mininotas
A Tribe anunciou que não vai fazer sua tradicional festa anual em São Paulo. No lugar, vai programar uma comemoração especialíssima de 10 anos, em 2010.
Prepare seus ouvidos! O Mixhell postou no twitter que vai tocar com o Prodigy no Brasil: twitter.com/therealMIXHELL...
Quantos músicos tiveram esse tipo de homenagem? Só ele mesmo: David Bowie batizou uma espécie de aranha recém-encontrada. É a Heteropoda Davidbowie.
Estejam avisados: a próxima MOONAOMOO tem Osborne, Richard Sen, Gustavo Tatá e Eduardo Christop.
resenhas mais lidas
Verão americano traz novidades pro nosso inverno
Novos discos do Best Coast, Beach House e Japandroids
Postado por: Ciro Hamen
09.05.12 10:25Deixe seu comentário
Verão americano traz novidades pro nosso invernoEnquanto no Brasil o frio se aproxima e estamos cada dia mais perto do inverno, nos EUA o sol começa a dar as caras. E a chegada do verão é refletida nos discos que são lançados nessa época do ano por lá. Ao mesmo tempo em que os americanos vão curtir esses sons enquanto pegam ondas e aproveitam noites quentes na praia, nós vamos ter que escutá-los debaixo de cobertas, apreciando as paisagens chuvosas lá fora.



Um dos lançamentos mais aguardados é o The Only Place, do Best Coast, sucessor do primeiro e ótimo Crazy for You. A vocalista Bethany Cosentino continua exaltando o estilo de vida praiano, como na faixa título do disco, enquanto nós apenas sonhamos com o sol e o mar cantados por ela. "Why I Cry" é um bom exemplo do rock lo-fi e de letras ingênuas que consagrou a banda.



Outro disco bem esperado é Bloom, do Beach House, que - apesar do nome - faz um estilo mais sombrio, mas desde o último (e elogiadíssimo) disco, Teen Dream, se aventurou por caminhos mais ensolarados. Gravado no lendário estúdio Electric Lady, em Nova York, Bloom exala nostalgia e aqueles romances antigos de verões passados. "Lazuli", já lançada na internet há algumas semanas, mostra isso.



Os canadenses do Japandroids - depois de fazer alguns shows explosivos no Brasil - estão lançando Celebration Rock. Com guitarras ainda mais fortes do que as do primeiro disco, é a trilha sonora perfeita para uma festa ou uma tarde com muita cerveja (e temperatura alta). Não há um hit forte, como "Young Hearts Spark Fire", mas é um discaço.

Twin Shadow, Guided by Voices, Hot Chip, Edward Shape and the Magnetic Zeros e The Walkmen são outros que lançam discos em tão celebrada época do ano.
Cantora da moderna MPB faz dubstep em novo álbum
Malika é a nova faceta da trompetista que toca na Virada Cultural neste fim de semana
Postado por: Felicio Marmitex
02.05.12 14:002 comentários
Cantora da moderna MPB faz dubstep em novo álbum Malika
Renomada em diversos cantos do Brasil e do mundo por ensolarar a moderna MPB com um trip hop tropical em torno do álbum "Respíre", a cantora e compositora Claudia Dorei retorna ao cenário após três anos de jejum trazendo o dubstep na linha de frente. "One" é o primeiro disco cheio do encontro inquietante de Claudia Dorei e o bass-maker Cavalaska em estúdio. Em paralelo às gravações de um álbum que iria suceder o seu rebento cool, entre outros remixes, Claudia se apaixonou pela bass music e encontrou novas alianças musicais com o produtor Cavalaska, dando luz ao seu lado mais eletrônico, sintético e caótico: Malika.

O pseudônimo da cantora nasce flertando com os subgraves do dubstep intimista a la James Blake, em momento que a cantora resolve inovar geral em sua discografia. As letras surgem em inglês e o timbre vocal traz forte inspiração em Bjork e CocoRosie. Cavalaska experimenta livremente pelo campo da bass music atemporal com quebradas oriundas do jungle em várias faixas, "Two O'Clock" é das dançantes.



Na Virada Cultural que acontece neste final de semana, a Malika vai tocar no palco da praça XV de Novembro às 21h no sábado. O show da Malika traz linguagem que mescla artes plásticas e teatro com cenografia e luz exclusivas, em espaço voltado para novidades da MPB.

"Estou bem empolgada e não me sinto na obrigaçåo de conquistar o público da MPB. Sabemos que o som da Malika não se enquadra na cartilha de representantes do Brasil, mas a Malika é isso, ela veio pra quebrar as fronteiras", revela Claudia Dorei em entrevista exclusiva para o Rraurl. Ela afirma que: "muitos apoiaram o album da Malika pelo crowdfunding! Recebo muitos feedbacks positivos pelo facebook, mas sei que tem muita gente esperando a continuação do "Respire".

Outra data de grande importância para o lançamento do álbum "One" está marcada para 15 de Junho no projeto Estéreo MIS, no Museu da Imagem e do Som de São Paulo. Malika vai cantar todo o potencial do álbum com nuances intimistas e minimalistas nos shows que tem ênfase nas performances visuais, ao lado de Cavalaska. Faixas como "One" e "Get It" são destaques ao vivo.



Os fãs da brasilidade de "Menina" e "Gentileza" podem conhecer e desfrutar da faceta urbanóide de Malika enquanto esperam pelo "lado A" de Dorei. "Vejo que está um pouco confuso pras pessoas porque elas ainda não entenderam que a Malika não anula a Claudia Dorei, apenas deixa ela tirar férias! Mas gostei tanto de cantar desse jeito que me dei a liberdade de guardar a continuação da Claudia Dorei pra 2013".

O tradicional trompete tocado por Claudia Dorei divide o espaço no trabalho de Malika com synths que viajam lindamente entre os pólos do espectro sonoro. O álbum "One" está disponível em streaming e há free downloads no site oficial aqui.

Malika começou a aparecer no imaginário da compositora quando ela experimentava timbres que só a fonética inglesa poderia acomodar. Quando ouviu a primeira música nessa pegada, achou muito diferente do seu trabalho tradicional. "Ficou nítido que apesar de ser eu, era outra parte de mim. Uma parte menos romântica e mais humanitária, uma parte mais agressiva e revolucionária, então, quis brincar, assim como Fernando Pessoa, em ter outro nome".



Sobre a parceria eletrônica com o produtor que já foi escalado para trabalhar no "Respire 2", ela conta que: "eu e Cavalaska temos quase a mesma idade, então vivemos a cena eletrônica numa mesma época e coincidentemente, amávamos jungle! Então colocamos, quase como que fazendo uma ode ao nossos tempos".
Skrillex, Pretty Lights e TV on The Radio se destacam entre atrações do Lollapalooza Brasil
Festival rola nos dias 7 e 8 de abril no Jockey Club de São Paulo
Postado por: Stefanie Gaspar
03.04.12 09:00Deixe seu comentário
Skrillex, Pretty Lights e TV on The Radio se destacam entre atrações do Lollapalooza BrasilskrillexEm sua primeira edição brasileira, o Lollapalooza chega a SP com uma missão difícil - se estabelecer como um evento consolidado na conturbada agenda musical da cidade, que além de receber festivais de grande porte (Planeta Terra, SWU, Ultra Music Festival e agora o Sónar) reúne inúmeros shows internacionais todos os meses.

Na coletiva de imprensa do evento, o organizador Perry Farrel afirmou que o objetivo do festival é permanecer na cidade por muitos e muitos anos, trazendo artistas já consagrados e novos nomes de diversos estilos musicais. O anúncio já começou dúbio, com Farrell afirmando que a música eletrônica é provavelmente o gênero mais importante e inovador dos últimos anos - sendo que seu festival traz poucos nomes verdadeiramente novos da cena, com exceção da sensação Skrillex -, mas é inegável que o festival chega a SP com força trazendo um headliner muito aguardado pelo público (o Foo Fighters) e boas surpresas como TV On The Radio, Pretty Lights e Foster The People.

