Bunny Rabbit - Lovers & Crypts
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ficha técnica
Nota: 6 / 5
Ano: 2007
Selo: Voodoo-Eros
Estilos: Miami Bass
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Bunny Rabbit - Lovers & Crypts
Sexualidade oriunda das ruas no CD da dupla de Miami Bass
29.01.07 16:40
Desde que o Miami Bass voltou à superfície musical mundial, é um tal de mulher pegar o microfone para dizer que é, que pode, que faz e rebola, que Dako é bom, que a batida grave e acelerada já é a versão século XXI do fogo que queimou sutiãs nos anos 60. Desse liquidificador cultural descendem as letras e o som de Bunny Rabbit, lançamento que a Voodoo-Eros, selo de Bianca "CocoRosie" Cassady coloca no meio de fevereiro nas prateleiras do mundo.

Nas doze faixas que compõe Lovers & Crypts Bunny Rabbit destila palavras raivosas, maliciosas, jocosas e melancólicas - Não há nexo para quem cria a todo o tempo um mundo próprio à sua ambiência e vontade, chegando a cantar: "step on my foot/ step on my foot/ step on my foot/ my lucky bunny foot". Mas como pedir coerência quando cantamos aqui e acolá "tiririm-tiririm-tiririm, alguém ligou para mim?".

As letras passeiam pelo club, as ruas, o sexo, as armas e morte "ashes to ashes and all falls down". A ambigüidade é marca forte, e toda essa atitude, vem não só de uma, mas de duas mulheres. Bunny Rabbit, MC, é originária do Brooklin e se define como "objeto da consagração espiritual, emocional e sexual da grande tradição de Jesus, Abraham Lincoln e Whitney Houston". (A melhor autodefinição que já li na vida e mais um ponto a favor da menina). Versa em cima de bases produzidas por Black Cracker que, ao contrário do que se supõe pela capa do disco, é uma moçoila, parceira musical e de vida da MC , produtora do disco, conhecida mundo afora por sua habilidade no beatbox.

Por favor, não caia no fácil e óbvio estereótipo de Lesbo Rap: o negócio das meninas é realmente perturbar. As bases variam de tempo duas, três vezes numa mesma faixa – passeiam por um bass mais grave, ganham uma pitada de industrial acolá, descem com o pop até o chão e voltam. A maneira de BRabbit versar também muda conforme o clima que quer criar, numa brincadeira violenta que permite cantar doce e roucamente absurdos, gritar doçuras com a mesma entonação que fala palavrões.

Lovers & Crypts é um daqueles discos estranhos que inevitavelmente faz você ouvi-lo de novo, de novo, de novo. O resultado são faixas que não se repetem, mas nem por isso agradam facilmente. Se você gosta de música esquisita, de CocoRosie, corra que o tiro é certo. Se é daqueles que procura uma mensagem, o disco não fará sentido algum – bem, ele não fará sentido mesmo que você não tenha esse objetivo. Mas fazer sentido na pista de dança nem sempre necessário.

Renata Simões
Renata Simões
Nilda Inc
comentários
3 comentários
andré maleronka
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atualmente na europa o funk carioca é reconhecido como "a verdadeira música eletrônica brasileira" - eu acho isso ótimo.
manu
manu(30.01.07)
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Disco que tem Bianca "Coco" por tras e levada breakbeatiana merece meu respeito. Vida longa às mentes diagonais. ;)
Henrik Glooeden
Henrik Glooeden(30.01.07)
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Reparem bem!
Já tem preto na capa, MC e ainda vem essas batidinhas de Miami Bass!!
Isso me lembra o maldito ritmo que tocam no Rio de Janeiro, que de nada tem a ver com o Funk original.
E ainda com esse nome rídiculo de Bunny Rabbit, realmente é uma bosta.
E voces do RRAURL tratem de fazer resenhas de lançamentos da rica e surpreendente música eletronica, que realmente deveria ser a tônica deste site.
Nada de falar de ROCK.
Ele simplesmente MORREU!!!