TIM Festival 2006 - São Paulo
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Tim Festival - SP
30.10.06 15:40
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TIM Festival 2006 - São Paulo
Para 4 mil pessoas o show teve duas unanimidades: o Daft Punk realmente arrasa e o Tom Brasil é mesmo caído.
30.10.06 15:25
A fila dobrando o quarteirão e o estacionamento a R$30 deram uma desanimada em algumas pessoas, mas muita gente respirava aliviada - a mudança dos shows em cima da hora do Anhembi para o Tom Brasil salvou a etapa do festival em São Paulo. Mesmo assim, a casa de shows mostrou que não comporta eventos dessa amplitude. Muito calor, problemas com a passagem do público na frente do palco, problemas com o som em alguns shows e demora na montagem dos palcos foram algumas das críticas. Mas quem respondeu a pesquisa da Dueto vai ter a chance de reclamar diretamente: a produtora estava cadastrando pessoas no público para uma apuração telefônica posterior. Que tal comentar que tinha cambista vendendo ingresso a R$50 na porta e que quem pagou absurdos R$180 ficou se sentindo meio palhaço?

O vocalista da banda pernanbucana MombojóMombojó

O Tim Festival São Paulo começou com o rock pernambucano do Mombojó. Tocando para um Tom Brasil ainda bastante tranqüilo, não faltou fã cantando junto com os braços para cima, na beira do palco. Além da parte analógica, um teclado controlador e um laptop davam conta dos efeitos digitais.
Mais pesados no palco que em estúdio, o show, que cumpriu bem a tarefa de recepcionar indies, dreadlockers, garotas-peixe e cybermanos perdidos, já foi deixando o público no clima do TV on the Radio e terminou com "Deixe-se Acreditar", uma das mais conhecidas dos caras.


TV on the Radio em PBTV on the Radio

A American Airlines perdeu o equipamento e a mesa de som não colaborou na hora, mas mesmo assim o show dos nova-iorquinos do TV on the Radio deixou o público em chamas. Fãs ferrenhos gritavam o nome dos membros da banda ("Vai Adebimpe!") e quem se posicionou na frente do palco, próximo aos movimentos do vocalista pode repartir uma "experiência musical profunda" - como o povo estava dizendo após o show. A guitarra de Mip Malone comandou uma aceleração de faixas como "Staring at the sun" e "Wolf like me" em relação ao álbum, e quem quis pulou e cantou junto, a plenos pulmões. Não rolou muito o momento-megafone, com o som mal-equalizado não dava para escutar nada. Idem para o som do saxofonista da banda. Mesmo assim, deu para sacar que estava alí uma banda no auge do seu potencial criativo. Será que o TVOTR vai durar mais uns discos? Tomara que sim.

Momento ragga do Thievery Corp.Thievery Corporation

Terminado o show do TV on the Radio, a demora na montagem do palco para o Thievery Corporation desafiou a paciência de quem esperava Yeah Yeah Yeahs e Daft Punk. Algumas vaias aqui e ali enquanto os telões com imagens psicodélicas entretiam os mais aéreos.
A banda, com muita percussão, cítara, e elementos eletrônicos, surpreendeu o público que já tinha sido avisado que seria "música para se ouvir do bar". A ciranda de vocalistas, que mudava a cara do show toda hora, injetava energia nova na apresentação a cada música. Ora reggae, ora trip-hop indiano(?!), sobrou um pouco de batucada, principalmente para ouvidos brasileiros calejados após tantos carnavais. Fui esperando mais cítara e menos batuque, mas para quem nunca havia ouvido falar nos caras, a apresentação foi uma grata surpresa.

