The Knife - Silent Shout
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ficha técnica
Nota: 9 / 5
Ano: 2006
Selo: Mute/Rabid Records
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The Knife - Silent Shout
Duo sueco traz muita mágica e máscaras no seu terceiro e melhor álbum
12.12.06 16:50
Dois anos após o lançamento de seu último trabalho, Deep Cuts, o The Knife, formado pelo casal de irmãos Olof Dreijer e Karin Dreijer Andersson, lança Silent Shout, a obra mais interessante da leva escandinava que tomou de assalto as paradas de todo o mundo nos últimos tempos.

O álbum começa com três deliciosas pancadas de baixa freqüência. Junto com a linha de baixo minimalista sobe aos poucos um arpejo (aqueles synths característicos do trance) caloroso que faz a música transbordar de melodia. Em seguida vêm as vozes de Karin, e aí o The Knife está com todos os protagonistas no palco esfumaçado e fantasmagórico de seu melhor álbum.

Silent Shout é cênico do começo ao fim, e seus ares teatrais não ficam apenas nas máscaras deformadas que a dupla usa ou nos shows super produzidos. Melodias que lembram algum ato circense dividem espaço com a voz da cantora, travestida ao longo das 11 faixas das mais diversas formas pelos filtros de Olof. Apesar da impressão de que em certos momentos há vocais masculinos, é sempre a pálida sueca por trás das letras belas e surreais.

Em "One Hit", por exemplo, é quase impossível não imaginar um palco de teatro com fumaça e espelhos, de onde sai um monstro bonachão cantando com voz grossa e arrastada um blues macabro. "We Share our Mother's Health", o primeiro single lançado, começa falsamente IDM, mas logo ganha ares de hit com um baixo suculento, bateria que te obriga a arrancar o pé do chão, e duos vocais entre Karin e seus alter-egos vocálicos. O dinamarquês Anders Trentemoller foi um dos escalados para remixar a faixa, que nas mãos do cara virou um electro-house acelerado derretedor de pistas. "Like a Pen" também engana ao começar contida e tímida, só para explodir depois no refrão acalorado da cantora.

É tanta música boa que quando alguma track fica por minutos a fio preenchida apenas por synths flutuantes e esfumaçados, não é problema nenhum. Às vezes dá até pra lembrar de alguma faixa krautrock setentista onde a melodia é deixada de lado só pelo prazer de manipular freqüências sonoras e desafiar o termo "vendável".

O álbum termina épico com "Still Light". Uma nota contínua do sintetizador entra na música e só muda quando Olof coloca o pitch da nota pra baixo e pra cima. Além disso, no arranjo mais simples de todo o álbum, a voz de Karin entra mais uma vez irreconhecível, com ares de declamação.

Se algo mais legal foi lançado em 2006, provavelmente eu deixei de escutar. Não apenas pela sonoridade afiada e por reinventar essa mistura entre música e teatro, mas também por ser simplesmente delicioso de ouvir, Silent Shout é genial. É de fazer cruzar os dedos e desejar com força que os suecos se apresentem por aqui com toda fumaça e ilusão presente no álbum.

PAPAI NOEL
Os irmãos Dreijer prepararam uma pequena surpresa de Natal. Eles disponibilizaram gratuitamente no website oficial do The Knife a faixa "Christmas Reindeer" (Rena de Natal). A baladinha hipnótica combina mesmo com o natal escandinavo dos suecos, oficialmente a casa do bom velhinho. Baixa a música clicando aqui.

Marcus Vinícius Brasil
Marcus Vinícius Brasil
twitter.com/marcvs
comentários
7 comentários
Nádia
Nádia(05.02.07)
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ótimo, pra mim é o melhor album deles,e realmente cruzar os dedos para q eles vanham ao Brasil!!!
Renato Milano
Renato Milano(30.01.07)
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um dos melhores vocais de todos os tempos ,naum me lembro de um mais surpreendente que esse ,,,
Harlem Pinheiro
Harlem Pinheiro(13.01.07)
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Nunca fui muito fã do rpojeto, que sempre achei histriônico e meio estridente demais... Bem, mas agora dou o braço a torcer, neste que talvez seja o melhor álbum "pop" eletrõnico de 2006, exatamente por ser tão experimental também - do jeito que eu gosto!

Disco doidinho e divertido pacas!
carol
carol(20.12.06)
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são muito bons mesmo.

minhas favoritas são pass this on e we share our mothers health
Danilo Poveza
Danilo Poveza(15.12.06)
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Silent Shout é das melhores músicas de 2006, mas não pegou aqui.