Happy Mondays - Uncle Dysfunktional
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ficha técnica
Nota: 8 / 5
Ano: 2007
Selo: Sequel
Estilos: rock, pós-punk, indie, dance rock
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Happy Mondays - Uncle Dysfunktional
Lendas de Manchester voltam num ritmo mais tranqüilo em seu novo álbum
30.08.07 17:45
Lenda mancuniana (natural de Manchester), dos tempos que isso significava ser considerado mundialmente, o Happy Mondays ficou 14 anos sem gravar. Uncle Dysfunktional, que marca a volta do grupo de Shaun Ryder, um dos artistas mais importantes da virada dos anos 80 para os 90, não atualiza a fórmula guitarras-mais-beats mais-linhas-de-baixo-funkeados típica do grupo, nem por isso soa apenas passadista.

Na linha de frente da cena rotulada como Madchester, que ficava uma curva antes da grande reta que foi chamada de música eletrônica, os Mondays ajudaram a garotada a dançar enquanto ouvia guitarra (e via um maluco de ácido no palco tocando maracas, mais conhecido como Bez) de uma maneira que o rock (rebolativo por natureza) ainda não tinha visto. Década e meia depois, o som dos Mondays ainda ecoa, de leve, no apelo dançante da new rave, no hip hop que ainda namora com o funk, no rock retrô da nova geração. A grande diferença é que Uncle Dysfunktional é chapadão e sossegado, bem diferente da urgência arrebatadora do rock e suas vertentes eletrônicas pós-culto ao DJ - os Mondays estão mais para um baseado do que para ecstasy.

Nem o fato de Shaun Ryder, viciado de carteirinha, estar fora das drogas (segundo se noticia), torna o álbum diferente do que se poderia esperar - paradoxalmente ao fato de que pensar nos Mondays sem drogas é algo como pensar na estética emo sem lápis pretos…

É fato que Ryder mal consegue pronunciar as palavras das novas músicas (fato mais notório nos criticados shows de retorno na banda). Aqui entram em cena os mistérios do estúdio que, se não corrigem totalmente, amenizam os defeitos e os fazem soar como o charme de um vocalista que vive há anos chafurdado nas drogas. Aqui entra em cena o produtor Sunny Levine, que soube tirar o melhor do som dos Mondays. Bom exemplo é "Rats with Wings". Para a levada hip hop (especialidade de Levine), Ryder assume um vocal rasgado feito um Tom Waits, providencial para o momento.

No todo, pelo menos cinco faixas recomendam que (ainda) se perca tempo com os Mondays, todas com apelo funky, ar chapadaço e riffs de guitarra consistentes, nunca exagerados: "Jellybean", "Angels and Whores", "Country Disco", "In the Blood" e "Dr. Dick". Eles nunca mais vão mudar o rock e, em vez de 24, tem combustível para umas 8 horas de festa, mas nem por isso é preciso do Haçienda, da efervescência mancuniana ou
mesmo da juventude para ouvi-los mais uma vez, como se fosse a primeira.

Marcelo Ferla
Marcelo Ferla
comentários
4 comentários
Spok
Spok(11.09.07)
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Esses bizarros já tiveram muito hype seus quinze anos atrás.
Atualmente já deveriam ter se aposentado.
Reparem nas caras dos fudidos , principalmente o vocalista zumbi, parece uma toupeira.
Cheira tanta cocaína vabaga que o nariz parece uma bola de bilhar.
3 aberrações.
E o inútil das maracas ainda continua!!
Bezzi
Bezzi(08.09.07)
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Os mestres voltaram! Vida longa aos mondays!!!!
manu
manu(01.09.07)
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Gostei! Soa como Rolling Stones, se nascessem agora.
manu
manu(30.08.07)
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Vai ser minha primeira vez. Será que dói? ;) kkkkk

Tou procurando AGOURA! Só por isso já vale a pesquisa: "...no hip hop que ainda namora com o funk, no rock retrô da nova geração."