Loveland teve Anthony Rother e apagão de luz
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Loveland teve Anthony Rother e apagão de luz
Produtor ficou no escuro durante sua apresentação no festival holandês
06.08.07 15:15
Existem festivais... e existem os festivais! O Loveland, que aconteceu sábado passado (4/8) em Amsterdam, foi um destes.

Não era para menos. Havia toda uma conjunção conspirando a favor: após meses de clima instável e muita chuva, na semana passada abriu um sol como não havia se visto ainda por aqui. O evento, cuja arte destacava uma feliz modelo vestida de fada pulando sobre o pôr-do-sol, era a céu aberto e durante todo o dia (das 10h às 23h). Por fim, apesar dos diferentes gêneros e atrações, o foco do Loveland era a house e suas variações . Era música "de" e "para" um dia de sol: alto astal, leve, descontraída e despretensiosa.

O local era um imenso complexo afastado do centro (com ônibus especiais que levavam as pessoas até o local). Um parque natural com direito a piscinas, lago (aluguel de caiaque, passeio de jetski e aulas de mergulho), gramados verdes lotados de cangas, esteiras e cadeiras de praia, praça de alimentação, área de descanso (como se precisasse) e, naturalmente, três palcos e duas tendas com uma produção de altíssima qualidade.

HOUSE PARA TODOS OS GOSTOS
Após um (longo) reconhecimento geral, que incluiu uma (rápida) parada para ver o final do DJ set do Sebastien Leger e o início do live do Mason, decidi me acomodar no palco que ficava logo na entrada, o Dansant. Havia ao lado da pista uma piscina amontoada de gente e bóias. Atrás das pick-ups, ninguém menos que a lenda da disco-house Joey Negro, apresentando um dos melhores sets de house que já escutei. Vocais soulful, hits e clássicos, uma seleção que variou do The Clash (palmas para "Rock The Casbah") ao deep house (destacando-se o hino do verão "The Sun Can't Compare", de Larry Heard). Como se não bastasse, ainda havia uma MC (havia MCs em todos os palcos), que improvisava vocais ao vivo daqueles que fariam Frankie Knuckles se sentir em casa. Na pista, sorrisos e o clima baleárico de Ibiza.

Depois de duas horas de sol a pino na cabeça, decidi esfriar a cabeça na tenda Rise. Vi o delicioso live do Spirit Catcher, cosmic disco, com vocais robóticos e palmas nas viradas. A pista estava vazia mas os produtores belgas estavam animadíssimos e, após uma hora, a deixaram no ponto para um dos DJ sets mais comentados do verão, o projeto de deep house alemão Âme. Hipnótico, minimal e sofisticado. Mas não era bem o clima do dia, então, caminhei em direção ao segundo palco do festival, para tentar conferir um pouco do final do set do Sven Vath e me preparar para a principal atração do dia, o aguardadíssimo live do Anthony Rother.

Chegando na pista Fire!, a primeira surpresa. Nada de Sven Vath. Aparentemente, houve algum problema e o artista não apareceu. No lugar, rolava o final de um set bem morno de minimal (descobri depois que era o Tiefschwarz, que iria se apresentar no final do evento em uma outra tenda, mas que fora deslocado para esta). Quando Anthony Rother foi anunciado, a pista lotada ovacionou e o produtor de Frankfurt em poucos minutos "transportou a festa para um outro lugar", aquele tipo de truque que só os tops conseguem fazer e que só mesmo quem estava lá mesmo poderia sentir.

COITUS INTERRUPTUS
Começou com um tribal house, passou para o electro, apresentou algumas de suas novas faixas e, quando sentiu que a pista já estava no ponto, pegou o microfone e soltou o primeiro hit, "Father". Em seguida, "Back Home", um break daqueles que fariam o Daft Punk se arrepiar e uma sequência matadora de electro old school com os sintetizadores que levam a sua marca registrada. No auge, faltando 20 minutos para acabar o live, tudo parou. As luzes apagaram e o maior nome da noite ficou no palco, sozinho, no escuro, até que a ficha caiu e ele então se deu conta que seu show não continuaria mais. Coitus interruptus. Assim, sem mais nem menos. O MC do palco pegou o microfone, pediu agradecimentos ao alemão e, na sequência, como se nada tivesse acontecido, convidou o arroz de festa da Holanda - Michel de Hey - para assumir as pickups. A distancia, o olhar do Anthony Rother era de surpresa e decepção. Deu pena. E raiva.

É, amigos, este tipo de coisa também acontece na Europa! Já era noite, nenhuma da atrações finais me interessava e entendi que era um sinal para voltar para casa.

Franklin Costa
Franklin Costa
comentários
2 comentários
Dado Szpoganicz
Dado Szpoganicz(08.08.07)
0AprovadoQueima
O RRAURL!!!

Deviam por no site uma agenda com os principais festivais del mundo!!

Avante!
niki nixon
niki nixon(06.08.07)
0AprovadoQueima
mesmo com essa pala no final... ooo inveja! verão que vem eu vou!

valeu a resenha!