Kanye West - Graduation
Rapper de Chicago entra na briga pra ser o maior dos EUA
19.09.07 15:10
O mercado musical norte-americano é alimentado por disputas e polêmicas entre medalhões do mundo pop. Britney Spears versus Christina Aguilera, Notorious BIG e 2Pac Shakur, Eminem e Moby, entre outras. A ‘treta' da vez é entre os rappers 50 Cent e Kanye West. Os dois andam trocando farpas desde que West foi incensado pela crítica mundial como artista promissor. Com ciúme, 50 Cent declarou que se o seu novo disco Curtis vendesse menos que o de West ele se aposentaria. Logo no primeiro dia de vendas, West ganhou o primeiro round: Graduation bateu Curtis por 437 mil a 310 mil cópias vendidas nos EUA.
A briga dos dois tem servido para alimentar revistas, jornais, sites, blogs, fóruns e listas de discussão. A música, nesse caso, ficou em segundo plano. Depois de dois bons álbuns, Late Registration, de 2005, e The College Dropout, de 2004, Kanye West faz agora seu álbum mais consistente. Mesmo assim, há espaço para alguns deslizes. Faixas como "Good Life", "Barry Bonds", "Flashing Lights" "Everything I Am" e "The Glory" não acrescentam nada ao disco, só repetem a fórmula muito manjada do atual hip hop e r'n'b norte-americano. Chamado de "black" no Brasil, são músicas com vocais parecidos e batidas melodiosas semelhantes que fazem sucesso nas pistas de dança e nas rádios FM pop. Quase todas essas canções, com exceção de "The Glory", contam com participações especiais: T Pain, Lil Wayne e Dwele.
No lado bom, mais participações, como é de praxe no hip hop atual. Mos Def colabora em "Drunk and Hot Girls", que tem um vocal preguiçoso e uma levada mais lenta, resultando numa boa faixa. Além de um bom rimador, e isso fica explícito principalmente em "Can't Tell Me Nothing" e "I Wonder", as bases das músicas de Kanye West são bem escolhidas. Em "Champion" ele utiliza corretamente um sample da música "Kid Charlemagne" da banda roqueira dos anos 70, Steely Dan. Em "Homecoming" o piano gospel conduz toda a música em que West fala de um amor antigo e que tem Chris Martin do Coldplay cantando o refrão "Do you think about me now and then? / Do you think about me now and then? / Cause I'm coming home again" (você pensa em mim de vez em quando? / Porque estou vindo pra casa outra vez).
A aproximação com elementos externos ao hip hop não fica só na aparição do vocalista do Coldplay. Os dois principais destaques de Graduation flertam com outros mundos. A capa, que foge do padrão "foto-do-rapper-com-cara-de-mal" é assinada por Takashi Murakami, um dos principais artistas contemporâneos do Japão, que imprimiu um visual pop art ao material gráfico do disco. O outro ponto alto do lançamento é a faixa "Stronger", que usa a música do duo eletrônico francês Daft Punk, "Harder, Better, Faster, Stronger" como base. É aí que Kanye West acerta em cheio, ao retomar de forma grandiosa a utilização da música eletrônica como base para o rap, assim como fez Afrika Bambaataa. Além de voltar às origens, serve para dar uma oxigenada no gênero. Tomara que não fique só aí.
Pode até ser ruim,mas a capa art toy é do caralho!
o que a musica eletronica faz a tanto tempo e a gente tanto gosta???
ah... samplear
The Glory é a que mais se encaixa com rnb manjado.
De qq forma deixa 50 cent no chinelo.
Kenye West une mainstream com alternativo como nenhum outro.
Stronger é FODA!
realmente, sabem copiar apenas...
os 2 rappers citamos acima