Propulse - Infrasom
Já ouvimos o primeiro álbum do projeto de Fabiano Zorzan, a ser lançado no começo de junho
24.05.07 14:15
Hoje, são os ritmos mais lentos que estão com força na cena eletrônica mundial. Se multiplicam os casos de DJs que eram conhecidos pelo seu som pesados e que ultimamente andaram amaciando a mão, como Chris Liebing e Umek para o desgosto de alguns. Até DAVE the Drummer anda produzido faixas com dois pés no electrohouse.
Muitos dos artistas que hoje são ícones dessa onda se formaram no trance. A dupla alemã Booka Shade é um dos exemplos que era adepta do estilo nos idos anos 90, e o próprio Sven Vath, que hoje passeia pelo techno minimalista, era o imperador do trance alemão quinze anos atrás. Aqui no Brasil, Fabiano Zorzan, o Propulse, é um desses exemplos.
Um dos nomes por trás do projeto Influx, Fabiano tocou em muitas festas de trance no final dos anos 90 e fez a cabeça de pirulitados com seus timbres em marcha acelerada. Com o fim do Influx, surgiu, em meados de 2003, o projeto Propulse, dedicado a ritmos mais lentos, principalmente tech-house e o electrohouse. Seu elogiado live passou por várias festas e agora Zorzan se prepara para lançar seu primeiro álbum, Infrasom, pela gravadora Transmit Music. O lançamento está previsto para o dia 2/6.
"Profano" abre o disco com bases minimalistas, clicks e timbres chiados e synths modernosos. "Tick Tock" certo, o forte do Propulse definitivamente não é dar nome para músicas segue na mesma linha. As introduções contidas, feitas para se dançar pequenininho, logo dão lugar a linhas de sintetizador emocionadas daquelas que fazem a pista parar e levantar os braços cheia de felicidade.
"Attraction" fica mais invocada, mais ácida, e lá pelo 1'40" surge com um synth idêntico ao que aparece na faixa "Azure", do novo álbum do Slam. "Infrasom", a melhor do disco, lembra de uma maneira extremamente positiva "Terminal", do compatriota Gui Boratto, e "Universound", apesar do nome esquisito, é outra pérola dançante do álbum.
O disco é a prova cabal de que talento não se limita a algum gênero ou rótulo musical. Zorzan pulou do trance para o tech-house/electrohouse de uma maneira extremamente bem-sucedida. Além da qualidade técnica das produções, é admirável ver um álbum tão coerente nos dias de hoje, quando essa prática de reunir diversas músicas em um único pacote parece estar ficando cada vez mais obsoleta.
e a festinha de lancamento.. meu deeeeuuusss...!!!
=)
parabens
Propulse é fantastico