steffan Halperin guiou com agilidade o bumbo pesado do Klaxons. Foi o melhor instrumentista no show de ontem

A banda logo voltaria para um bis, pedido à exaustão pelo público. Primeiro, "It's Not Over Yet", depois, a derradeira "Four Horsemen of 2012", em que eles chamaram ao palco a incrível figura do Har Mar Superstar, um Iggy Pop versão miniatura, que já havia tocado com o Neon Neon. O performer roubou a cena com seus rebolados e garantiu um ótimo encerramento.
O Klaxons chegou no TIM Festival com um enorme peso nas costas: cheios de críticas em cima deles, muitos achando a banda era muito "2007 demais" e outros já com a velha discussão da new rave e bla bla bla. Ao final do show, a banda fez com que os seus críticos mordessem a lingua e saíram de lá com a bola toda e a alma lavada. O MGMT e o The National vão ter que suar um pouco mais pra conseguir ganhar deles o prêmio de melhor apresentação deste festival.
SETLIST"Bouncer"
"Atlantis To Interzone"
"Totem on the Timeline"
"Golden Skans"
"Moonhead"
"As Above, So Below"
"Two Receivers"
"Magick"
"Calm Trees"
"Gravity's Rainbow"
"Isle of Her"
(bis)
"It's Not Over Yet"
"Four Horsemen of 2012"
Fotos: Flávia Durante, Divulgação e Ricardo Saibun/ FOTOCOM.NET
não acho caro (meia cliente TIM! e ganhei o ingresso d sábado com o cancelamento do gossip)
neon neon não empolgou muito mesmo
klaxons animou muito, não rolou ir p/ casa dpois do show
ontem gostei bastante do jr boys, dean deacon, switch e yoda... os ciganos bordello eram mamonas assasinas d+ p/ mim
no geral estou curtindo bastante esse ano q volta um pouco ao formato antigo com atrações mais diferentes e sem superlotação num cansativo dia (domingo) no horror do anhenbi blarg!
É NOJENTO VER COMO NEGO CAGA PRO PÚBLICO, COBRAM CARÍSSIMO E PRESTAM UM SERVIÇO DE QUINTA! O som nos dois shows tava uma bosta, uma chiadeira, não se ouvia a voz do cara do mgmt! enfim...
Vou a dois festivais agora em Buenos Aires (PersonalFest e Creamfields), tô torcendo para q os hermanos nos tratem com mais respeito...
O National alternou canções mais soturnas e calmas com outras mais viscerais e empolgantes como "Abel". Talvez pela resposta dada pelo público, que começou pequeno, mas aumentou consideravelmente com o passar do tempo. Deixaram o palco sem bis e com um gostinho de quero mais na platéia.
No intervalo, o bar dentro da tenda estava insuportável.
Já o MGMT foi POPsicodélico, divertido, não muito despretensioso, mas os momentos de maior empolgação, foram durante as execuções dos hits da banda, que encerrou a noite de sexta-feira com "Kids". Que venham Neon Neon, Klaxons e todo o line up do TIM Festa. Abrax
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