Bjork - Volta
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ficha técnica
Nota: 6 / 5
Ano: 2007
Selo: One Little Indian/Elektra
Estilos: eletronica, experimental, trip hop, world music
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Bjork - Volta
Sexto álbum-solo da cantora é inspirado na África e tem faixas produzidas por Timbaland
30.05.07 19:55
Desde o ínicio de maio, já está nas lojas o sexto álbum-solo gravado em estúdio da islandesa mais famosa do planeta (sem contar trilhas de filmes e outros projetos). Volta, de cara, não é o melhor disco da cantora, por ser um tanto inconstante, mas têm bons momentos. Björk conta que a idéia deste álbum surgiu da vontade de sair um pouco de casa, depois da temporada doméstica que se seguiu ao nascimento de sua filha, e também do sonho de conhecer e conviver com músicos africanos.

Com esse propósito, ela seguiu para a República do Mali (África saheliana) e foi lá que conseguiu os melhores resultados no disco. Como nas engajadas músicas "Hope", em que fala de terrorismo, e "Earth Intruders", primeiro single de trabalho da cantora que conta com a produção de Timbaland, apesar de que o que se sobressaiu mesmo foram os tambores poderosos do grupo Konono. Mark Bell, do LFO, Chris Corsano, baterista de jazz, e Antony Hegarty, vocalista da banda Antony & the Johnsons, também participam do disco.

A tão anunciada parceria com o produtor Timbaland não rendeu tantos frutos. Ele faz um trabalho bem normal, sem nenhuma grande sacada, daquelas que costuma ter para alavancar os artistas produzidos por ele, vide Justin Timberlake, Nelly Furtado e Missy Elliot.

O segundo single do álbum, "Declare Independence", convoca seus ouvintes a dar um grito de liberdade e levantar sua bandeira. A tentativa de sonoridade pós-punk é que não deu muito certo. Imagine você Björk berrando em cima de uma base bem suja?!?! Lembra um pouco dos seus sons mais antigos, mas não tem a mesma ginga.

Com as boas críticas que o disco recebeu da imprensa européia, o selo One Little Indian/Elektra Records se inflama e declara que este é o álbum mais popular de Björk (o que não é verdade) e espera que alcance sua maior vendagem. O fato é que, com todos esses anos de carreira e elogios, Björk adquiriu uma certa blindagem. Apesar disso, Volta é um álbum regular, mas não a ponto de deixá-la fora do circuito.

Vale lembrar também que ela ganha muitos pontos com suas apresentações performáticas. Sua turnê, a primeira depois de quatro anos, levará mais de um ano. Ela sobe aos palcos acompanhada de nada menos que catorze músicos. Bem que poderia passar por aqui.

Mari Rossi
Mari Rossi
Mari Rossi
comentários
9 comentários
leandro
leandro(26.06.07)
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porra, eu curti pra caralho o álbum, ainda mais que o medulla e talvez até, tanto quanto o post. gostei principalmente pela presença dos metais, deram um tom bastante imponente a algumas músicas principalmente junto de alguns ritmos marciais como em vertebrae by vertebrae, mas gosto é que nem nariz né?

abraços
Leonardo
Leonardo(24.06.07)
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Realmente a parceria com Timbaland é detestável. O album é bom, porém dá pra se notar o dedo do Timbaland em certos locais... dos quais vi com desprezo. A participação de Antony Hegarty também é uma vergonha, sua voz parece de piada quando canta logo após Björk na faixa Dull Flame of Desire. Björk não é pra se dançar, é música introspectiva, é para se pensar. Não para se ouvir a qualquer comum instante.
Gostei das músicas, exceto as com participações alheias nítidas.
ed.
ed.(05.06.07)
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Volta... simplesmente perfeito, poder dançar Björk novamente é muito bom... otimas musicas... otimos efeitos, sempre novidade e como sempre ela regaça no som
Dan
Dan(04.06.07)
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Volta é maravilhoso e sinto o CD diferente da forma como a crítica e maioria das pessoas vem dizendo. Começando pelas colaborações do Timbaland que são bem diferentes e esquisitas (no MELHOR sentido da palavra). Björk conseguiu unir o acessível e o avantgarde neste lançamento. Para os que eperavam um Debut ou Post parte 2, podem esquecer. Björk não quer nem precisa mais fazer música pop e imediatamente acessível, o que é um alívio - seria uma regressão artística fazer isso. Björk está comprometida com a inovação e com a quebra de barreiras, mesmo com Volta sendo mais superficialmente acessível e sonicamente impactante que álbuns como Vespertine e Medúlla, há ainda muito para se deliciar nele - um presente para os ouvidos mais atenciosos. E há músicas que vão entrar pra história da carreira dela, como "Earth Intruders", "Wanderlust", "Innocence" e "Declare Independance" (que não é singe nenhum, como dito). Ouçam com atenção e sem expectativas ou tentação por rotular, é pra se emocionar.
bruno amancio
bruno amancio(03.06.07)
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fala, mari! curto a bjork desde "debut" e achei esse álbum meio esquisito e difícil, mas nem por isso ruim. Ruim mesmo é a parceria com Timbaland. Bem fraca... e o pior: o cara está em todas. é com timberlake, nelly furtado, pussycat dolls... esperava uma parceria menos pop, mas gostei da repaginada que ela propôs com essa arte colorida e original do CD.