Chemical Bros. sacudiram Amsterdam na sexta-feira (29/06)
Hits do novo disco e os já consagrados fizeram a alegria do público no Heineken Hall
03.07.07 17:35
São 20h30, o céu ainda está claro mas encoberto pelas fortes pancadas de chuva que vem caindo ao longo da semana. No trem que pego com minha namorada em direção ao esperado show do Chemical Brothers, olho a paisagem em movimento e lembro instantaneamente do clipe de "Star Guitar", obra de arte dirigida pelo cineasta francês Michel Gondry, onde aparece em plano seqüência a vista de uma janela como a que estou, enquanto elementos da viagem surgem sincronizados com a musica.
Com mais de dez anos de carreira, milhares de álbuns vendidos, dois Grammy e precursores na formação do big beat (gênero que mistura batidas de hip-hop e elementos do rock), Ed Simons e Tom Rowlands parecem querer mais. Encabeçando a lista de estrelas dos principais festivais Europeus entre eles Glastonbury, Creamfields e Rockness - o duo se prepara para o tour de lançamento de seu sexto e mais recente álbum, We Are The Night.
O show de hoje está com a venda esgotada há cerca de um mês. O Heineken Hall, casa de espetáculos escolhida para a apresentação, fica em uma área afastada do centro de Amsterdam e parece não estar preparada para o boom de milhares de pessoas que chegam ao mesmo tempo. Na primeira das várias filas que pegaria na noite, vejo do outro lado da praça em forma de arena o estádio do Ajax e me pergunto se não seria uma melhor opção para a apresentação.
Por dentro, o Heineken Hall se parece com qualquer outra casa de shows. Só que, como tudo mais em Amsterdam, ultra-moderno e lotado de turistas. Havia uma pista relativamente próxima ao palco e, para minha surpresa, uma grande área com assentos lotados. Nas laterais, multidões se aglomeravam nos balcões dos bares e dos quiosques que vendiam os típicos snacks locais (batata frita com maionese, croquete e pizza).
Por volta das 22h, devidamente acomodados na pista, as luzes se apagam e começam os gritinhos dos mais empolgados. No palco, três telões de leds e o "laboratório" de equipamentos hi-tech dos irmãos químicos. As luzes se acendem com a explosão de "Push The Button", seguidas de projeções mostrando a capa do quinto álbum da dupla.
O que vem a seguir é um show de explosões, hits e gritos da platéia em resposta a cada virada. Com a experiência de terem sido freqüentadores e DJs desde o início das raves inglesas, o Chemical Brothers mostrou ao vivo porque ainda tem muito a ensinar.
Durante a primeira hora, predominou o rock eletrônico de "Push The Button", o synth-pop de "Do It Again" e o tech-house "Hey Boy, Hey Girl". A segunda metade do set foi mais nostálgica e progressiva (aciiied!), com destaque para os momentos de "Star Guitar" e "Out of Control".
As projeções, como de se esperar, foram um dos pontos altos do show. Robôs em evolucão, figuras de templos e igrejas, mensagens políticas, muita psicodelia e o assustador palhaço que parecia ter saído do filme It, do Stephen King ("You`re all my children now")
No final, um bis rápido e aquela sensação de "já acabou?". Ainda havia uma pistinha animada pra quem quisesse ficar por lá na madrugada, mas preferi voltar para um bom descanso.
Vídeo de "Do it Again" em versão ácida + "Hey Boy Hey Girl".
Franklin Costa é produtor de eventos e diretor de marketing da Directa e No Limits, DJ e colunista do blog Sonorama - Jornal do Brasil (http://www.jblog.com.br/sonorama.php)
O que foi aquele pacaembu...!?!!
Dá vontade de chorar... só de lembrar (denovo!)...
inesquecível...
foi muito foda...