New Young Pony Club - Fantastic Playroom
Grupo inglês sensação do verão lança seu primeiro disco
29.08.07 15:35
Uma banda com garotas e rapazes com roupas coloridas fazendo um som que ora soa rock, ora soa dance music. Não, não é o Cansei de Ser Sexy. Mas poderia ser. Trata-se do New Young Pony Club, grupo inglês que acaba de lançar seu primeiro álbum, Fantastic Playroom.
Segundo o guitarrista da trupe, Andy Spence, o nome do disco foi "uma tentativa de descrever onde ele foi feito. O estúdio é o nosso santuário e nós continuamos voltando a ele para se divertir e tentar coisas novas". Realmente há um clima de diversão no disco, mas há também um certo tom nostáligico. A razão desse último sentimento talvez sejam as bases de sintetizador utilizadas, que remetem ao pós-punk e o synthpop dos anos 80.
O NYPC foi formado em 2005 pela vocalista Tahita Bulmer, ativista vegetariana criada no Egito, e pelo guitarrista Andy Spence, que estavam cansados de suas ex-bandas. "Estávamos muito infelizes. Eu estava numa banda de chill out e não podia dançar. Eu sempre quis ser como o Iggy Pop num palco", explica Tahita no site da banda. "Foi dessa maneira que nos unimos para ir numa nova direção. Seria o equivalente ao que James Murphy, The Rapture, entre outros, estavam fazendo em Nova Iorque", finaliza Andy.
No mesmo ano, a banda fez uma pequena tiragem - 500 cópias - do primeiro single, "Ice Cream". Foi o suficiente para colocá-los na Xfm, uma das principais rádios alternativas da Inglaterra, e, na MTV2 norte-americana. Logo eles assinaram com o selo Modular - casa do Wolfmother, The Avalanches e Cut Copy - e foram elogiados por gente como David Bowie e Lily Allen.
Colocados pela mídia dentro do difuso balaio da new rave, o som do NYPC integra o rol de grupos que faz rock para as pistas de dança, exemplo do já citado CSS, Klaxons, e LCD Soundsystem. Apesar de não configurar um movimento musical com estética similar, o que se convencionou em chamar de new rave, até pouco tempo atrás, também poderia ser nomeado de electro-rock e/ou disco-punk.
PLAYGROUND FLÚOR
Para quem não se preocupa com rótulos, e sim com a diversão que uma banda pode proporcionar, Fantastic Playroom tem bons momentos. Todas as músicas mesclam guitarra pop com sintetizadores, e fica impossível não lembrar de New Order e Depeche Mode, para citar duas influências diretas do NYPC. O agogô - instrumento metálico de percussão - que aparece de vez em quando, remete ao LCD Soundsystem, que também brinca com o instrumento.
"Ice Cream", o primeiro hit já provou ter ficado melhor nas dezenas de remixes que fizeram da faixa. No disco, ela soa fraca comparada às empolgantes "The Bomb", "Tight Fit" "Get Lucky" e "Jerk me". As outras faixas não chegam a comprometer negativamente, mas soam como mais do mesmo. Se tivessem escolhido "Descend", que figurava no EP lançado no início deste ano, teriam ganhado um ponto a mais.
A faixa é perfeita para as pistas de dança e foge do padrão de todas as outras do NYPC: não tem refrão, é só uma base eletrônica com frases desconexas. Com um total de dez faixas, o NYPC conseguiu fazer um bom álbum de estréia, mas, o salto do pônei poderia ter sido maior.
"FAN" e "Grey" não foram citadas e são muito boas!