Para facilitar a jornada de quem irá até o Jockey Club nos dias 7 e 8 de abril, escolhemos alguns destaques do line-up do Lollapalooza Brasil, que reúne ao todo 50 atrações neste feriado de Páscoa.

foo fighters

Foo Fighters - Ao lado do Arctic Monkeys, o Foo Fighters é a principal atração do festival, com um show previsto para durar cerca de duas horas e meia. Os roqueiros liderados por Dave Grohl lançaram em 2011 seu álbum mais recente, o elogiado Wasting Light, e chegam por aqui com uma turnê pesada feita para grandes arenas.

Falando sobre o disco, Grohl afirmou que as novas músicas foram compostas e gravadas pensando em um som gigantesco, próprio para shows em estádios e espaços abertos. Ou seja: provavelmente ninguém vai poder reclamar de falta de ambição ou sons propositalmente grandiloquentes no principal show do festival.


Para quem prefere ficar longe do rock não existem muitas opções no mesmo horário, a não ser o set habitualmente farofa de Calvin Harris, que tocou no Brasil recentemente e produziu no ano passado um dos hits mais tocados nas rádios: We Found Love, com a cantora Rihanna.

Calvin Harris - Falando nele, o escocês fecha o primeiro dia do Lollapalooza com seu habitual set electro pop, que pode ir do sample mais farofa ao groove sintetizado mais surpreendente. Apostar em um set de Harris é aceitar esse mix entre o completamente comercial - orientação que dominou o álbum Ready For The Weekend, de 2007, e que pode ir do synth pop às linhas ultra padronizadas de David Guetta em poucos minutos -, algumas surpresas e boas faixas antigas, como "Acceptable in The 80's" (do álbum I Created Disco).


Considerando seus últimos lançamentos, é mais fácil imaginar um set totalmente voltado para o pop, ainda mais se tratando de um show de encerramento de grande festival - mesmo papel que o holandês Tiesto teve no fim do SWU.

TV on the radio

TV on The Radio - A banda de indie rock, que lançou no ano passado o álbum Nine Types of Light, tocou no Brasil em 2006 no finado Tim Festival, mas esta é a primeira vez que o grupo chega por aqui com um repertório mais conhecido e em um excelente momento em sua trajetória. A história do elogiado Nine Types of Light terminou com uma sombra - poucos depois do lançamento do álbum, o baixista Gerard Smith faleceu de câncer de pulmão.


Com muitos fãs, um instrumental bem trabalhado e emocionante em estúdio e um bom disco nas costas para a atual turnê, o show do grupo promete ser um dos mais interessantes do line-up.

The Crystal Method - Outra alternativa para quem quiser pular um pedaço do headliner Foo Fighters é a apresentação do Crystal Method, duo de eletrônica formado por Scott Kirkland e Ken Jordan.


Embora o duo tenha perdido um pouco o rumo com o irregular Divided By Night, de 2009 (que apesar de boa instrumentação e grooves fortes não consegue ganhar força e se perde em participações sem sentido, como a do LMFAO), seu set costuma trazer boas surpresas e manter um bom ritmo ao vivo devido à harmonia dos músicos e ao repertório consistente de seus primeiros trabalhos.

MGMT - O hype do primeiro disco passou há muito tempo, e o grupo chega por aqui com um histórico não muito bom de shows - sua apresentação no último Tim Festival, com o repertório do album Oracular Spetacular, foi longo, irregular e repleto de riffs enfadonhos. Entretanto, o grupo tem agora uma nova oportunidade: aproveitar a passagem pelo Brasil para apresentar o repertório de seu disco inédito, intitulado MGMT e ainda sem data de lançamento definida.


Skrillex - O show do americano vai ser aquele que todo mundo vai falar mal, mas que ninguém vai deixar de assistir. Um dos expoentes do braço mais genérico da dance music americana, que tem conquistado o público jovem sob a alcunha de "pós-dubstep" (embora as músicas de Skrillex se identifiquem muito mais com o maximal do que com o gênero estabelecido por artistas como Burial e Zomby), Skrillex foi uma surpresa.


Se muitos esperavam que Rusko e Skream seriam os porta-vozes do estilo após suas incursões pelo mainstream, Skrillex empurrou todo mundo para fora da competição com uma mistura nervosa e bombástica de hinos de arena, electro e até fidget house. Não sobrou espaço para mais ninguém: pupilo de Deuamau5 e já headliner de festivais de eletrônica pelo mundo, Skrillex foi capa da Billboard (ao lado de Diplo e A-Track), ganhou um Grammy e se prepara para lançar um álbum de estúdio.

Foster The People - Novos queridinhos do público alternativo e do mainstream, a banda faz a tradicional mistura entre indie rock e elementos eletrônicos, e já conquistou muitos fãs com uma receita simples de composição e um grande comprometimento com a diversão.


Hits como "Pumped Up Kids" e "Miss You" são presença garantida no setlist da banda, que exatamente por não se esforçar muito para criar composições esmeradas e repletas de detalhes técnicos acaba conseguindo bons resultados na hora de simplesmente se divertir. Se a fórmula vai dar certo ao vivo é outra história, mas é uma boa aposta entre os grupos novos do line-up.

friendy flires

Friendly Fires - A mistura deliciosa entre indie rock, pitadas de disco e muitos sintetizadores sempre funcionou bem para o Friendly Fires, que já se apresentou no Brasil e ganhou uma justa reputação de boa banda ao vivo.


Se a mistura entre indie rock e eletrônico costuma ser furada em alguns novos grupos - principalmente porque as texturas sintetizadas e samples acabam sendo vistos como elementos exóticos, e não como sonoridades legítimas que merecem ser incorporadas com criatividade -, o Friedly Fires sempre teve o bom senso de ir além da mistura banal ao construir novas linguagens com o solo eletrônico, os sintetizadores e a percussão. Um daqueles shows que garantem um sorriso no fim do festival.

Pretty Lights - Uma das (boas) surpresas do line-up é a presença do Pretty Lights, projeto do produtor Vincent Smith ao lado do baterista Cory Eberhard. O duo traz ao vivo um set repleto de influências da dance music, do hip hop e trabalha várias técnicas de manipulação sonora e experimentalismos.


Seus remixes malucos (como essa mistura entre Radiohead, Nirvana e Nine Inch Nails) estão sempre arranjando um lugar entre as faixas mais tocadas no Hype Machine, e suas apresentações ao vivo costumam ser apoteóticas. Outro show para não deixar de ver.

Tinie Tempah - O carismático rapper inglês nunca tocou no Brasil, e chega por aqui com um álbum inédito em seu repertório e boas histórias para contar. Com músicas que misturam referências pop e elementos eletrônicos, Tempah ganhou dois Brit Awards, tocou no festival de Glastonbury com Snoop Dogg e já foi apadrinhado por gente do tamanho de Rihanna e seu mentor, Jay-Z. Como todo bom show de rap, é ao vivo que vamos conferir o quão bom é o flow e a ginga de Tempah.



Lollapalooza Brasil
Quando: 7 e 8 de abril
Onde: Jockey Club de São Paulo
Quanto: ingressos esgotados para o dia 7; dia 8 de R$ 150 a R$ 300
Clique aqui para ver o line-up completo: http://www.lollapaloozabr.com/
Festival Sonora Paço traz shows de Objeto Amarelo e M. Takara
Programação com experimentações sônicas rola nos dias 5 e 6 de abril
Postado por: Stefanie Gaspar
26.03.12 10:101 comentário
Festival Sonora Paço traz shows de Objeto Amarelo e M. TakaraTakara

Pouco antes da primeira edição do Sónar São Paulo, rola na capital o Sonora Paço, festival com 16 artistas que trabalham em suas obras diversos conceitos de experimentação sonora e manipulação de áudio.



Entre os artistas selecionados estão Akin, Anvil FX, Bazófia, Dragn, Fernando Visockis, Gastón Arévalo, Henrique Iwao, Henrique Matias, Liz Christine, Maurício Ianês, M. Takara, n0x3o, Objeto Amarelo, O.F.A.C, Pendulo e Vivian Caccuri.



No site oficial do festival, que rola nos dias 5 e 6 de maio no Subsolo do Paço das Artes, é possível ouvir faixas de todos os artistas da programação.

