Malika é a nova faceta da trompetista que toca na Virada Cultural neste fim de semana

Renomada em diversos cantos do Brasil e do mundo por ensolarar a moderna MPB com um trip hop tropical em torno do álbum "Respíre", a cantora e compositora Claudia Dorei retorna ao cenário após três anos de jejum trazendo o dubstep na linha de frente. "One" é o primeiro disco cheio do encontro inquietante de Claudia Dorei e o bass-maker Cavalaska em estúdio. Em paralelo às gravações de um álbum que iria suceder o seu rebento cool, entre outros remixes, Claudia se apaixonou pela bass music e encontrou novas alianças musicais com o produtor Cavalaska, dando luz ao seu lado mais eletrônico, sintético e caótico:
Malika.
O pseudônimo da cantora nasce flertando com os subgraves do dubstep intimista a la James Blake, em momento que a cantora resolve inovar geral em sua discografia. As letras surgem em inglês e o timbre vocal traz forte inspiração em Bjork e CocoRosie. Cavalaska experimenta livremente pelo campo da bass music atemporal com quebradas oriundas do jungle em várias faixas, "Two O'Clock" é das dançantes.
Na
Virada Cultural que acontece neste final de semana, a Malika vai tocar no palco da praça XV de Novembro às 21h no sábado. O show da Malika traz linguagem que mescla artes plásticas e teatro com cenografia e luz exclusivas, em espaço voltado para novidades da MPB.
"Estou bem empolgada e não me sinto na obrigaçåo de conquistar o público da MPB. Sabemos que o som da Malika não se enquadra na cartilha de representantes do Brasil, mas a Malika é isso, ela veio pra quebrar as fronteiras", revela Claudia Dorei em entrevista exclusiva para o Rraurl. Ela afirma que: "muitos apoiaram o album da Malika pelo crowdfunding! Recebo muitos feedbacks positivos pelo facebook, mas sei que tem muita gente esperando a continuação do "Respire".
Outra data de grande importância para o lançamento do álbum "One" está marcada para 15 de Junho no projeto Estéreo MIS, no Museu da Imagem e do Som de São Paulo. Malika vai cantar todo o potencial do álbum com nuances intimistas e minimalistas nos shows que tem ênfase nas performances visuais, ao lado de Cavalaska. Faixas como "One" e "Get It" são destaques ao vivo.
Os fãs da brasilidade de "Menina" e "Gentileza" podem conhecer e desfrutar da faceta urbanóide de Malika enquanto esperam pelo "lado A" de Dorei. "Vejo que está um pouco confuso pras pessoas porque elas ainda não entenderam que a Malika não anula a Claudia Dorei, apenas deixa ela tirar férias! Mas gostei tanto de cantar desse jeito que me dei a liberdade de guardar a continuação da Claudia Dorei pra 2013".
O tradicional trompete tocado por Claudia Dorei divide o espaço no trabalho de Malika com synths que viajam lindamente entre os pólos do espectro sonoro. O álbum "One" está disponível em streaming e há free downloads no
site oficial aqui.
Malika começou a aparecer no imaginário da compositora quando ela experimentava timbres que só a fonética inglesa poderia acomodar. Quando ouviu a primeira música nessa pegada, achou muito diferente do seu trabalho tradicional. "Ficou nítido que apesar de ser eu, era outra parte de mim. Uma parte menos romântica e mais humanitária, uma parte mais agressiva e revolucionária, então, quis brincar, assim como Fernando Pessoa, em ter outro nome".
Sobre a parceria eletrônica com o produtor que já foi escalado para trabalhar no "Respire 2", ela conta que: "eu e Cavalaska temos quase a mesma idade, então vivemos a cena eletrônica numa mesma época e coincidentemente, amávamos jungle! Então colocamos, quase como que fazendo uma ode ao nossos tempos".