Sensation Black Edition 2006
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ficha técnica
Nota: 8 / 5
Ano: 2006
Selo: ID&T/ Universal Music
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Sensation Black Edition 2006
23.08.06 14:05
Poucos dias depois da festa proclamada como o "maior evento dance indoor do mundo", o CD oficial da Sensation Black 2006 já se encontrava nas lojas como um álbum duplo mixado, com faixas bônus e um encarte rico em imagens épicas do estádio Amsterdam Arena completamente tomado por 40.000 pessoas vestindo apenas roupas pretas, dresscode obrigatório para público, DJs, staff e vendedores de cigarros.

O som é quase fiel ao que se rolou na festa, mas predominam as faixas mais comerciais e menos agressivas, então o hardcore que se ouviu nos sets dos DJs Zany e Catscan ficou de fora. Em compensação essa coletânea é uma espécie de "guia oficial" para as principais produções de hard trance e hardstyle de 2006.

O CD1 abre com Nymph, uma faixa muito mais trance do que hard, estréia inspirada do produtor holândes Terry Ferminal, que se tornou um hit desde que começou a aparecer nos sets de DJs como Paul van Dyk e Sander van Doorn. Na virada entra um som mais animado, Thicker Than Blood, de Vezzola para o selo Massive Driving, um hard trance com timbres ácidos, muito bem produzido, graças à experiência de Vezzola no Media Italy Studios, por onde passaram Mauro Picotto e Mario Piu. É seu primeiro vinil como Vezzola, mas já assinou várias faixas de hardstyle como Vega, e emplacou o hit Hamela, onipresente nas coletâneas de Jumpstyle em CD, usando o nome de "gangster ítalo-americano", Franky Carbone.

O trance continua com o remix de Marcel Woods para Pressure de Side Dish e Creep de Tommy Pulse, faixa de acid trance com atmosfera dark, além de timbres e efeitos parecidos com os do psy, que foi escolhida como o tema oficial da Ground Zero, outra megafesta do verão holandes. O hardstyle só começa a se insinuar a partir da quinta faixa, Faceplant, de Jowan, ainda com timbres comuns ao hard trance. A virada se dá com Let the Music Play de Walt, ou Wouter, um dos irmãos Janssen da dupla Showtek. Aqui os bumbos distorcidos que predominaram em quase toda a festa aparecem pela primeira vez. O Showtek também comparece com uma das melhores faixas do mix, The Color of the Harder Styles, hino do festival de hardstyle Defqon 1, de 2006. A outra metade da dupla, Sjoerd Janssen, mostra um som ainda mais pesado como DJ Duro - o hardcore oldschool Phenomenon.

Depois disso seguem várias faixas de hardstyle, em especial do selo Scantraxx, como Listen Up de Gizmo vs Symastic, Cocain Bizznizz do DJ The Prophet, dono do label holândes e The Sacrifice dos Headhunterz (creditados como "Headhunter" na capinha).

Para não dizer que o hardcore ficou totalmente de fora, a parte final do mix destaca alguns dos produtores mais populares do estilo. O set começa a pesar com The Voice of a Rebel, do veterano DJ Promo, que acabou de lançar um album duplo, The Revolutionist, bastante tocado e comentado na Holanda. Vira com Blow da Club Down, um remix oldschool clássico gravado por The Viper e G-Town Madness seguido por um remix moderno de Catscan para um som bem antigo: Atmos-fear, de Rave Creator & The Mover. Fecha com o próprio Catscan e a brilhante Not Revolutionized.

Os primeiros 30 minutos do CD2 trazem o registro do Megamix tal e qual foi tocado na festa. É um momento especial, onde nenhum DJ está no palco e o som de um clipão com trechos muito pequenos dos principais hits de hardstyle e hardcore do ano é acompanhado de um espetáculo que mistura performance, fogos e efeitos especiais. Muita gente reclama da versão reduzida dos sons, mas eu vejo esse Megamix como um "guia" (além de uma aula de mixagem) dos melhores lançamentos. Ainda que muita coisa bem antiga apareça revigorada, desde o clássico dos clássicos do hardcore Stereo Murder dos Marshall Masters até bagaceiras com mais de 15 anos, do naipe de Hablando de Ramirez (sim, o mesmo Ramirez de Terapia). O forte são os lançamentos como Stampuhh! , hit de The Prophet & Deepack, Who's Calling, de Tatarola e Followerz dos Donkey Rollerz – essas vão tocar direto até o meio de 2007.

Para compensar os 24 trechinhos econômicos de faixas, foram incluídos como bônus os hinos das edições anteriores da festa. Por sinal há dois erros nos créditos – o primeiro na faixa 25, Sensation, apresentada como Radio Edit, quando na verdade trata-se do remix da Lady Dana, ex-DJ de hardcore que hoje atua numa das maiores empresas de festas de hardstyle, a Q-dance. E a faixa 26 está creditada como Regular de Ricky Forbes, mas o nome original do vinil é No Regular. Nada demais... mas fica aí a correção.

O mais interessante nessas faixas bônus dos temas da festa é perceber como o peso e a velocidade foram aumentando a cada ano. A versão de 2005, Shock Your Senses, é bem mais energética que a dos anos anteriores e deve ser esta a tendência da festa, que reserva a sua edição Sensation White para os sons mais leves como techno, electro e trance. Se for para manter a distinção entre as duas festas (que acontecem com uma semana de diferença) é bom que a versão black destaque os sons mais pesados. Pelo que deu pra conferir, publico não vai faltar!

Niki Nixon
Niki Nixon
Troglogeekah
comentários
1 comentários
fabio abreu
fabio abreu (07.04.08)
0AprovadoQueima
gOSTARIA DE SABER O NOMES DAS MUSICAS KI ESTÃO NO MEGAMIX DO DVD ... SÃO LOUCAS E PRECISO DELAS PRA TOCAR NUMA RAVE... A GALERA PIRA COM O HARD QUANDO PONHO PRA ROALR \O/