Sonora Paço
Quando: 5 e 6 de maio, das 16h às 23h
Onde: Av da Universidade 1 - Cidade Universitária
Mais informações: http://www.pacodasartes.org.br/
Lindstrøm - Six Cups of Rebel
Postado por: Thiago Freitas
26.03.12 09:201 comentário
Lindstrøm - Six Cups of RebelPara começo de conversa, esse é um disco incrível. Hans-Peter Lindstrom, norueguês, dono de uma discografia extremamente sólida, tendo criado obras tão liquefeitas e contínuas quanto II (ao lado com o fiel escudeiro Prins Thomas) e tão classicamente populares quanto em sua parceria com a chanteusse Christabelle, esteve sempre à margem da grandeza, sem conseguir chegar ao Olimpo musical do reconhecimento irrestrito, aquele lugar reservado aos grandes heróis da música, os gênios loucos na fronteira, que nos levam além do lugar comum para viagens profundas e inéditas.

Não é por acaso que os grandes ícones da música mundial são encarnados por grandes virtuosos. Não costumamos amar o guitarrista extremamente contido e preciso, mas sim o flamejante e criativo. Não se ovaciona o cantor com a menor taxa de deslizes tonais ou maior alcance; amamos o que canta de forma mais única, que expressa de forma mais visceral. Não nos encanta o mediano, mas sim o sobre-humano, aquele que nos permite projetar todas as possibilidades da existência.

E é exatamente isso que encontramos no segundo disco de Lindstrøm. Traçando um paralelo histórico um tanto quanto longínquo e forçado, o efeito ao ouvir o disco é análogo a sensação de desconserto e assombro que deve ter causado a "Sagração da Primavera", de Igor Stravinsky. A música clássica, com todos seus elementos característicos revirados, pendurados de cabeça pra baixo, pintados em cores fortes, amontoados, criando esculturas sonoras expressionistas. É o tipo de coisa que não dá pra passar incólume. Te afeta.

Talvez o que segurasse Lindstrøm fosse ainda um certo apego ao tal space disco. Ele é amplamente reconhecido como o cara mais emblemático do gênero, e por algum tempo isso pode ter sido bom para sua carreira. Mas a marca do grande artista, do gênio, é a subversão. Não só ao que acontece ao seu redor, mas até de si mesmo. Ele subverteu a sua própria forma de trabalhar e foi atrás da música em estado bruto, montando com seu repertório as quilhas que estabilizam sua navegação nesse mar aberto de possibilides.

Com todo esse virtuosismo e abrangência, Six Cups of Rebel se posiciona com importância também no panorama musical de 2012. O mundo da música, mais específicamente a eletrônica, tende ao formulaico. A figura do DJ é responsável por isso, de certa forma. Produtores e compositores não pensam somente no "usuário" final da música, mas também no intermediário. Como a esmagadora maioria dos DJs (dos caseiros aos "top djs") tende a focar seu repertório em uma única fatia do espectro musical, muitos produtores acabam por facilitar o trabalho de quem divulga suas músicas, entrando em fórmulas prontas que vão colocar suas faixas em charts, sets, mixtapes, enfim... na boca do povo.

Em 2012, esse engessamento do pensamento na música eletrônica chegou a um dos pontos mais críticos de muitos anos. O eterno loop de afirmação <-> negação (minimal <-> maximal) é uma má ideia. A repetição de temas já desgastados, como house e techno, não leva a nenhum lugar novo. Os revivals dão pano pra manga por um certo tempo; de dois em dois anos, muda-se o baú revirado, e mais uma batelada de lançamentos com cheirinho de pó. O dubstep começa o seu processo de autofagia, se mastigando e regurgitando belos momentos, mas quanto mais mastigado, mais debilitado. Não é dizer que não haja bons lançamentos dentro de suas "gavetas". Mas as revoluções acontecem dentro de um universo finito e o "big picture" em nada se altera.

Nesse sentido, o momento da música eletrônica de hoje é muito similar ao momento vivido na década de setenta por virtuosos como Chic Corea, Stanley Clarke, John Mclaughlin, Herbie Hancock e até mesmo Miles Davis. Na época, havia muita gente muito boa em seus estilos, mas que simplesmente não faziam a música andar para frente. O fusion, uma mistura de influências diversas sob uma base conceitual e estilística (o jazz), mostrou músicos extremamente proficientes levando a música às suas últimas consequências, mergulhando de cabeça no caldeirão ácido e tentando voltar pra contar alguma coisa.

É exatamente isso que Hans-Peter Lindstrom faz em Six Cups of Rebel, pegando todas suas influências e trabalhando de forma extremamente habilidosa em cima do framework seguro das batidas 4x4 (e quando não 4x4, ao menos em um ritmo constante, pulsante). Todos os elementos que compuseram até hoje sua discografia (a disco music, o funk, as experimentações sintetizadas, a sensibilidade harmônica, o gancho) aparecem em Six Cups of Rebel de forma amplificada, exploradas ao máximo. Pegue "De Javu": a faixa tem o baixo galopante e o swing característico de todas as suas produções, mas vai muito mais além, com trabalhos vocais curiosos, efeitos extremamente amalucados, um interlúdio de acordes, transposição de tons... enfim, um desbunde de composição.

Utilizando essa estrutura reconhecível mas amplificada, o cara cria músicas labirínticas, furiosas, cheias de sangue correndo das veias. A faixa "Magik" talvez seja o maior exemplo disso. Uma estrutura completamente inusitada, diversas passagens diferentes com climas distintos, tudo operado de forma magistral e harmonicamente fora de série pelas mãozinhas do produtor norueguês. E tudo isso com um bom-humor e ironia que caracteriza quem está voando acima das nuvens. Nesse sentido, o disco deixa a frieza nórdica de lado e se aproxima do bom humor dos funkeiros americanos de responsa. É uma outra dica de que talvez Lindstrøm esteja mesmo pesquisando a música progressiva norte-americana da metade dos anos 70.

O segundo disco da carreira de Lindström nos faz acreditar novamente na música. Abstrações e reducionismos, criações de fórmulas e elaborações conceituais. Tudo isso pode até ser muito legal em algum momento, mas a música nua e crua, voráz e desempedida de elocubrações é o motivo que nos fez gostar de música em primeiro lugar. Pessoas que esmerilhavam guitarras e faziam solos muito doidos. Hans-Peter Lindstrøm entrou em ebulição neste disco de tal forma que, por vezes, é até difícil acompanhá-lo. Volto a bater na tecla: ninguém se lembra do guitarrista que estava fazendo a base, só do que estava fazendo o solo. Só música rebelde e provocativa, como a apresentada por Lindstrøm neste disco, entra para a história. Pena que, talvez como o Return to Forever ou o Mahavishnu Orchestra (bandas que entraram para a história por seu arrojo e proeza), esse disco fique limitado a um secto pequeno de seguidores.
Festival Baixo Centro começa nessa sexta-feira
Evento acontece do dia 23 de março até o dia 1 de abril.
Postado por: Equipe rraurl.com
22.03.12 14:201 comentário
Festival Baixo Centro começa nessa sexta-feiraAcontece em São Paulo a partir dessa sexta-feira (23) o festival Baixo Centro. O evento contará com diversas atividades multidisciplinares que visam levar cultura e entretenimento para uma região da cidade um tanto quanto carente desse tipo de iniciativa. O festival, organizado pela Casa de Cultura Digital (CCD), ocupará bairros como Santa Cecília, Campos Elíseos, Barra Funda e República, na região que se convencionou chamar de Baixo Centro.

A Casa de Cultura Digital, cuja sede se localiza numa pitoresca vila de imigrantes italianos bem no coração do Baixo Centro, organiza o festival a partir do seu núcleo cultural. Para quem não sabe, o CCD funciona como um fomentador de ideias voltadas ao universo pós-digital, com a participação ativa de mais de 50 pessoas que colaboram em projetos, propõem discussões e organizam eventos como este.

