Festival foi do pop de Mark Ronson à introspecção da Apparat Band no Parque do Ibirapuera
Terminou na manhã de ontem sob o signo do maximal a programação musical do Motomix 2007. O set do alemão Boys Noize no clube Vegas encerrou o line-up que durante seis dias numa semana trouxe a diferentes lugares de São Paulo nomes de peso da música internacional, em variados estilos musicais: minimal, hip hop, rock, pop, neo-disco e maximal/new rave.
O Parque do Ibirapuera e os clubes Studio SP, Clash, Royal, D-Edge e Vegas, Clash, Royal e Studio SP foram as sedes. E apesar de bandas e DJs já terem se apresentado, o festival ainda dura até terça dia 3/12 com uma mostra de artes visuais na Cinemateca Brasileira. Entre as instalações que podem ser conferidas estão a
Sensity, atração da última Bienal de Veneza idealizada pelo artista britânico Stanza, e
Pêndulo, concebida por Albano Afonso.
ENXUTONesse ano, foi marcante a redução que o festival sofreu, passando de um fim de semana com shows num único mega-lugar em 2006, para festas diárias em 2007. Alguns dessas locações eram minúsculas, como a pista do Royal, que apesar do imaginado, não estava abarrotado. Nem as outras festas, todas com lotações no limite do confortável com antenados, profissionais "do meio" e outros paraquedistas de roteirão. Muita gente saiu aos clubes como um dia qualquer e se deparou com o tal Motomix.
Fora o aumento dos preços, não havia muito para notar o acontecimento do evento: a sinalização visual se resumiu a televisores com logos da Motorola e do evento, simples fórmula de marketing noturno. E houve pouca publicidade, ao contrário do festival do ano passado, que tinha propaganda até em ponto de ônibus, tempos pré-Lei Cidade Limpa.
CÁLCULOS...Esse ano o Motomix foi produzido pela empresa Planmusic, a mesma que realizou o show dos Rolling Stones na praia de Copacabana em 2006. A verba foi de fato menor, algo nada surpreendente em instáveis departamentos de marketing de operadoras de celular.
Ficou no inconsciente também o fantasma da edição 2006, que quase não aconteceu por problemas de alvará também de última hora com a Prefeitura, foi dividido em dois dias e teve confusões e perdas no line-up.

Esse ano a apresentação gratuita da Apparat Band no Parque do Ibirapuera foi a mais esperada. Apesar da lambuja inicial, se alguém quisesse assistir a todos os shows teria que desembolsar nada menos que R$340 (valor das entradas inteiras). No ano passado, os shows de Franz Ferdinand, Isolée, Radio4, Art Brut, Annie, Modeselektor, Peter Hook, The MFA, Swayzak, entre outros, sairam por R$120. Uma sensível diferença.
PROTAGONISTAS, COADJUVANTES E HYPESFora o rock quadradão do Eagles of Death Metal - que talvez convença mais pela auto-paródia do que pela sonoridade em si -, a salada de gêneros agradou à maioria. Do hip hop exótico do DJ Vadim à disco soturna do Black Devil Disco Club, a escolha dos clubes direcionou bastante o público, o que separou sectários cabeludos do Eagles das fãs frenéticas por Mark Ronson - um ponto negativo para os entusiastas de experiências antropológicas. Foram poucos que encararam a maior parte das atrações do festival.
A escalação nacional se deu por DJs de abertura e pelas novidades reveladas pelo projeto
Novos Sons. Ao Ibirapuera ficaram delegadas as apresentações que flertavam mais com o experimentalismo, como o show do Interligados Soundsystem e da dupla mineira Janete & Claire. Fica a boa lembrança do encerramento do palco ainda dia às seis da tarde com a deliciosa e simpática passagem de Nego Moçambique, cheia de grooves, ragga, breaks e até trio de b-boys. Dá-lhe Marcelão!

