Entrevista: Zola Jesus
Nika
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Entrevista: Zola Jesus
13.12.11 20:40
Um dos mais empolgantes discos de 2011 é o da jovem Nika Danilova, a Zola Jesus. A moça, russo-americana, foi destaque antes aqui no rraurl, acaba de lançar Conatus, elogiado álbum em que leva sua sonoridade dark e introspectiva à um patamar mais pop e (quase) dançante).

Nika pousa no Brasil em janeiro próximo: "Eu nunca estive na América do Sul, então estou bem animada de explorar uma nova área", conta.

Na entrevista abaixo, por email, Nika fala sobre sua empolgante performance ao vivo,
ligações com . Também entrega o que tem escutado ("Leos Janacek e Robert Hood") e comenta a mudança de visual. E não tem medo de extravasar essa originalidade toda: "Eu não me inspiro em ninguém. Ter heróis diminiu sua capacidade de ser você mesmo".



rraurl: Sua música acertou em cheio o público num momento em que tags como "darkwave" e "witch house" estavam em alta junto com outras manifestações experimentais de recorte estranho e obscuro. Você se sente conectada a alguma cena ou artisticamente próxima de outros artistas?

Não me sinto conectada a nenhuma cena. Minha música pode ter algumas similaridades mas é muito mais exploratória, para mim. Eu não estou tentando fazer música que se encaixe numa certa comunidade ou estilo, é mais uma questão de expressar uma idéia ou mensagem e de encontrar as diversas formas de comunica-la. Às vezes passa por coisas que já existem, mas às vezes é algo que você simplesmente não consegue definir. Eu prefiro quando acontece da segunda opção, pelo menos.

Conatus foi um disco bastante aguardado, me parece que você está construindo uma base de fãs bastante fiéis desde The Spoils. Como é lidar com as expectativas externas em relação ao seu trabalho?

É bastante satisfatório. Música para mim sempre foi algo profundamente pessoal, uma paixão interna, um canal para comunicar e entender o que acontece dentro de mim. Trazer uma outra pessoa [NT: o produtor musical Brian Foote] para dentro do processo me deixou ainda mais vulnerável. Mas eu gosto. Eu gosto do desafio e da oportunidade de repartir meu trabalho com outras pessoas. Me dá coragem para tentar novas coisas e me comprometer com o que eu acredito.

Suas apresentações são bastante enérgicas - você dança muito, toca vários instrumentos e parece se divertir o tempo todo. Não é um lado muito óbvio de sua música, normalmente contemplativa e séria. O que acontece com você quando sobe ao palco?

Quando eu estou no palco não há regras. As canções são refeitas a cada noite, a cada apresentação e evoluem para algo que é diferente do disco. E essas canções, por mais que sejam sérias, são ricas em alegria e energia. Eu tenho muito medo de me apresentar ao vivo, mas uma vez que estou lá a única coisa que posso fazer é ser honesta e deixar meu corpo e minha banda serem condutores para a música.

Que aconteceu com seu cabelo, porque deixou de ser morena?

Eu quis ficar loira porque é algo que nunca tinha feito antes. Eu precisava me empurrar de certa forma para a luz, ou estaria sempre presa na lama. Você tem que se permitir mudar, mesmo quando isso parece desconfortável, ou nunca vai crescer.





Zola Jesus no Clash Club
19/01/2012
Rua Barra Funda, 969
São Paulo
11 3661 1500
http://www.clashclub.com.br
Evento no Facebook

Gaía Passarelli
Gaía Passarelli
YYSSW
comentários
1 comentários
Arquimedes Diniz
0AprovadoQueima
Obrigado Gaía, lê essa entrevista só a poucos dias e não resiste ao som, virei fã da Zola Jesus. Mais uma vez obrigado!