O festival Baixo Centro nasce envolvido nesta aura web 2.0. Todo o evento foi desenhado para ser descentralizado, auto-gerido e independente. Os projetos foram inscritos e selecionados de forma colaborativa. Serão mais de 100 atividades, distribuidas até o dia 1 de abril. As atividades vão desde cinema a céu aberto, um pique-nique open source (onde os participantes estão convidados a compartilhar não somente alimentos e bebidas, mas a levar também seus pendrives e hard-disks pra compartilhar outras coisas), campeonatos de futebol auto-geridos, Yoga ao ar livre e assim vai. Para fechar, toda e qualquer obra gerada durante o festival será licensiada sob o regime de copyleft.

O festival Baixo Centro também buscou uma forma independente de se custear. Olha o Crowdfunding aí de novo! Através do site catarse.me, a organização do festival coseguiu arrecadar mais de 17 mil reais. Além disso, o Baixo Centro realizou leilões colaborativos que ajudaram a pagar a conta total. Isso tudo aponta em um caminho interessante onde os eventos culturais não dependem mais da boa vontade da máquina pública para acontecerem. Em um panorama cultural onde o governo não oferece as alternativas adequadas (leia-se total abandono da cultura pela atual gestão da cidade), a sociedade enfim arregaça as mangas e começa a viabilizar suas próprias manifestações.

Quem é de música e dança, poderá aproveitar atividades como oficinas de maracatu, shows e também, olha só, uma Voodoohop no Minhocão. A festa, que tem sua trajetória intimamente ligada ao centro da capital paulista, acontece no domingo (25) a partir das 15h. Os entusiastas saem em procissão festiva, percorrendo o trajeto do monolítico elevado Costa e Silva ao som de ritmos brasileiros e eletrônicos.

Da Rua Barra Funda até a Duque de Caxias, um montão de atividades das mais diferentes compõe o festival Baixo Centro.
Da Rua Barra Funda até a Duque de Caxias, um montão de atividades das mais diferentes compõe o festival Baixo Centro.



Quem quiser conferir a programação completa do festival Baixo Centro, pode acessar esse site bem bonitinho que dispõe todas as atividades por cima do mapa da região. É só ocupar e se divertir.
Confira a nossa lista com 10 dos principais lançamentos previstos para 2012
Squarepusher, Hot Chip, Santigold, M.I.A, Orbital e Laurent Garnier são alguns dos destaques
Postado por: Stefanie Gaspar
22.03.12 01:005 comentários
Confira a nossa lista com 10 dos principais lançamentos previstos para 2012Santigold

2012 mal começou, mas já promete muitos lançamentos incríveis para os próximos meses. Compilamos alguns dos nossos álbuns favoritos para a corrida de melhores discos do ano - com a presença de Santigold, M.I.A, Hot Chip, Lone, Laurent Garnier e Squarepusher.

Santigold

Depois do sucesso de seu primeiro álbum, lançado em 2008, Santigold (antes Santogold) retorna em 2012 com seu segundo trabalho de estúdio, Master of My Make-Believe, que chega às lojas no dia 1 de maio pela Atlantic Records. Para dar um gostinho do trabalho, ela soltou o single "Disparate Youth", que começa bem com teclados new-wave e guitarras fortes e dá uma boa esperança para os fãs da cantora.

Em entrevista à Pitchfork, Santigold afirmou que está desapontada com o estado atual da música - e que pretende mudar isso com a chegada de seu novo álbum. "Está muito difícil encontrar arte de verdade. A fanfarra, o barulho e o exagero tomaram o lugar do conteúdo. Ninguém precisa fazer música boa hoje para fazer muito sucesso. Eu assisti esses tempos uma premiação musical na TV e comecei a chorar. Eu me sinto muito triste em viver em um mundo no qual as pessoas querem ouvir música ruim. Sinto muito, mas o LMFAO tocando no Super Bowl? Desde quando eles são uma banda de verdade?", reclamou ela.

Master of My Make-Believe vai contar com as participações especiais de Greg Kurstin, Switch, do duo Major Lazer, Dave Sitek, do TV on The Radio, e Nick Zinner, do Yeah Yeah Yeahs.



M.I.A

Após lançar três trabalhos oficiais, M.I.A retorna com um novo álbum, ainda sem título. Como sempre, a cantora adiantou pouca coisa do processo criativo do disco, mas ao menos soltou uma boa prévia do que será o álbum: o primeiro single do trabalho, "Bad Girls", aposta em uma base sintetizada com temas orientais e um groove forte o suficiente para lembrar os melhores momentos de sua produção. A música ganhou um clipe dirigido por Romain Gavras, que assinou o vídeo de "Born Free" - na época, o clipe foi banido do Youtube por suas cenas de violência explícita.



Hot Chip

No dia 12 de junho o Hot Chip lança In Our Heads, seu primeiro álbum pela Domino Records. Sobre o trabalho, Joe Goddard afirmou que a banda pretende continuar trabalhando sua sonoridade habitual. "De fato, soa basicamente como o Hot Chip que vocês conhecem. O álbum foi mixado em uma mesa construída por Conny Plank (produtor do Kraftwerk), e o resultado final, para nós, é incrível. É uma continuação de nossa sonoridade de sempre a partir da visão de diferentes tipos de dance music", explicou, em entrevista ao semanário NME.

Por enquanto, a banda só soltou uma prévia do disco, "Flutes", que também ganhou um clipe:



Lone

O inglês Matt Cutler, mais conhecido como Lone, começou sua carreira experimentando com sonoridades do techno, do hip hop e do hardcore. Depois de alguns lançamentos mais voltados para uma estética sonhadora e etérea, o produtor lança no dia 7 de maio Galaxy Gardens, um álbum totalmente voltado para a pista, com muitas texturas e uma vibe anos 90.





Laurent Garnier

Muita coisa pode mudar em alguns anos - e o prolífico Laurent Garnier é prova viva desse processo. Depois de afirmar, em uma entrevista para a Resident Advisor em 2009, que a gravadora Ed Banger reunia tudo que ele desprezava no cenário da música eletrônica ("eles são o exemplo perfeito de como a coisa funciona quando toda a preocupação é voltada para o marketing - mesmo que não exista música nenhuma no meio disso"), Garnier lança ainda em 2012 um EP pela mesma Ed Banger. Por enquanto, a data de lançamento de Timeless ainda não foi definida.



Soul Clap

O duo de Boston lança em abril seu primeiro álbum, EFunk. Inspirado pelas sonoridades do pop, do soul e do R&B, além da forte influência da house music, o duo pretende em seu primeiro lançamento oficial deixar um pouco de lado seu repertório habitual para discotecagens em festas e festivais.

"Esse álbum conta a história de como a música funciona em nossas vidas. Essa música é completamente diferente do que faríamos caso esse fosse um EP ou um set - não pensamos nesse trabalho como algo para a pista de dança, e sim em um disco que as pessoas queiram colocar para tocar em casa quando estão de boa com os amigos", afirmou a dupla para o Resident Advisor.

Daft Punk e Nile Rodgers

A parceria história entre Nile Rodgers e o Daft Punk começou este ano e promete render um álbum histórico. "A história é engraçada - eu conheço os caras do Daft punk há algum tempo, mas nunca fomos muito próximos e jamais tivemos a oportunidade de passar um tempo juntos trocando ideias. Mas agora finalmente passamos horas e horas juntos gravando e falando sobre música, e foi incrível! Todas as músicas deram certo e quando demos conta estávamos dançando na minha sala de jantar", afirmou Nile Rodgers sobre a parceria. Por enquanto não dá para saber muito coisa dessa união, mas com certeza é um projeto que merece ser acompanhado de perto.

Orbital

Nem oito anos de hiato impediram o retorno do Orbital, que chega a 2012 com vontade de retomar sua carreira. Intitulado Wonky, o disco chega às lojas oficialmente no começo de abril com a participação de Lady Leshurr e Zola Jesus. Ouça abaixo o single "Never".



Squarepusher

Uma das atrações do Sónar São Paulo, o produtor e engenheiro Tom Jenkinson, aka Squarepusher, chega no dia 14 de maio com Ufabulum, pela Warp. "Há algum tempo, comecei a pensar no conceito de música eletrônica pura novamente. Algo extremamente melódico e, ao mesmo tempo, agressivo", explicou ele sobre o disco.