Na terça o hip hop de Vadim no Studio SP foi acompanhado pela banda Black Alquimista, que passou batida, enquanto a discotecagem
freestyle de Zegon deu as boas-vindas ao confete pop de Mark Ronson na quinta, presença mais excitante pela personalidade do ilustre convidado em si do que suas artimanhas musicais. No Clash, a banda Pop Armada representou o sangue novo roqueiro abrindo o show do Eagles of Death Metal.
No D-Edge, Marcos Morcerf e Renato Ratier fizeram em sets perfeitos o esquenta e o encerra para Bernard Fèvre e seu Black Devil Disco Club. Foi interessante notar a simbiose perfeita da house (electro-house entra aqui) com a disco puramente setentista underground. No encerramento de sábado com Boys Noize, somos claramente suspeitos para opinar, mas nossas fichas apostadas foram claramente pagas com lucro com o DJ set de nosso rraurlmaker Gil Barbara.
2008É certo que haverá a quarta edição do festival ano que vem, provavelmente produzido por uma nova produtora, a Led, que o
rraurl apurou ser criada em janeiro, fruto da cisão da Wide, a empresa que cuidou da edição de 2006, já responsável por cuidar do próximo Motomix.
A Wide encerra suas atividades esse ano e seus dois sócios criarão duas novas empresas distintas, uma que cuidará da parte editorial (a produtora quase-finada é responsável pela revista Simples, por exemplo), e a Led, que focará seus esforços no mundo musical. A idéia é realizar mais festivais, grandes e pequenos, e outros shows ao decorrer do ano. Talvez um bom sinal do aquecimento do mercado de produção de eventos musicais em tempos de Real forte e sustância da economia brazuca.
Apesar do volúvel dinheiro das telefônicas ainda refletir nas pretensões de festivais, a continuidade é sinal de estabilidade, de "case de sucesso", então com pouco ou muito dinheiro, haverá evento em 2008.
E de novo num formato diferente, fator que pode ser prova da inconstância do Motomix, mas também um sinal de diversidade e frescor. Apparat de graça no Ibirapuera, por exemplo, é o tipo de iniciativa ousada que funcionou e deve ser celebrada. Fica um parênteses apenas pela falta de informação clara e melhor divulgada sobre horários de apresentações.
EPÍLOGOO ano e a temporada de festivais brazucas vai visualizando seu final com os Creamfields, que aconteceram esse fim de semana, e o Nokia Trends, que também deve inaugurar um novo espaço/formato sábado, no Memorial da América Latina em São Paulo. Até agora, nem sinal de grandes eventos musicais para o reveillón. E as fofocas de line-up de Skol Beats começam em breve, façam suas apostas!
Hoje recebemos a seguinte mensagem no My Space do PINK MONKEY FLOWER:
Subject:
http://www.myspace.com/bddcreal
Body:
" I listened you on stage and on your CD it is an excellent work.
I wish to you: many chances and many good sounds, in the present and the future one.
Cheers
Bernard.
Black Devil Disco Club "
- Daft Punk (já vi mas se pudesse ia no show outras 1000 vezes)
- Digitalism (Pra compensar o cano)
- Justice ( Ia ser lindo!!!)
- Klaxons
- Midnight Juggernauts
- MSTRKRFT (Dessa vez podia ser verdade)
- Kavinsky
- Cut Copy
Vou parar porque tem mta coisa que ainda quero ver inédita no Brasil... tomara que role alguns das listinhas de todos
calvin harris
basement jaxx perdi da outra vez!
!!!
justice
sei lá, mil coisas!!!
-Armin Van Buren
-Lopazz
-Sven Vath
-Mistress Barbara
-Cut/Copy
-Johanes Heil
- Murphy
-Mau Mau
- Electrockhemie
- Arnaud Rebotinis (Blackstrobe)
- Gabriel e Dresden
- Loco Dice
- Simian Mobile Disco Live
-Daft Punk ?
-Satoshi Tomie