Tom está falando de seu primo, George Langford, parceiro no projeto que existe desde 2004 e nasceu no Brooklyn nova-iorquino. "Eu era mais um esnobe musical, criado à base de Beatles e música clássica", completa. É essa mistura de hip hop, reggae, dub e música pop em doses cavalares no mesmo set que justifica a apresentação dos caras. Não que misturar influências em sets com alma electrônica seja exatamente novo - taí o 2ManyDJs e tantos outros que nos anos 00 que fizeram, e bem, a ponte entre estilos diversos com ousadia e bom-humor na pista de dança. Mas é importante dizer que o lance do Javelin não é só isso. É mais uma banda de dois caras com setup que lembra um soundsystem jamaicano soltando o que o pessoal do selo Luaka Bop descreve como algo "programado para reproduzir a era de ouro de todos os gêneros conhecidos pelo homem".
É pelo selo do eterno Talking Head David Byrne que chega às lojas o primeiro trabalho de Tom e George em formato álbum. No Mas vem após uma sequência de demos e mixtapes (baixe aqui) com uma coleção fantástica de samples, strings, batidas, sopros, guitarras e pianos. Ainda não há certeza se o setup completo dos caras, com as tais boomboxes que eles já levaram até para o Museu de Arte Moderna de Nova Iorque, aterriza aqui no dia 28.
Vocês têm tocado como Javelin há bons seis anos e o reconhecimento está vindo agora - o álbum, a tour de 2010 nos EUA e essa vinda ao Brasil são sinais disso. Como é a sensação?
Como um milkshake de abacate - cremoso, nutritivo e saboroso.
Como foi trabalhar com o selo do David Byrne, o Luaka Bop?
É um lugar ótimo. Eles nos deram nossa própria baia e neos podemos até mesmo usar a máquina de xerox!
Como vocês descrevem seu som?
Ensolarado, quente, analógico, dançante e divertido de cantar junto, positivo.
O que vocês podem contar da apresentação do Javelin para o pessoal em São Paulo
São Paulo será cenário de uma bombástica exibição de proporções épicas. Nós não temos certeza de se vamos levar nossos boomboxes conosco, mas faremos nosso melhor para criarmos animação ao invés de deixar o trabalho para os objetos inanimados.
Vocês se consideram parte de um cenário do Brooklyn, de alguma forma? A região pode representar um cenário ou movimento criativo?
Nós crescemos e moramos no Brooklyn, mas é difícil definir um som, um sentimento em comum ou mesmo uma comunidade. Como quase tudo em Nova Iorque, é tudo isso ao mesmo tempo. É superalimentado com impulsos criativos e muitos olhos do mundo com certeza estão de olho no que está acontecendo por ali. Mas é outra característica de NY - fica na cabeça das pessoas.
Como foi sair em tour com os amigos do Yeasayer? De quais outras bandas vocês se sentem próximos, musicalmente?
Nós adoramos tocar com o Konono No. 1. A atmosfera que eles criam é muito relaxada e positiva, cheia de energia. Dam Funk é um espírito iluminado - e um colega. Neon Indian, Extreme Animals. Nossos amigos mais próximos no círculo criativo deve ser o Lucky Dragons. Eles são os melhores.
Com quem vocês gostariam de trabalhar no futuro? Ah, temos um espectro bastante amplo de idéias. André 3000? É isso aí!
Under30 Series com Javelin @ Estúdio EMME 28/08 às 23h30 Javelin, Dominódromo e 4e20 R$30 Av. Pedroso de Moraes, 1036 - Pinheiros Aceita cartões Visa e Mastercard Ar condicionado Valet: R$ 15,00