Considerando o currículo de Jenkinson, que é um completo geek musical (com álbuns históricos como Ultravisitor e Go Plastic) e viciado na ligação misteriosa entre experimentações de áudio e tecnologia, vem coisa boa por aí.

Ital - Hive Mind
Sensibilidades pós-digitais em contato com a estrutura clássica house.
Postado por: Thiago Freitas
19.03.12 15:202 comentários
Ital - Hive MindUm assunto que parece ser fonte para infinitas meditações é a house music. A cada nova geração que se depara com esse período de gênese das possibilidades eletrônicas, uma nova re-interpretação. O compositor Daniel Martin-McCormick tem no currículo dois projetos bem experiementais que tem um relativo sucesso, o Mi Ami e o Sex Worker. Ambos lidam com a música de forma entorpecida e diluída. Mas com o Ital, o cara foi rumo ao infinitamente narcótico, estruturas infinitamente líquidas.

Hive Mind, o primeiro lp do Ital, já se inicia dessa forma. Um gaguejar neurótico, ilógico e randômico repete "it doesnt matter if you love him", por cima de uma batida seca que nos lembra do tradicional andamento 4 x 4 de Chicago. A canção evolui de forma caótica e só é resgatada do redemoinho por uma derretida sequência de acordes sintetizados. Tão incomum quanto o lampejo de Whitney Houston que acontece durante a música.

Esse tipo de neurose claustrofóbica se repete pelo disco. Muito além da psicodelia descompromissada e amigável, as viagens propostas por Martin-McCormick são mais nebulosas. O Ital se aproxima a turma pós-digital (gente que abusa das possibilidades digitais sem compromissos e vem tirando dos seus computadores os sons mais inusitados da atualidade, como oOoOO e a turma da tri-angle) com paisagens amedrontadoras, como o vale escuro pintado na faixa "Privacy Settings", que desce entre duas colunas maçicas de pedra negra por onde se ouve lá do topo uma alcateia feróz à espreita.

Martin-McCormick se aproxima do pós-digital sem se tornar muito caricato. A onda pós-digital cai muito fácil em alguns tipos de clichês. Martin-McCormick fala da expansão infinita do conteúdo e das possibilidades de nossos cérebros também se expandirem para acumular esse conteúdo, sem o arquetipo hippie de "nova-era". Ele até esbarra na cafonice ao falar de Aliens e traz uma arte de capa bem encaixada na última modinha de design. Mas o Ital foge disso tudo emprestando da house music a sua estrutura fundamental.

E por fundamental, entenda-se ritmo, dinâmica. Tudo aquilo que caracteriza sonicamente o house em sua essência. Kicks 4x4, build-ups climáticos e breaks apoteóticos, como na derradeira "Floridian Void". E ao mesmo tempo, é um design de som muito mais próximo ao acaso e experimentação do que outros "filósofos" da house music, como Blondes e Wolf & Lamb, que emprestam do house também o conteúdo histórico e social. O som do Ital é espalhado como uma rede, tocando ao mesmo tempo vários pontos e agrupando significados. Nada é de uma só forma dentro dessas composições (talvez venha daí a sensação claustrofóbica). A cada instante uma referência se choca com outra e causa uma nova intepretação dela mesma, de modo que Hive Mind é conciso sem ter uma temática ou iconografia sonora definida.

Fronteiriço e agressivo, distante e caótico. A meditação sobre a house music feita pelo Ital talvez prenuncie o esgotamento desse novo ciclo de re-interpretações da música de Chicago, que esteve bem presente no panorama musical dos últimos dois anos. Talvez quando todos estiverem falando de alguma outra coisa, Martin-McCormick venha com sua picareta e derrube outra parede de significados.
Semana reúne novas de Hot Chip, Fiona Apple, Photek e Gossip
Ouça os principais lançamentos da semana
Postado por: Stefanie Gaspar
16.03.12 16:001 comentário
Semana reúne novas de Hot Chip, Fiona Apple, Photek e GossipFiona Apple

Pra fechar a semana em um bom ritmo, reunimos os lançamentos mais legais dos últimos dias e que fizeram a alegria (ou a tristeza) da nossa equipe. Tem de Edward Sharpe & The Magnetic Zeros, Gossip e Fiona Apple a Photek e Pional. Vem com a gente e dá o play!

Dois meses antes do lançamento de seu aguardado novo álbum, Here, o Edward Sharpe & The Magnetic Zeros já começou a mostrar diversas novas músicas em seus shows mais recentes. Em sua apresentação no festival SXSW, a banda soltou a inédita Milton, que mostra que o grupo continua apostando em sua sonoridade habitual: muitas palmas, instrumental pesado e melodias fortes.



Dando a primeira prévia de seu novo álbum, A Joyful Noise, o Gossip liberou na web o single Perfect World, produzido por Brian Higgins (que já trabalhou com Kylie minogue, Girls Aloud e Pet Shop Boys). De acordo com a vocalista Beth Ditto, sua principal inspiração não só para a faixa como para o disco foi o repertório do Abba, que ela escutou "compulsivamente durante um ano" no estúdio. O resultado? Sonoridade anos 80, refrão grudento e espírito radiofônico - por sorte, a faixa não passou pela super compressão habitual dos hits pop dos últimos anos, e traz um som típico de arena com o baixo dominando a canção, a bateria com reverb e os vocais fortes de Beth Ditto.



Depois de um hiato de sete anos, Fiona Apple retorna em breve com um novo álbum, The Idler Wheel is wiser than the Driver of the Screw, and Whipping Cords will serve you more than Ropes will ever do (pois é). Por enquanto a cantora não soltou nenhuma música oficialmente, mas já começou a mostrar seu novo repertório em shows recentes. Ouça abaixo Anything We Want e Every Single Night, tocadas no show da cantora no SXSW:





O Hot Chip, outro grupo que lança novo álbum ainda este ano (In Our Heads, previsto para junho), soltou uma prévia de seu trabalho com a faixa Flutes. Pelo jeito, vem coisa boa por aí.



Um dos nosso lançamentos favoritos da semana veio do produtor britânico Photek, que está se preparando para soltar seu mix para a série DJ Kicks. A inédita No Agenda é a primeira prévia do lançamento, que segundo ele pretende resgatar sets clássicos nos quais é possível seguir uma jornada por meio da música. "Quero criar uma experiência mágica para quem der o play. Quero que seja algo clássico, emocionante, com personalidade própria. O mix traz faixas inéditas do produtor, além de músicas de artistas como Kromestar, Synkro e Sepalcure.



No ano passado, o produtor de Glasgow Debukas lançou um EP homônimo pela 2020 Recordings. No fim de março, ele retorna com Pleasure Patterns, que traz um remix de Pional, que você pode ouvir logo abaixo.



Pra fechar o dia bem, a dica é a mix de março do The C90s, que vai de John Talabot e Mike Simonetti a Lightyear e JNL.

Selo carioca Penetra Records começa 2012 com a proposta de trazer novos talentos da eletrônica
Leo Justi e Strausz são alguns dos destaques do catálogo
Postado por: Stefanie Gaspar
15.03.12 12:00Deixe seu comentário
Selo carioca Penetra Records começa 2012 com a proposta de trazer novos talentos da eletrônicaLeo JustiFevereiro de 2012 começou com um novo selo para a música carioca: o Penetra Records, um dos braços do portal Party Busters. Por enquanto, a iniciativa é pequena e dá para saber pouca coisa sobre os caras, mas vale a pena dar uma fuçada nos primeiros artistas divulgados e ficar de olho no que vem por aí nos próximos meses.

O principal destaque da escalação do selo é o produtor de música eletrônica Leo Justi, filho de um oboísta e uma pianista. O músico, que começou a estudar violino aos oito anos, hoje faz uma mistura de kuduro, baile funk e diversas influências da eletrônica. Depois de lançar diversos remixes e comandar várias festas no Rio de Janeiro, o produtor se prepara para o lançamento de seu primeiro álbum, previsto para 2012.







