Tony Thomas - Cubic LP 001
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ficha técnica
Nota: 8 / 5
Ano: 2007
Selo: Cubic
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Tony Thomas - Cubic LP 001
Produtor inglês junta um arsenal electro-tech-acid-house na medida para mover as massas
12.01.07 19:50
Álbuns de música eletrônica se dividem em duas categorias principais: aqueles que funcionam como um conjunto, onde o artista vai além das restrições de uma única faixa ou dos seus estilos mais característicos e explora diversos terrenos, o que é o caso de Movements, do Booka Shade, ou The Last Resort, de Trentemoller; e meras coleções de faixas ou singles, boa parte já lançados, que é o que acontece com 90% dos álbuns eletrônicos, incluindo o segundo disco do inglês Tony Thomas (seu primeiro foi 21st Century Dub, pela Soma Records).

Mas não me leve a mal. Thomas é um produtor de mão cheia, que arrisca novas sonoridades, sabe botar uma levada sólida para funcionar e incrementar tudo com detalhes sonoros e técnicos que fazem a diferença. Seu trabalho solo, lançado principalmente em seus três selos (Moxi, New Era e o recém-iniciado Cubic), seus remixes para gente como Slam, Oliver Lieb e 16B, e suas parcerias como The Producers (com Alan Barratt) e Red Moon (com o DJ Hal), formam uma discografia farta e consistente. No total, ele já lançou mais de 200 faixas.

Este álbum é para pista de dança, de cabo a rabo, e se você for ao Beatport e escolher aleatoriamente qualquer das faixas não vai fazer diferença. Pode ser o electro-house com synths calorosos de "Extrapolate", o electro de videogame com batidas irregulares de "Electrical", o groovão houseado de "Growth", ou ainda o acid house rasgado de "Predator". É tudo material para deixar os passistas felizes e as caixas de som pulsando.

Agora quando tudo isso é ouvido como um conjunto pode soar um tanto previsível. Thomas não está aqui para reinventar a roda e a conseqüência é que enquanto ele brilha em muitas músicas, outras aqui nunca vão além da categoria "eficiente", ou seja, funcionam mas não vão mudar seu mundo. Se é que dá para entender a lógica disso, a avaliação é a seguinte: as faixas são ótimas individualmente ou inseridas em um set, mas quando juntadas para compor um álbum você tem todo direito de esperar um pouco mais.

Camilo Rocha
Camilo Rocha
Putz! Putz!
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