Underworld em SP: toca aquela!
Underworld apresentou cardápio de hits em show histórico em Indaiatuba
21.11.06 14:00
A sensação de sair de casa para ver um artista que você adora há tempos, tem todos os discos e sabe por que chegou onde chegou é capaz de, como diz o ditado, mover montanhas.
Quarta-feira passada, feriado de Proclamação da República, foi fato: várias montanhas se moveram para ver a apresentação do histórico duo inglês Underworld, até então inédito no Brasil - e por quem qualquer pessoa que tenha o mais leve apreço por música eletrônica já deve ter se interessado.
Eles são autores do übber-hit clubber "Born Slippy", aquele que saiu da tela do filme Trainspotting direto para bombar boates, FMs, happy hours, casamentos e, principalmente, encerramentos apoteóticos de festivais.
Mas Karl Hyde e Rick Smith (que hoje contam com o DJ Darren Price na formação) são bem mais do que isso. Tal poder de atração xamânico levou bastante gente à festa de aniversário do Sirena, no Helvétia Pólo Club, em Indaiatuba (80 km de SP), no último dia 15/11.
Não, ninguém esperava que Hyde e Smith tirassem da cartola uma nova estética musical, que apontassem novos rumos para as pistas do futuro. Nem a pau. O povo foi lá pra ouvir hits. E assim foi. Teve "Cowgirl", "Rez", "Juanita", "Jumbo"... e claaaaaaro que teve "Born Slippy". Foi o tipo de show em que você fica com aquela cara de "eeeeeeee!" o tempo todo.
Além das músicas, que devem ter arrancado as lembranças mais remotas de iniciação clubber, teve a performance super loucona do vocalista e guitarrista Karl Hyde. Ele é top na dancinha frita de rave, incansável!
Sorry se estou parecendo chapa-branca e só falando bem da festa. Nem tenho como falar do resto do line-up porque não vi mais nada. Foi da van pro Underworld, do Underworld pra van. Mas, só pelo fato de trazer um mega-show bacana destes pra gente, já valeu.
SOBRE O ALL THAT JAZZ
Realizando uma cobertura pouco jornalística do mundo da música atual (eletrônica, rock, hip hop, funk carioca), a jornalista e DJ Claudia Assef quer servir de olho mágico para quem quiser saber o que rola quando ninguém mais está filmando.
A idéia por trás do videoblog All That Jazz é registrar imagens dos festivais, clubes, coletivas de imprensa e outros babados que passarem por sua agenda. Da perspectiva da jornalista, o internauta tem acesso a imagens de bastidor, entrevistas, footage de shows diretamente da fila do gargarejo, tricôs com DJs, promoters, hostesses, tias da limpeza, seguranças e quem mais tiver alguma coisa interessante a dizer.
Não espere parcialidade ou isenção jornalística do All That Jazz. Conforme anunciado, trata-se de um videoblog, o que seria o equivalente eletrônico e ilustrado de uma coluna editorial portanto, de responsabilidade única e exclusiva da autora.
Há seis meses no ar na internet, o All That Jazz já mostrou programas de rádio em Londres, um dos principais festivais de música e arte digital de Berlim (Transmediale e Club Transmediale), além das passagens de top DJs como Laurent Garnier e Richie Hawtin pelo Brasil, e, claro, buchichos da noite, como o fechamento do clube Vegas pela Prefeitura de São Paulo.
Atualmente, Claudia, 32, é editora da revista Beatz (http://www.beatz.com.br), assina direção artística de eventos de música. Como DJ, mantém a noite Discology (em parceria com Camilo Rocha) no clube Vegas, dedicada à pesquisa musical das eras mais remotas da música eletrônica, do funk e do hip hop. É dela o livro "Todo DJ Já Sambou A História do Disc-Jóquei no Brasil", que em 2007 vai para a sua segunda edição, pela Conrad.
Claudia AssefClau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.
pois sempre imaginei que um blog tivesse como premissa básica a interatividade, no mais amplo sentido do termo...
beijão
acho que vc não leu o texto de apresentação do blog. Isso aqui não é jornalismo!!!
É BLOG!
Dito isso, vai de cada um assistir ou não.
Tchuss!
Por exemplo, ao invés de entrevistar o pessoal na van, nao teria sido mais divertido e emocionante fazer um vídeo com o público - imagino que bastante numeroso - que viajou uma hora de sampa para ver o genial Underworld tocar?
um abraço e sucesso!
esse sou eu. rssss