Outro destaque do line-up da Penetra Records é o antigo designer e atual produtor Camara, que já remixou The Rapture, Stevie Wonder, The Magician e Azari & III. Dá para ver as faixas do cara aqui. Também parte do selo, o duo SO&SO, formado por Duda Pedreira e Rafael Salim, seguem o mesmo caminho de Camara ao unir influências do indie e da eletrônica em remixes simples. O repertório de ambos os artistas, entretanto, permanece pouco desenvolvido e ainda precisa ser visto mais de perto no futuro. O SO&SO sai na frente na hora de definir suas influências com este mix, o primeiro lançado pelo selo, mas pouco ainda foi divulgado a respeito do trabalho autoral dos artistas.



O último artista da Penetra é o Strausz, que mistura influências da cultura pop, da televisão e do Youtube na hora de criar uma música eletrônica repleta de reverbs, elementos do electro e texturas maximalistas. Embora seja o artista do selo que menos tenha apresentado material até o momento, a intenção de misturar diferentes influências e a vontade de arriscar um pouco mais em algo menos seguro já faz com que seu trabalho chame mais atenção. Seu EP de estreia, "Garoto Nacional", trará remixes de Leo Justi, do produtor Circuitbored e do trio Jakarta Mjolnir.



Ainda com poucos lançamentos e catálogo díspar, vale ficar de olho para ver como a Penetra Records vai enfrentar 2012.
Bandas e o crowdfunding
Os independentes vão atrás da força do público para viabilizar seus projetos.
Postado por: Equipe rraurl.com
12.03.12 14:301 comentário
Bandas e o crowdfundingO conceito de crowdfunding já se provou viável para o universo musical independente no Brasil. Crowdfunding, ou financiamento por conta do público, é algo novo que vem ganhando espaço no país há pouco mais de dois anos. A ideia é que pessoas com bons projetos podem disponibilizá-los ao público, que pode literalmente comprar ou não a ideia. Existem plataformas como o catarse.me e o movere.me que servem de vitrine para esses projetos, que vão do mais trivial aos mais complexos.

No Brasil, o exemplo de maior sucesso de todas as modalidades de projetos é sem dúvida o Queremos, que acontece no Rio de Janeiro. O Queremos funciona de forma um pouco diferente. É centralizado e os projetos são propostos pelo grupo de produtores que viabiliza os diferentes shows com o financiamento do público. O Queremos já levantou o suficiente para realizar 20 shows na capital carioca (incluindo artistas de grosso calibre como LCD Soundsystem e Primal Scream), contrariando a noção de que o mercado independente do Rio não teria capacidade para absorver muitos desses shows e investimentos. O próximo show na agulha é do Foster The People, que os cariocas já garantiram e vão assistir no dia 4 de abril.

O crowdfunding é uma grande saída para bandas que querem evitar modelos centralizados e desejam se manter independentes. O Autoramas, que já goza de um público fiel, embarcou no mundo do crowdfunding e conseguiu financiar toda a gravação do seu último disco, Música Crocante, através do site Embolacha (focado exclusivamente em projetos musicais). Tatá Aeroplano, vocalista do Jumbo Elektro, e nome forte da cena independente paulistana também está no Embolacha para financiar o restante da produção do seu primeiro disco. A situação para ele, contudo, está bem apertada, com apenas 4 dias faltando para o final do período de arrecadação e apenas 19% da verba arrecadada.

O Copacabana Club, que lançou seu LP de estreia no ano passado por conta própria, está entrando no crowdfunding pra financiar a primeira turnê pela Inglaterra. Os Copas, que já deram suas bandas pelo mundo se apresentando no Sxsw e em várias cidades americanas, têm agora 6 shows marcados no mês de maio ao redor de Londres, em lugares hypados como o Boiler Room e o Hoxton Square Bar & Kitchen. Segundo a vocalista do grupo Caca V., os cachês "quase simbólicos" oferecidos pelas casas de show londrinas tornavam impossível que a banda viajasse para os shows. A alternativa encontrada foi contar com a ajuda dos fãs.

O Copacabana Club entrou na onda crowdfunding para financiar sua primeira turnê londrina.
O Copacabana Club entrou na onda crowdfunding para financiar sua primeira turnê londrina.



Em troca do esforço do público, a banda oferece diversos tipos de recompensas, de acordo com o investimento, que vão desde eco-bags e fotos autografadas até drinks festivos com a banda no camarim de algum show próximo ao ganhador. A banda de Curitiba tem duas semanas para levantar o valor de R$ 6.000 para viabilizar a turnê. Até o momento, a banda tem aproximadamente 25% do valor. Para os fãs, é a chance de fazer a banda se afirmar ainda mais e garantir sua existência por um período maior. Quem quiser saber mais sobre a turnê e quiser contribuir com a vaquinha, pode se informar aqui.

A viabilidade desse tipo de projeto só depende do público e surge como alternativa forte em um mundo onde as grandes gravadoras se tornam cada vez menos importantes como elemento central, ao mesmo tempo que se tornam mais e mais receosas de investir em projetos musicais, ponderando sobre a improbabilidade do retorno do investimento. E assim segue a semi-utopia da música independente.
Dicas para o fim-de-semana
House, detroit revival e techno bem representados nesse final de semana por Lee Foss, Lone (foto) e Anderson Noise.
Postado por: Equipe rraurl.com
08.03.12 09:551 comentário
Dicas para o fim-de-semanaUPDATE: O inglês Lone teve problemas de saúde e não vai poder vir ao Brasil. Too Bad. A festa no Rio continua com o mesmo line-up e na D-Edge o live-act do Click Box preenche a lacuna, mais Guilherme Picorelli e Max Underson.

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Lee Foss no D-Edge

Sem o medo do trocadilho, Lee Foss é um dos nomes mais quentes da música de pista ao redor do mundo. Lee dedica-se em tempo integral a fazer música desde 2008. Seus releases por selos como Wolf + Lamb e Hot Creations são exercícios sobre a ciência de fazer pistas entrarem em ebulição em fogo lento, e trazem influências do funk e da disco dos anos 80, depurados para os seus elementos mais básicos. O resultado é house do mais fino. Lee Foss também assina como Hot Natured, ao lado de Jamie Jones. Além de produtor interessante, Lee é dj de mão cheia. Pra quem quiser uma amostra, vale a pena ouvir o podcast do cara pro Resident Advisor (que já não está mais online, mas é fácil de achar para os mais curiosos) em dezembro do ano passado.

Lee toca no D-Edge nessa sexta-feira (dia 9) no projeto Freak Chic, ao lado do habitué alemão Phonique, Renato Ratier + Leo Janeiro, Felipe Charret e Luciano R.

clique aqui para mais infos

Lone no Rio e em São Paulo

Aqui no rraurl o Lone é muito bem quisto. O jovem produtor inglês surgiu para o mundo com o chapado disco Ecstasy and Friends, em 2009, que trazia ambiências naturalistas muito comparáveis às produzidas pelo Boards of Canada. Em 2010, Lone soltou Emerald Fantasy Tracks. O disco mostrou um Lone revivalista e alegre, estudando os meandros de grooves feitos à partir de Roland TR-909 e TB-808. Hoje, Lone lança suas mais recentes produções pelo lendário selo R&S Recordings e está prestes a lançar Galaxy Garden, seu terceiro LP que deve explorar ainda mais as sonoridades mais upbeat de Detroit.



Lone vem para o Brasil pela primeira vez e se apresenta no Rio e em São Paulo. No Rio de Janeiro, o cara se apresenta no Studio Clube, na sexta-feira (dia 9), ao lado de Chico Dub, Gustavo Mm e Rodrigo S. Em São Paulo, o inglês se apresenta no D-Edge, no projeto Mothership, ao lado de Kenzo Tominaga.

