O hoje aposentado DJ
Tom Harding conversou conosco essa semana a respeito de sua nova carreira como representante legal do
The Laywer, e afirmou que não se arrepende de ter se afastado das picapes.
O ex-DJ de 36 anos lançou várias faixas e foi headliner do club Space em Ibiza e da mega-rave Dance Valley em 1999 - antes de ter largado tudo para entrar na faculdade de Direto em 2004 e ser empregado pela firma
Olswang logo em seguida.
"Ter escrito em seu currículo 'DJ profissional' é algo que os potenciais empregadores amam ou odeiam" afirmou ele em entrevista publicada no The Laywer. "Alguns olham e dizem não logo de cara, já que preferem alguém que tenha uma trajetória mais tradicional. Mas alguns pensavam 'hmm, esse cara pode ser interessante', e me davam uma chance", continuou.
Louis Osbourne também apareceu no The Laywer em 2004, quando a revista anunciou que a estrela do techno havia trocado suas músicas pelos livros e escolhido uma carreira mais "saudável" e menos insalubre. Mas ao contrário de Tom, Louis fez a faculdade em meio período, conciliando os estudos com sua carreira de DJ.
"Quando terminei a faculdade de direito eu tinha um lugar para continuar, mas nenhum contrato específico assegurado. Eram tempos de recessão, então as firmas pararam de procurar pessoas novas e de contratar trainees", explicou Osbourne. "Eu fiz algumas entrevistas em escritórios de advocacia em Londres, mas não rolou, então eu continuei trabalhando de DJ e percebi que era bem mais divertido do que ser um advogado. Fico feliz por ter desistido, porque hoje não consigo me ver como um advogado. Eu fiquei muito bem empregando a mim mesmo por doze anos, então acho que a estrutura tradicional e corporativa de trabalho simplesmente ia me expulsar do sistema!", afirmou ele. "Aliás, depois que
o Skrufff informou de maneira equivocada que eu estava me afastando da dance music para me tornar um advogado quatro anos atrás, eu decidi que era hora de retornar com toda a força possível para mostrar a vocês que ainda estou por aqui!", riu ele.
Tom Harding sugeriu que as habilidades empreendedoras que adquiriu viajando o mundo todo como DJ e lidando com gravadoras o ajudou a se integrar com facilidade ao mundo do Direto - embora Louis afirme que suas experiências foram bastante diversas.
"Eu levava meus estudos muito a sério na época e me ferrava de tanto estudar. Eu era um nerdzão, fazia todas as tarefas e todas as leituras. Eu chegava a levar meus livros comigo nos fins de semana e lia no avião enquanto ia para os shows. Quando estava nos hotéis eu também aproveitada para fazer pesquisa e outros trabalhos. Nada rock'n roll essa rotina", lembrou ele. "Meus colegas de classe sempre falavam dos pubs e clubs que haviam frequentado no fim de semana, enquanto eu fui direto do colégio para os shows e depois de volta para a sala de aula novamente. Eles me achavam bem estranho", admitiu.
Dois anos depois, ele está abarrotado de projetos musicais, trabalhando em faixas com
Jamie Anderson (sob o nome Osbourne & Anderson), criando seu selo de tech-house Mija Recordings, fazendo turnês sem parar e ainda arranjando tempo para retornar à Inglaterra após morar durante oito anos na Irlanda.
"Agora eu tenho a minha turnê, que estou desenvolvendo, ao mesmo tempo em que procura patrocínio para bancar isso tudo. Quando eu tiver mais detalhes, atualizo vocês. Aliás, agora minha esposa está de volta e é hora de passar um tempo com meus dois filhos".
O filho do notório festeiro Ozzy Osbourne afirmou também que é improvável que ele deixe a música novamente para tentar a sorte no mundo do Direito.
"Eu acabei indo para a escola de Direito em 2005 com a intenção de ficar mais preparado para lidar com o lado burocrático e financeiro de meu trabalho na música. Achei que era uma etapa natural, algo que seria bom para a minha carreira. Eu quis criar outras opções porque acho que ninguém fica fazendo a mesma coisa a vida toda - mesmo que por enquanto meu apetite pela música ainda esteja no auge!", garantiu Louis.
"No momento não tenho nenhuma intenção de retornar ao Direito, e quanto mais eu me distancio mais percebo que não quero voltar. Mas ninguém sabe o que o futura traz", acrescentou.
NO BRASILPor aqui, embora sejam pouco representantivas, existem associações de DJs que buscam "profissionalizar" a atividade e torná-la oficialmente uma profissão legalmente reconhecida. Uma delas é o
SINDECS, Sindicato dos DJs e Profissionais de Cabibe de Som do Estado de São Paulo.
O sindicato defende que a legalização do trabalho do DJ esteja diretamente ligada ao Ministério do Trabalho - já que "na prática sabemos que o fato do indivíduo saber operar um mixer, um cd ou até mesmo um dispositivo mais sofisticado como um software de computador não faz dele um DJ. Isto é óbvio para quem está no mercado há tempos", de acordo com o texto oficial do sindicato.