ONErpm chega ao Brasil com a ambição de exportar música brasileira digitalmente
Amazon e iTunes estão no alvo do serviço.
11.08.10 10:55
"Vender MP3 não faz mais sentido". É assim que o empresário Emmanuel Zunz, fundador do selo Verge Records, define o papel do mercado de música digital hoje. Um dos responsáveis pela empresa ONErpm, plataforma de distribuição digital de música, Zunz quer transformar o mercado brasileiro em uma empreitada profissional que ofereça música de qualidade para exportação.
No ONErpm, os artistas podem disponibilizar suas músicas pagando taxas de R$40 por um álbum e R$10 por um single. Em um prazo determinado, o trabalho estará disponível em lojas como o iTunes, eMusic, Limewire, Amazon.com e Spotify. Na plataforma do ONErpm, a intenção é vender os arquivos em WAV e disponibilizar gratuitamente o MP3.
"Vejo o ONErpm como uma exportadora de música, e não uma loja. Não existem boas lojas de música digital no Brasil, e poucos artistas têm acesso a esses serviços. O resultado é que as pessoas acabam distribuindo música com qualidade ruim. Afinal, vender MP3 não é um bom negócio, porque a qualidade é péssima", afirmou Emmanuel Zunz, que quer mudar os hábitos de consumo do brasileiro em relação à música digital.
"Para que as pessoas vão comprar MP3 se podem baixar de graça? Não faz sentido criar uma plataforma de venda de MP3. Queremos que as pessoas criem o hábito de dar valor para a música, entender que ela precisa ser ouvida em uma qualidade decente, que justifique o esforço e o ideal do artista", explicou.
A escolha de iniciar as atividades do ONErpm no Brasil, segundo Emmanuel, veio de uma demanda internacional por sons brasileiros. "As pessoas têm uma enorme curiosidade de conhecer a música brasileira, e é importante que elas tenham acesso aos artistas alternativos que o Brasil oferece. Grande parte dos europeus e dos americanos só conhecem MPB e bossa nova, mas os mais jovens conhecem música eletrônica e vão atrás de artistas menos conhecidos no exterior. Queremos ajudar esse processo de descobrimento", afirmou ele.
De acordo com o site da ONErpm, o artista mantém 100% dos direitos autorais do conteúdo que disponibiliza. "Nosso único papel é distribuir. O artista mantém todos os seus direitos, assim como as responsabilidades por seu conteúdo", afirmou Zunz, que também alertou para a necessidade dos artistas trazerem público para suas páginas na ONErpm.
"É quem coloca as músicas que precisa começar a trazer pessoas para o site. Se o trabalho dele for bom, a coisa vai pra frente, sim", opinou o empresário, que mesmo assim afirmou que o ONErpm faz um trabalho de curadoria na hora de indicar para as lojas seus principais destaques.
"As lojas sempre nos perguntam o que a gente tem de novo, de bacana. Daí é claro que podemos escolher os artistas que mais nos agradam e falar deles, apontar tendências", completou.
Em relação à possibilidade de remixes e mashups com as músicas disponibilizadas no ONErpm, Emmanuel Zunz afirmou que tudo depende das regras de cada artista. "Isso precisa ser acertado entre os artistas, não pretendemos interferir. Os direitos autorais ficam entre os músicos", garantiu ele, que também negou que exista qualquer controle criativo sobre o conteúdo do ONErpm.
"Os artistas são livres para disponibilizar qualquer gênero musical e qualquer letra que quiserem. Só em casos muito extremos vamos retirar algum álbum", completou.
Mas deixa eu ver se entendi direito: o cara vem e cria um "myspace brasileiro" onde os artistas precisam pagar para estar lá. Ainda quer vender o formato WAV que torna o arquivo muito maior no tamanho gerando mais tempo com o computador ligado conectado a internet. Sendo que a pessoa com o WAV e ainda tem que converter para mp3 para poder escutar no ipod ou semelhantes. Tudo isso aliado ao fato de que dependendo da compressão do mp3 a qualidade não muda praticamente em nada (imperceptivel ao ouvido humano) para um wav.
é impressão minha ou este negócio está uns 10 anos atrasado.
Fala sério!