Mais infos Lone no rio
Mais infos Lone no D-Edge

Anderson Noise comemora 24 anos de carreira

Chega de charola!!! Pois é, um dos caras com menos papas na língua da música eletrônica brasileira faz nada mais nada menos que 24 anos de carreira. Anderson começou em festas de clima bem familiar, onde sua própria mãe cuidava do caixa, em Belo Horizonte e nesse período todo de carreira conseguiu se tornar um dos djs brasileiros de maior reputação ao redor do mundo. Anderson toca nessa sexta-feira no Clash Club, em São Paulo, e vale a pena estar presente para ver um cara acima de qualquer suspeita e no auge da forma.

Confira um guia com os principais shows e festivais do primeiro semestre
Sónar, Lollapalooza e shows solo de Thurston Moore, tUnE-yArDs e A$AP Rocky são alguns destaques
Postado por: Stefanie Gaspar
06.03.12 12:00Deixe seu comentário
Confira um guia com os principais shows e festivais do primeiro semestreJohn TalabotCom o mercado de shows internacionais no Brasil crescendo a cada ano, 2012 começa com uma agenda intensa para fãs de todos os estilos. Além de apresentações de artistas como Morrissey, Thurston Moore, Bob Dylan, Mark Lanegan e os inéditos no Brasil The Naked and Famous, Kurt Vile, tUnE-yArDs e The Vaccines, o ano começa com a estreia de dois grandes festivais em território brasileiro: o Lollapalooza e o Sónar, que trazem atrações do mainstream e do underground em março e maio.

Veja abaixo os shows já confirmados para o primeiro semestre de 2012:

Gruff Rhys - Depois de passar pelo Brasil com o Super Furry Animals em 2009, Gruff Rhys retorna ao país com sua turnê solo. O músico faz dois shows por aqui: um na festa Tête-à-Tête ao lado de Fernanda Takai e John Ulhoa, e outro sozinho no dia seguinte.
Quando: dias 7 e 8 de março
Onde: Studio SP - Rua Augusta, 591
Quanto: de R$ 40 a R$ 60



Morrissey - O músico, que está em turnê com seu álbum mais recente, Years of Refusal, de 2009, chega ao Brasil para três apresentações: SP, RJ e BH.
Quando: dias 7 (BH), 9 (RJ) e 11 (SP) de março
Onde: Chevrolett Hall, em BH, Fundição Progresso, no RJ, e Espaço das Américas, em SP.
Quanto: de R$ 120 a R$ 340

The Naked and Famous - Inédito no Brasil, o quinteto da Nova Zelândia The Naked and Famous chega por aqui para divulgar o álbum Passive Me, Agressive You, de 2010.
Quando: dias 15 (RJ) e 16 (SP) de março
Onde: Circo Voador (Rua dos Arcos S/N), no RJ, e Cine Joia (Praça Carlos Gomes, 82), em SP.
Quanto: de R$ 50 a R$ 100

Atari Teenage Riot - Depois de se apresentar no Brasil em 1998, os alemães do Atari Teenage Riot retornam ao país com a turnê do álbum Is This Hyperreal?.
Quando: 23 de março
Onde: Cine Joia - Praça Carlos Gomes, 82
Quanto: R$ 75 (lote promocional)

Lollapalooza Brasil - Estreando no Brasil sob o comando de Perry Farrel, o festival traz em seu line-up shows de Foo Fighters, Arctic Monkeys, Skrillex, Jane's Addiction, TV On The Radio, MGMT, Calvin Harris, Friendly Fires, Peaches e os brasileiros Racionais MCs, Wander Wildner, Plebe Rude e Garage Fuzz.
Quando: 7 e 8 de abril
Onde: Jockey Club - Av Lineu Paula Machado, 1263
Quanto: de R$ 150 a R$ 300 (o primeiro dia já está esgotado)

Carl Barat - O ex-Libertines chega ao Brasil em abril e toca ao lado dos brasileiros do Black Drawing Chalks.
Quando: dia 12 de abril
Onde: Beco 203 - Rua Augusta, 609
Quanto: R$ 80



Thurston Moore e Kurt Vile - O ex-Sonic Youth Thurston Moore e o músico Kurt Vile fazem uma turnê conjunta que passa pelo Brasil em abril. Vile abre o show com o repertório do álbum Smoke Ring For My Halo e do EP So Outta Reach, e Thurston Moore se encarrega da apresentação principal com as músicas de seu álbum solo Demolished Thoughts.
Quando: 12 de abril
Onde: Cine Joia - Praça Carlos Gomes, 82
Quanto: R$ 140

Mark Lanegan - o Ex-Screaming Trees Mark Lanegan se apresenta em SP com o repertório de seu novo álbum, Blues Funeral.
Quando: 14 de abril
Onde: Cine Joia - Praça Carlos Gomes, 82
Quanto: R$ 140



The Vaccines - Depois de cancelar sua apresentação no Planeta Terra 2011, o Vaccines chega ao Brasil com o repertório de seu álbum de estreia, What Did You Expect From The Vaccines?, além de músicas novas.
Quando: 18 (SP) e 19 (RJ) de abril de abril
Onde: Cine Joia, em SP, e Circo Voador, no RJ
Quanto: a partir de R$ 90

Bob Dylan - O músico chega ao Brasil com a habitual polêmica dos preços de seus shows, que em SP chegam a custar R$ 900.
Quando: 15 (SP), 17 (Brasília), 19 (BH) e 24 (POA) de abril
Onde: Citibank Hall, em SP, Ginásio Nilson Nelson, em Brasília, Chevrolet Hall, em BH, e Pepsi on Stage, em POA.
Quanto: de R$ 200 a R$ 900



tUnE-yArDs - A banda comandada por Merrill Garbus chega a SP com a turnê de seu álbum mais recente, o elogiado WHOKILL.
Quando: 2 de maio
Onde: Beco 203 - Rua Augusta, 609
Quanto: preços ainda não divulgados

Noel Gallagher - O ex-Oasis se apresenta com a turnê de seu álbum solo, High Flying Birds.
Quando: 2 (SP) e 3 (RJ) de maio
Onde: Espaço das Américas, em SP, e Vivo Rio, no RJ.
Quanto: de R$ 140 a R$ 340



Sónar São Paulo - O festival espanhol chega ao Brasil com um line-up de dar inveja: Bjork, James Blake, Squarepusher, John Talabot, Justice, Mogwai, Modeselektor, Hudson Mohawke, Four Tet, Little Dragon, Jeff Mills, Totally Enormous Extinct Dinossaur e os brasileiros Psilosamples, Gang do Eletro, Dago Donato, Gui Boratto, The Twelves, Silva e Bruno Belluomini.
Quando: 11 e 12 de maio
Onde: Arena Anhembi - Av. Olavo Fontoura, 1209
Quanto: de R$ 200 a R$ 450



Popload Gig com Theophilus London e A$AP Rocky - O festival organizado pelo jornalista Lúcio Ribeiro faz sua primeira edição voltada ao rap, com os shows de Theophilus London e o estreante A$AP Rocky, que lançou em 2011 a elogiada mixtape LiveLoveA$AP.
Quando: 24 de maio
Onde: Cine Joia - Praça Carlos Gomes, 82
Quanto: preços ainda não divulgados
Sónar anuncia nova batelada de nomes
Postado por: Equipe rraurl.com
06.03.12 11:259 comentários
Sónar anuncia nova batelada de nomesSim!! Você que já comprou ingresso pode comemorar MAIS UMA VEZ. Foram anunciados mais 15 nomes totalmente excelentes para a edição paulistana do festival Sónar. A curadoria do festival faz jus a tradição catalã e apresenta nomes muito legais, que ajudam a engordar a lista de atrações imperdíveis. Sem mais delongas, são eles: Cee Lo Green, Chromeo, Skream, Flying Lotus, James Holden, Rustie, James Pants, Criolo, Tiger & Woods, Maurício Fleury, Pazes, Nedu Lopes, Ktl, Munchi e Super Guachin.

Destacamos a volta de James Holden ao Brasil. Holden traz seu techno inspirado de volta ao país depois de passar por aqui no Nokia Trends de 2006. O mais legal é que apesar de não ter lançado tanta coisa nesse período, a discografia de Holden é tão única que se segura muito bem em 2012, com imaginação e força o suficiente para que ele seja um dos destaques dessa edição do Sónar.

