Ed Simons e Tom Rowlands tocaram hits consagrados e apresentaram faixas do novo álbum
Na noite de ontem (7/11), a dupla inglesa Chemical Brothers resgatou o elo perdido entre a psicodelia e a música eletrônica sobre o palco do Credicard Hall, em São Paulo. Essa foi a terceira vez que Ed Simons e Tom Rowlands se apresentaram no Brasil, agora embalados pelo lançamento do seu último disco -
We Are The Night. Lotada por jovens universitários, freaks ocasionais e cybermanos perdidos, a pista do Credicard já estava bastante movimentada por volta das 10h30, quando começou o show, e ficou ainda mais cheia ao longo da apresentação - que se esticou até depois da meia-noite.
O esquenta ficou por conta do DJ britânico James Holroyd, que já havia feito a abertura para shows do duo em outras turnês. Enquanto o público se acomodava diante do palco escuro ou aproveitava para ir ao bar, bexigas com lightsticks voavam dos camarotes, fazendo a alegria dos mais ansiosos. Quando Holroyd deixou os toca-discos, a platéia já estava de olho na parafernália montada sobre o palco. Sob o melancólico vocal de "No Path To Follow" e ovacionados pela multidão, Ed e Tom surgiram do meio do breu e se posicionaram em meio aos incontáveis quilos de sintetizadores, samplers e leds vermelhos inquietos.
HIPNOSE QUÍMICAO show começou efetivamente com "Galvanize", do disco
Push The Button. Os fãs mais ávidos (tinha gente com bandeira da dupla e tudo mais) cantavam em plenos pulmões "don't hold back!" enquanto a maioria ainda dançava acanhada e olhava de queixo caído para o enorme telão armado atrás dos Brothers. As projeções - comandadas por Adam Smith - seguraram a multidão de olhos arregalados mesmo nos momentos mais atmosféricos (e nos chatos também), com seu belíssimo espetáculo de imagens lisérgicas.

O show começou a engrenar a partir do hit "Do It Again", do último álbum. A linha melódica inconfundível fez boa parte do Credicard Hall levantar os braços enquanto, na tela, um rosto colorido ordenava que fizéssemos de novo. A sample de "Get Yourself High!", saída da boca de um enorme e macabro palhaço, foi a ponte para o momento mais agitado de todo o show - "Hey Boy Hey Girl". O resultado foi muita gente pulando, socando o ar e perdendo a compostura pela primeira (e talvez única) vez na noite.
Depois disso, a apresentação engatou um ritmo cruzeiro e mostrou que o forte dos Chemical Brothers é mesmo brincar com os sentidos e sensações da sua platéia. Sem nenhum outro momento incendiário, a dupla desconstruiu o vocal dos Klaxons em "All Rights Reversed", disparou lasers multicoloridos para orquestrar a bela "Star Guitar" e abusou de imagens que pareciam ter saído de algum conto de Lewis Carroll. Bolhas de tinta explodindo fizeram fundo para a apoteótica "Saturate", mas a viagem visual passou também por olhos gigantes, robôs assustadores e túneis policromáticos.
LOVE IS ALLApós uma longa pausa, que fez entender que o show já estava minguando, a dupla ainda soltou a clássica "Block Rockin' Beats", além das novas "We Are The Night" e "Das Spiegel". Nessa última, uma chuva de faíscas prateadas no telão iluminou o palco, de onde Tom hipnotizava o público tocando um tipo de flauta sintética.

Timbres de acid, tambores do big beat, e sintetizadores viajantes - todos estavam presentes no show. Mesmo sendo uma maratona de hits, houve tempo para fechar os olhos, pular ou simplesmente relaxar o pescoço e deixar a cabeça cair para trás ao som de "Burst Generator".
Apesar das caixas do Credicard Hall não terem ensurdecido ninguém - em "Saturate" e "Block Rockin' Beats" o grave pareceu não dar conta - a organização da casa e o respeito pelos horários foram exemplares. Quando as luzes finalmente se acenderam, após um derradeiro "Love is all" ser projetado no telão, os mais fanáticos ainda resistiram à movimentação de pessoas em direção às saídas, talvez hipnotizados pelo show de luzes. Os Chemical Brothers provaram novamente que seu som está muito mais para a lisergia sintética que para o big beat noventista, e também que não é preciso guardar os hits para o bis para satisfazer e encantar uma platéia.
fotos: Alberto Boni
Simplesmente naum acredito ki acabo... :(
Mas fmz... Tudo ki eh bom dura poko mesmo...
Set Nota 10 na minha opniaum soh faltou Boxer e Salmon Dance!! heheheheheehe
Mandaram super bem...!!
Aew, quem tiver fotos manda aew: robertoosan@yahoo.com.br
Consegui soh gravar o comecin de galvanize logo na abertura... depois cabo a bateria do cel... =(
ABRASS
[pensando em embarcar pra argentina.. hahahaah]