She brings lights in...Yeah Yeah Yeahs

Foi o último show da tour do disco Show Your Bones, e matou a pau. Karen O é realmente impressionante no palco. O figurino de gosto duvidoso, os gritos guturais, a voz metálica e poderosa: tudo na medida para agradar fãs da banda e impressionar os desavisados. Karen O é uma musa e acabou. Mas quem não é tão fã assim pode ter achado o show irritante em alguns momentos - a garganta da moça aguenta mais do que a paciência da galera, ainda mais depois de uma espera tão longa. Exageros à parte, é um puta show mesmo. "Maps" ("the Yeah Yeah Yeahs love song"), "Golden Lion" e "Date With the Night" foram grandes momentos.

Humanos?Daft Punk

Enquanto o pessoal das calças apertadas na canela se afastava do gargarejo para se recuperar da pancada que foi o show do Yeah Yeah Yeahs, uma multidão de técnicos invadia o palco para a montagem mais demorada do festival.

Pela primeira vez, as cortinas vermelhas se fecharam para esconder o que todo mundo já viu no You Tube. Mas foi só as luzes apagarem e a música ambiente abaixar para o povo começar o escarcéu.

Após os apitos a la Contatos Imediatos, as cortinas se abriram e lá estavam Guy Manuel de Homem-Christo e Thomas Bangalter, com seus capacetes robóticos, na tal pirâmide que teria levado o evento todo para o Tom Brasil. A voz metálica misturando o vocal de "Robot Rock" e "Human After All" em um arrastado "Human Robot" já explica a idéia do show. Durante toda a apresentação, os franceses desconstroem as músicas do seu último álbum, Human After All, e seus antigos hits para fazer misturas tão legais quanto as originais. É refrão de "Around the World" junto com "Harder Better Faster Stronger", fatias do vocal de "Prime Time of Your Life" jogada sobre uma base de techno, versos de "Technologic" junto de batidas gordas funkeadas. Enfim, é tanta luz e tanto hit em pouco tempo que já na metade do show o cérebro fica parecendo uma língua adormecida após um porre de Skittles.

Mais pro fim, o techno pesado demais para ouvidos não acostumados com bateria 4x4 esvaziou um pouco o público que estava no Tom Brasil às 2h30 da segunda-feira pós-eleições.

Terminou previsível como começou. Depois de "Da Funk", "Human After All" anunciava o fim do Tim Festival São Paulo. Simpáticos, os robôs distribuíram beijos e acenos do alto do sarcófago espacial antes das cortinas se fecharem de vez.

Com as luzes acesas, dava pra ver o efeito do show sobre as pessoas. Era gente se abraçando, chorando, ou simplesmente sentada por não agüentar mais dançar. Após um alarme falso de bis, o povo se conformou que era apenas a música ambiente da casa e foi encarar os estacionamentos picaretas dos arredores com o consolo de que valeu a pena.

Marcus Vinicius Brasil e Gaía Passarelli
fotos: Chris Von Ameln (divulgação)

Marcus Vinícius Brasil e Renata Macedo
Marcus Vinícius Brasil e Renata Macedo
comentários
8 comentários
Rê.
Rê.(31.10.06)
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gini, me encontre no portão 2 do projac nesta sexta as 22h. vestirei vermelho na calcinha e branco no terninho. faz linguinha de helicóptero ni mim?
fernanda
fernanda(31.10.06)
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PS
fernanda
fernanda(31.10.06)
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PS
fernanda
fernanda(31.10.06)
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Estou inconformada com o tratamento que os paulistas receberam do TIM Festival. Agora entendo as reclamações dos cariocas. Acho que ninguém merece pagar 180 reais 30 de estacionamento para ter a honra de ver uma banda tocar num lugar sem ventilação, apertado e, muitas da vezes, com som estourado. Apesar do show do Daft e do Thievery, fica a dúvida se vale á pena continuar indo a esses shows.
gini
gini(31.10.06)
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hahaha! bem me achando, eu vi tudo isso num palco aberto com o mar mediterraneo ao lado e uma lua laranja no ceu, calor? falta de espaço? estacionamento? e o DC aih em cima esteve junto!