O Chromeo também é outro destaque do line-up. A bola já havia sido cantada há alguns meses pelos gurus midiáticos e foi confirmada hoje. A dupla canadense Dave 1 e P-Thugg volta ao Brasil, após se apresentar em uma festa corporativa meia bomba para um punhado de gatos pingados. Para todos os fãs que ficaram frustrados na ocasião, esta aí mais uma chance para ver um show bem divertido, cheio de hits e charme. Outro que retorna depois de recente apresentação é o beatmaker mais estrelado dos últimos anos, Flying Lotus. O cara se apresentou no ano passado para um público bem interessado, mas deve ser legal ver o cara novamente no ambiente festival.

Nos vemos lá então?


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O que era bom acaba de ficar melhor. A organização do Sónar SP hoje divulgou mais 15 nomes que farão parte do line-up do festival. São eles: Mogwai, Squarepusher, Totally Enourmous Extinct Dinosaurs, Jeff Mills, John Talabot, Hudson Mohawke, Seth Troxler, Za!, Austra, Gui Boratto, DJ Marky vs DJ Patife, Gang do Eletro, M.Takara vs. Akin, Ricardo Donoso e Silva.

Como sempre, damos alguns destaques. O Mogwai é a segurança em forma de banda post-rock. Com a experiência de 10 discos nas costas, a banda escocesa incorpora a tradição das bandas shoegaze e coloca junto um algo a mais, uma violência controlada que faz da banda uma força musical interessante de se ver ao vivo. Os caras tocaram aqui no saudoso Free Jazz, numa noite que teve também Granddaddy e Sigur Rós. O último dos caras, Hardcore Will Never Die, But You Will, mostrou a banda no caminho do amadurecimento tranquilo, daquelas bandas que sabem muito bem o que estão fazendo. Showzaço.



Tom Jenkinson, aka Squarepusher, é um dos caras mais obcecados e malucos a fazer música nos últimos 20 anos. Dono de alguns dos discos mais emblemáticos de toda a IDM e do catálogo da Warp, como Ultravisitor e Go Plastic, Jenkinson ajudou a amplias as noções do que era possível se fazer com audio e tecnologia. Seu último projeto, o Shobaleader One, apresentava um formato banda, onde os músicos usavam capacetes com luzes, sincronizados com a música. Além de tudo, o cara é um prodígio do baixo, como você pode ver abaixo e é versado no léxico jazz como poucos da sua geração. Tem tudo pra ser uma das melhores apresentações do festival.



A organização ainda avisa que outros nomes também serão anunciados e pede para ficar de olho nos canais online para mais novidades.

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Rolou ontem em São Paulo a primeira coletiva de imprensa para confirmação do lineup inicial mais venda de ingressos, local e detalhes do Sónar São Paulo.

O evento acontece em São Paulo, dentro do Palácio de Convenções do Anhembi (em espaços cobertos, e não no Sambódromo, vale notar) nos dias 11 e 12 de maio de 2012. O lineup que vazou um dia antes da coletiva foi confirmado de imediato.

Além da headliner Bjork, que é atração confirmada do Sónar Barcelona, vem a dupla francesa Justice, que acaba de lançar novo disco e deve estar em extensa tour mundial em 2012. Também confirmados são os nomes do mago Kieran Hebden (o Four Tet), Little Dragon, James Blake, Modeselektor e a apresentação conjunta do compositor japonês Ryuichi Sakamoto com o vanguardista Alva Noto.

A parte brasileira não deve em nada no quesito qualidade. Dago Donato (das festas Explode! e Avalanche Tropical) e o mineiro Psilosamples são destaques ao lado de Bruno Belluomini, Emicida, Twelves.

Conforme anunciado na coletiva, esses lineup inicial responde por cerca de cinquenta por cento do lineup total do evento. Mais nomes, nacionais e internacionais, serão anunciados nos próximos meses. Chico Dub e Marcos Boffa são membros da equipe artística do Sónar São Paulo.

Os ingressos para o Sónar São Paulo entram à venda às 0h do dia 08/12/2011 no ingresso.com. (veja abaixo, os preços por lote).

O site oficial já está no ar em http://www.sonarsaopaulo.com.br. Siga o Sónar São Paulo no facebook e no twitter.



Primeiro Lote (08/12/2011 - 11/01/2012)

Sexta feira inteira: R$ 200
Sexta feira meia: R$ 100

Sábado inteira: R$ 200
Sábado meia: R$ 100

Passaporte 2 dias inteira: R$ 350
Passaporte 2 dias meia: R$ 175

Segundo Lote (12/01/2012 - 10/05/2012)

Sexta feira inteira: R$ 230
Sexta feira meia: R$ 115

Sábado inteira: R$ 230
Sábado meia: R$ 115

Passaporte 2 dias inteira: R$ 400
Passaporte 2 dias meia: R$ 200

Preços no festival

Sexta feira inteira: R$ 250
Sexta feira meia: R$ 125

Sábado inteira: R$ 250
Sábado meia: R$ 125

Passaporte 2 dias inteira: R$ 450
Passaporte 2 dias meia: R$ 225
Scuba - Personality
Postado por: Thiago Freitas
05.03.12 09:201 comentário
Scuba - PersonalityPaul Rose saiu de Londres em 2007, quando o mundo começava a falar mais massivamente de dubstep, e montou acampamento em Berlim. Nessa época, a capital alemã vivia o aftershock minimal. Como ja é da tradição berlinense, dos escombros novas possibilidades surgiam. Essa mudança diz muito sobre o tipo de artista que é Rose. Ao invés de sentar em cima do novo gênero que ganhava cada vez mais atenção do mundo e apenas colher os frutos, hasteou a bandeira do seu selo Hotflush em uma nova praia distante e deu início a re-construção do principado. A trajetória do Scuba também reflete a natureza evolutiva de seu pensamento. Em seus dois primeiros LPs, Rose começou a desenvolver uma paleta sonora muito própria e uma mentalidade progressiva, sem muito respeito por barreiras estilísticas. Seu segundo disco, Triangulations, apontava no caminho da fusão entre a bass music e ritmos menos quebrados, mais tradicionais da música de pista.



Tudo isso entrou em ebulição em 2011 com os lançamentos dos eps Loss e Adrenalin, sob o pseudônimo SCB. Esse parece ter sido um ponto de virada para Rose. Personality eleva todas as lições aprendidas nesses últimos releases à décima potência. O disco tem o funcionamento de um dínamo. Quanto mais ele roda nos toca-discos, mais energia gera. Quanto mais energia, mas evoluem de forma continua e progressiva as faixas. "Action" e "If Your Want" mostram a ligação direta das composições desse disco com os lançamentos enquanto SCB, porém adicionam novos sabores suficientes para que não pareçam requentadas. Se elas serviram para alguma coisa, foi para liberar de vez as amarras que podiam existir e promover a total sinergia entre as metades desconjuntadas da produção de Paul Rose.



Personality é também o trabalho mais colorido de Scuba. Esse colorido remonta à metade dos anos 90, em um dos momentos mais cheios de possibilidades e novidades da história da música eletrônica. Ecos de Crystal Method, The Orb e Underworld são ouvidos em faixas como "The Hope" e "Ignition Key". As timbragens e progressões de acorde do disco são muito abertas e ensolaradas, e ao ouvir faixas como "NE1BUTU" e "July" é quase impossível impedir que os músculos da face se contraiam em um sorriso. As influências são muitas: tem o drum'n bass de Roni Size, tem o prog house/breaks de 2005 de Luke Chable, tem Future Sound of London... talvez tenham sido estes os discos e artistas que levaram Paul Rose a querer se tornar quem ele é hoje.

Sob essa ótica, é curioso ver esse disco sendo produzido pelo mesmo Scuba que costuma dar entrevistas geniosas e que leva o seu trabalho como dj, produtor e dono de selo tão a sério. Fazer um disco como esse é quase como uma afirmação. Em Personality, Scuba afirma sua distância da corrida pela relevância. E ao fazer isso, se torna ainda mais relevante e único. O resultado final é leve porém certeiro, uplifting sem ser bobalhão. Mais um belo trabalho na discografia do Scuba.