Enquanto as gravadoras e distribuidoras dão voltas em torno dos próprios rabos, há quem acredite que música não deve ser monetarizada. O debate sobre a posse da música é amplo e tem muitos pontos de vista. Mas para alguns artistas independentes, a música gravada é simplesmente a mais poderosa ferramenta de divulgação, e portanto deve circular livremente.
Pensando nisso, alguns netlabels brasileiros estão se estabelecendo com propostas bem diferentes, da música eletrônica ao indie experimental. Separamos quatro deles nessa segunda-feira de música:
TranzmitterDiretamente de Maringá/PR, o netlabel existe desde 2007 e nos seus três anos de vida coleciona mais de 30 lançamentos. A sonoridade lançada pelo Tranzmitter flutua entre as diversas nuances possíveis dentro do techno e house.
O netlabel já lançou um grande número de artistas. Entre eles, alguns nomes saltam ao ouvidos. O projeto Holocaos, do experiente produtor Cauê Miranda, lançou recentemente o EP
Binary Songs, cheio de faixas com timbres únicos e uma pegada experimental. O produtor
L_cio também tem várias faixas de um techno bem conciso lançadas pelo Tranzmitter. Além das faixas liberadas pelo netlabel, L_cio está tocando um projeto bacana a 8 mãos, o
Superfruit, em parceira com
Felício Marmitex,
Cavalaska e Meu Nome Não é Carlos.
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Holocaos - Micro (mp3)
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Holocaos - Inself Jam (mp3)
As belas capas dos lançamentos do Solidalab!.

Solidalab!Com a mentalidade voltada para a excelência no tratamento da música, da arte e de tudo que envolve a divulgação do trabalho dos artistas, o Solidalab! nasceu em 2007 por iniciativa do produtor paulista radicado em curitiba
Bruno Real. O Solidalab! já lançou faixas de gente como
Monsters At Work, Tranquera (o coletivo dubstep encabeçado por Bruno Belluomini), Laurent F e Dada Attack. O netlabel recentemente lançou a coletânea
Três, que conta com diversas faixas interessantes.
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L_cio - Sdrow (mp3)
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Bruno Real - Mirror, Mask and Shadow (mp3)
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Bgns - Talvez (mp3)
Acessórios Essenciais e Península Fernandes foram os primeiros a gravar pela Cloud Chapel.

Cloud ChapelDe olho em um modelo que funcionou lá no
Brooklin, a Cloud Chapel nasceu com uma proposta simples: encontrar artistas "caseiros" e fazer gravações dentro de quartos. Baseada no bairro residencial de Perdizes, em São Paulo, o selo até o momento tem dois artistas de quarto, o Acessórios Essenciais e o Península Fernandes. Ambos os projetos são bem experimentais e um esquema de gravação totalmente lo-fi, mais uma vez remetendo ao cenário que se estabeleceu no Brooklin no últimos anos. O Cloud Chapel está no garimpo de outros artistas e em breve deve lançar novidades.
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Acessórios Essenciais - Vestígios da Megafauna (mp3)
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Peninsula Fernandes - Kyalami (mp3)
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Peninsula Fernandes - Pentecostes (mp3)
Ondas de feedback e muitos efeitos são a tônica do som do netlabel Sinewave.

SinewaveFocado no mundo do post-rock e shoegaze, o Sinewave existe desde 2008 e vem divulgando uma cena com pouca projeção no país. Com bandas como Herod Layne, ELMA, Labirinto e Wry, o selo anda lançando muita música bacana a partir do escritório de São Paulo.
Informo que estamos com um novo lançamento neste mês de Cristiano Campos que conta com Remixes de Richard Savani e Bmind, confira: www.tranzmitternetlabel.com
Já escutei o som do Holocaos em umas festinhas aqui em Atibaia, sonzeira das "brabas", ele manda bem nas produções.