Tratemos bem o rapaz. Ele pode simplesmente sair do palco a qualquer momento.
A figura do anti-herói já é algo bem definido nas mentes de todo mundo. Mas e o anti-band leader? Pode-se dizer que
Ariel Pink, o criador por detrás do projeto Ariel Pink's Haunted Grafitti é o modelo perfeito de uma pessoa que não é o que se espera de um líder de banda. Tímido e reservado, Ariel (nascido Ariel Marcus Rosenberg) foi criado em Los Angeles e estudou nos melhores colégios. Mas a sensação de não se encaixar sempre foi uma tônica da sua vida. Começou a compor faixas e gravar fitas cassete muito pequeno. Gravar tudo sozinho dentro do seu quarto era seu método de trabalho, e até mesmo seus shows eram solo. Isso só mudou em 2008 com a formação da banda que lhe acompanha até hoje.
Com nove discos gravados, muito deles com técnicas rudimentares no esquema fita cassete mencionado acima, Ariel é tanto um novato quanto um veterano. O cara vem para o Brasil em duas semanas para se apresentar no
Fourfest, do dia 15 de setembro, e no Circo Voador no Rio de Janeiro dia seguinte. Fizemos as já clássicas cinco perguntinhas para o rapaz, que respondeu de forma bem econômica.
Até bem pouco tempo, Ariel se apresentava sozinho. Hoje leva uma banda de apoio.

Você tem gravado música em fitas cassete desde que você era apenas uma criança pequena. Você ainda tem essas fitas? Como elas soam? Eu tenho algumas gravações. Há algumas que eu fiz com um amigo quando tínhamos apenas dez anos, mas eu comecei a gravar essas fitas com afinco com cerca de 17. As primeiras fitas eram bem rudimentares, barulhentas, e com muitos improvisos. Eu costumava fazer montagens e colagens. Durante esta época eu realizei muitas experiências. Eu gosto muito destas fitas.
Eu tenho que perguntar sobre "Round and Round". É uma canção que puxa todos em direção a ela, como se fosse uma música que todos já ouviram antes em algum momento de suas vidas, e traz de volta alguns sentimentos profundos. É pop porque todos podem se relacionar com ela, de uma forma ou outra. Quais são algumas das suas canções pop favoritas, canções que lhe inspiraram para escrever "Round and Round"? Difícil escolher favoritos, em geral.... inspiração é a sua própria inspiração.
The Doldrums, o disco que chamou a atenção da Paw Tracks para Ariel, já havia sido gravado muito antes do seu lançamento Eu tenho a sensação de que você é uma pessoa muito reservada. Como você se sente sendo o frontman de uma banda que tem recebido tanta atenção ao redor do mundo todo?Sou reservado, e sim, as vezes tudo isso pode ser um pouco demais para lidar. E volta e meia eu simplesmente saio do palco no meio de um show. Não é algo que eu planejo ou me sinto bem de fazer. Mas eu tenho que fazer o que eu sinto naturalmente. Eu me mataria se eu não tivesse essa escolha.
Do produtor de quarto para banda em turnê mundial. Você foi a um monte de lugares diferentes e tocou grandes públicos do mundo todo, e agora você está indo para o Brasil. Como você se prepara para isso? O que você espera? Meninas más e sexo bom!
Você é nostálgico do que? O dom da descoberta. Os anos onde tudo era novidade.